<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127</id><updated>2012-01-19T10:40:19.393-04:00</updated><category term='Rádio Resistência'/><category term='Móbiles'/><category term='Politicárnio'/><category term='Lições dos Poetas'/><category term='Sugestões de Leitura'/><category term='Em Video'/><category term='Palestina'/><category term='Dengue'/><category term='Debates pela Rede'/><category term='Tijolos de Curto Alcance'/><category term='La Cópula'/><category term='Eleições Municipais 2008'/><category term='Categóricos'/><category term='Olimpíadas Pequim 2008'/><category term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Resistência Carioca</title><subtitle type='html'>Resistir de uma maneira simples e objetiva, de preferência agressiva, à hipocrisia, distorções e restrições das informações que nos chegam pelos veículos convecionais de mídia. Aqui eu me expresso sobre assuntos que julgo relevantes e digo o que penso, não o que você quer ler.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8201293200907814259</id><published>2011-07-10T00:39:00.004-04:00</published><updated>2011-07-10T00:45:05.809-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rádio Resistência'/><title type='text'>Trilha para dias de raiva</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Já escrevi várias vezes sobre influência da música na minha formação, desde humores banais ao contágio púbere da consciência política (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2011/04/enquanto-houver-sol_18.html"&gt;Enquanto houver sol...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/04/comburente.html"&gt;Comburência Social&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/boas-vindas.html"&gt;Boas vindas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/lio-do-poeta-iii-eu-ouo-msica.html"&gt;Lição do poeta III – Eu ouço música&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/da-puberdade-poltica.html"&gt;Puberdade Política&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/05/essa-discusso-rolou-na-comunidade-da.html"&gt;Crítica ou preconceito cultural&lt;/a&gt;). E nesse lance todo, uma banda já vem há muito me instigando a escrever, mas nunca consigo acertar o ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; Na verdade esse texto está “em construção” faz tempo bagarái.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;a href="http://www.matanza.com.br/"&gt;Matanza&lt;/a&gt;, apesar de ser uma das maiores bandas independentes do país (momento fanzoca), é desconhecida por quem só circula em frequências radiotelevisivisas. Pra quem não conhece, &lt;a href="http://www.myspace.com/matanzacountrycore"&gt;Matanza&lt;/a&gt; é a banda que inaugurou no Brasil a mistura do country/bluegrass com hardcore, com parte do seu repertório, principalmente nos primeiros discos, ambientada no ideário de terras sem lei do faroeste estadunidense. É bem responsa a forma como utilizam essa temática tanto nas letras como nos arranjos, sempre em bem articulado português.&amp;nbsp;Essa qualidade "artística" é o catalizador da substância virulenta indispensável na minha busca por um intangível equilíbrio entre o pessimismo e a fé cotidiana: A raiva corrosiva que contamina o som dos caras nos shows (se você achou que “fé cotidiana” aqui é uma referência sobrenatural, por favor, pare de ler esse texto).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Em estúdio o som dos caras já é raivoso sem recorrer a grunhidos e distorções em profusão somente prazerosos aos ouvidos peculiares de extremados batedores de cabeça. Mas nas apresentações é que o som deles vira trilha apocalíptica para o despejo de toda a raiva que se acumula ao longo dos dias, semanas, meses que antecedem aquele ritual bestial. Seja na roda (ou pogo) ou apenas no coro surdo, a virulência é densa, esfaimada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A temática das letras traz a lado obscuro e brutal do ser humano, como se fosse um bizarro jogo dos sete erros pecaminosos capitais, tendo como prêmio final a tão amendrontadora danação eterna,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;aqui convertida em oasis estomacal&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;sob o jugo do grande serviçal religioso, o bom e velho Capeta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Sexo, drogas, violência gratuita (se é que existe isso), esquizofrenia, psicopatia, criminosos, hippies genocidas, satanismos lúdicos coroam a morte como fim putrefato da misantropia nossa de cada dia. A natureza humana circunscrita a crueza de seus instintos deformados pela civilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O universo da temática da banda não é estilo de vida ou doutrina social a ser seguida; é, antes de tudo, um esforço contra o culto maniqueísta do bem contra o mal, um esforço pela libertação de instintos oprimidos por doutrinas verticais que mutilam o ser humano tornando-o numa figura bizarra, ignorante da sua condição, à beira do colapso furioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Esse é o lance do Matanza pra mim, algo talvez só possível de se alcançar por uma banda fora do cenário comercial, com a carreira consolidada por centenas de shows por ano, indiscriminadamente em qualquer sarjeta que os contrate há mais de uma década. Shows em que a banda soca contra seu crânio mais de 25 músicas em uma hora (em média) ininterrupta, na mais pura escola Ramones* de cronometria de repertório. Literalmente do Rio Grande do Sul ao Amapá, a banda comunga com a mais deplorável escória de rockeiros a estetas bizarros que enfestam pocilgas decrépitas, num exaustivo ritual bestial, por vezes patético, de transpiração tóxica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Taí o impacto da banda absorvido após dezenas de shows, &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=65683"&gt;público apaixonado&lt;/a&gt;, amizades daí emergidas e muita raça dos integrantes - do roadie à produção dos shows. Mas se você leu isso tudo e achou coisa de dorme sujo adolescente funcional revoltadinho com necessidade crônica de achar um significado/desculpa relevante para seu babaquismo, talvez você esteja mais perto da realidade do que eu. Foda-se! Agora se o seu problema é com o som dos caras, aí é questão de gosto, cada um na sua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;(*)&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Dizem que os Ramones ensaiavam à exaustão para conseguir executar o máximo de músicas no exíguo tempo de apresentação q dispunham no início de carreira, emendando uma na outra e acelerando o riff, tornando o som mais agressivo...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8201293200907814259?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8201293200907814259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8201293200907814259' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8201293200907814259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8201293200907814259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2011/07/trilha-para-dias-de-raiva.html' title='Trilha para dias de raiva'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-949653549085458108</id><published>2011-05-25T22:22:00.002-04:00</published><updated>2011-05-26T19:52:01.891-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Capacho da Alma</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Nessa época de eleição*, perdi completamente o saco para tentar convencer quem quer que seja de que tipo de conduta deve tomar diante do seu voto, nem sei se conseguiria fingir algum ímpeto, mais frágil que seja, de querer isso, então, resolvi escrever sobre algo que me interessa, bastante, minha barba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Não sou presunçoso ao ponto de pensar que minha barba geraria polêmica ou atrairia o interesse de quem não tem mais o que fazer, e por isso ainda aparece por aqui, mas sou presunçoso o suficiente pra discorrer sobre o assunto de forma tão prolixa quanto discorro sobre mazelas sociais, afinal, sou advogado, e advogados são prolixos, porra!&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Minha barba tem forte significado pra mim, óbvio, mas é certo que eu superestimo esse significado ao ponto de ficar puto com ela, a barba, então deixa ver se consigo tornar isso interessante, pelo menos pra mim.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
A barba tem um lance de crueza. Sinto-me velho desde sempre, um velho babaca e imaturo, arrogante pelo simples fato de ser intolerante, então a barba completa o cenário. Torna mais fácil interpretar na imagem a agressividade que virá pelo verbo. E é essa a parada da barba: ela é agressiva, é viva, carrega energia que por vezes me sobrecarrega e até me faz refém.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Refém é uma palavra inadequada quando escrevemos sobre coisas imateriais, mas é precisa quando se está diante de um mané que superanalisa tudo, ou quase tudo... Não, tudo mermo. “Barba cresce, porra! Então raspa essa merda logo e deixa de palhaçadinha”, diria eu a mim mesmo, se eu não fosse eu falando pra mim sobre a hipocrisia dos meus conselhos... Mas isso é outra parada...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Voltando – tentando, pelo menos. Dependendo da conjunção astral (não resisti ao deboche), fazer a barba é mutilante pra quem passa anos, ou meses, que seja, cultivando-a. Esse cultivo é um exercício de resistência. Resistência à pasteurização social, onde padrões estéticos são pré-concebidos e injetados em nossa corrente sanguínea de forma que nem mais percebemos - se é que um dia percebíamos. E a barba pra mim vai assim. Não é tentativa de ser diferente, o que seria imbecil, é a tentativa sim de buscar identidade entre o que se prega, o que se aprende, e o exercício visual diário. A barba evitou inúmeras vezes que tenham uma imagem minha que depois contraste com o que se descobre quando abro a boca. Isso pode ser contraditório com a vaidade no cuidado da barba, ou não, porque eu nunca quis causar repulsa, mas sim externar, tornar imagético o verbo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
É óbvio que a barba tem seu contexto estético. Sou vaidoso e respeito conceitos estéticos, considero-os parte da constituição humana e, assim como busco significados para o que fode com meu cérebro, também busco uma coerência com o que meu corpo externa a partir dessa foda cerebral. Estética é lance do animal tanto quanto uma trepada ou porradaria, mas também aguça a racionalidade que frita a minha meia dúzia de neurônios.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
A barba entra aí no meio desse monte de tentativas de explicar seus significados. Essa massa de pelo preto estampada na minha cara com utilidades estético-sexuais, no final das contas é parte do todo, é o tipo de cara que eu sou.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Dizem que os olhos são a janela da alma, às vezes sinto que minha barba seria o capacho, absorvendo energia pesada, mas só às vezes. Nessas horas, quando sobrecarregada, é que ela vai pelo ralo na tentativa de despressurizar um pouco, e não dá pra explicar a bagagem que ela desanuvia&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;junto. Aí curto uma de menino (ou quase) de cara limpa e com esse, sim, me emputeço com breviedade quase instantânea, mas como bom descendente de árabes, minha barba não tarda a ficar espessa novamente, me reconstruindo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
*texto escrito em setembro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-949653549085458108?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/949653549085458108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=949653549085458108' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/949653549085458108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/949653549085458108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2011/05/capacho-da-alma_25.html' title='Capacho da Alma'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-4974292343444086443</id><published>2011-04-18T20:10:00.000-04:00</published><updated>2011-04-18T20:10:52.797-04:00</updated><title type='text'>Enquanto houver sol...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;Nem sei direito como continua a música, muito menos como começa, e na verdade pouco importa porque ela provavelmente não tem muito a ver com o sentido com o qual me apropriei do verso do seu estribilho... Ou não. O lance é que o verso colou na minha cabeça faz tempo, e sei lá quantas vezes já me peguei repetindo esse verso quando meu cérebro começa a fritar ou quando alguém despeja na minha frente seu desespero (in)contido, talvez despercebido.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto houver sol...&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gosto dessa frase, desse verso, porque ela define a condição humana de uma forma tão óbvia e honesta que chega a ser excepcional diante de tanta babaquice opinativa que leio/escuto regularmente. O que nos define melhor do que a frágil condição de depender de vossa sultânica incandescência?&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lutamos diuturnamente no desequilibrado roteiro bipolar de nos destruirmos e nos salvarmos, esquizofrênicos sob a vigilância de entes sobrenaturais à nossa semelhança, mas perfeitos(?!!). Tenebrosos catastrofismos e poliânicas esperanças, naturais ou sobrenaturais, pautam discussões, monólogos, guerras, autoflagelos, suicídios, genocídios, paixões ignóbeis, poeterias gástricas, cruezas líricas, etc. que tentam teorizar a “razão” da existência humana.&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, porra! É o sol!&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tá lá aquele troço incandescente há milhões de anos tornando possível a vida nesse planeta em decomposição. Esse texto era pra trazer a relação daquele verso com a esperança crua de que ainda há tempo, se não para reverter a sanha autodestrutiva da humanidade, mas pelo menos para tornar o processo menos impiedoso para os seus, mas... A esperança se tornou uma pequena ferida hemofílica, um corte afiado que decanta o sangue lentamente, transformando o choque da dor do talho original em sádico costume, apego masoquista de sôfrego cultivo. A chaga lancinante que deveria urgir a sutura vira rotineiro prazer que conforta o caos cotidiano.&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Sol talvez seja o símbolo máximo da perversão humana - ou que ao menos o seja por hoje, amanhã quem sabe escreverei sobre outros máximos símbolos da perversão humana -; do fogo que nos consome as entranhas orgásmicas ao alucinógeno das prostrações autoruminativas... E insolações que justifiquem textos pastosos como esse.&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E assim, sob sua matuzalênica quinta grandeza solar, nossa esperança é dolorosamente vertida e prazerosamente infecta, e mesmo depois que o sangue secar e as chagas apodrecerem e só restar o pó, o Sol ainda estará lá explodindo...&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E assim mesmo, o giro é alto, a pilha não cessa e enquanto houver sol...&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
*Título é verso extraído da música “Enquanto houver sol” dos Titãs (letra de Sérgio Brito)&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-4974292343444086443?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/4974292343444086443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=4974292343444086443' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4974292343444086443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4974292343444086443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2011/04/enquanto-houver-sol_18.html' title='Enquanto houver sol...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8355901489082473056</id><published>2010-12-20T17:14:00.003-04:00</published><updated>2010-12-20T17:15:48.799-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Demérito Público e Recompensa Privada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No último dia 15, o Congresso Nacional aprovou aumento de salário para os parlamentares em 61% - dos atuais R$ 16.500,00 para R$ 27.500,00. A indignação se espalhou pela opinião pública e, assim, das redes sociais. Mas eis que diversos argumentos surgiram em defesa do aumento. Não falo de conservadores ou patrimonialistas clássicos, mas de esquerdo-progressistas. O que não chega a ser estarrecedor, mas me fez ruminar os motivos da minha indignação. Vejamos o que sai disso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Logo&amp;nbsp;veio o papo da isonomia, que, no juridiquês, quer dizer que os cargos mais altos do Executivo, Judiciário e Legislativo devem ter o mesmo salário para evitar hierarquização entre si. Então, foi o STF saltar seus vencimentos para R$ 27.500,00 e, assim, abrir a porteira para o Legislativo e o Executivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O argumento&amp;nbsp;polyânico foi o de que os parlamentares têm que ganhar salário digno, não só pela importância da função, mas também pra que não fiquem suscetíveis à corrupção. Só podem estar de sacanagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Obviamente, o aumento do STF no meio do ano não repercutiu na imprensa como o do Congresso pela não tão simples ausência de interesse em pôr a opinião publica contra o Tribunal político que atua com afinco para garantir imunidade à casta político-econômica nacional. Mas para colocar em xeque a representação popular, pressionar o legislativo e o executivo e afundar cada vez mais a sociedade no desinteresse pela política, já é outra conversa. Agora, daí a achar normal ou minimizar esse escalafobético aumento, vai uma distância fudida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Do alto de todo o meu tesão por política, concordo que a função merece a maior das recompensas, mas é no mínimo contraditório um representante político de uma nação miserável querer um colchão de CEO multinacional. Mesmo porque 16 dobrões e meio não é merreca, ainda mais se você contar que, além do salário, tem auxílio pra tudo – combustível, terno, moradia, viagem, se der mole, até trocado pro michê rola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp;comparativo com o “mercado” vai pro espaço quando se questiona: Às custas de quem um presidente de multinacional ganha seus milhõezinhos anuais? Para qual sistema canibal esse mestre corporativo deve se curvar para receber o falo dourado? Enquanto um banqueiro ganha os tubos, bancários fazem greve todo ano pra ao menos manter seus empregos, pois a crise funde bancos e fode o trabalhador. Enquanto a Vale irriga a mídia de publicidade com seu desempenho fulgural, milhares de trabalhadores foram demitidos “preventivamente” e até agora continuam pastando. Isso pra não entrar na questão ambiental aqui e na gringolândia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É essa a mensagem que os representantes do povo devem transmitir? É essa a lógica que deve pautar o trato da coisa&amp;nbsp;pública?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E mais, o que mais me deixa puto é alguém que se diz conhecedor da praxe partidária achar que um político deixa de ser corrupto por causa de 30 dobrões!Pois então, se o Judiciário lambe a própria bunda, ao invés de achar nojento, protestar e dar o exemplo, eu vou lá lamber a minha também? Mal aê, mas não é pra esse lado que minha cabeça gira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O parlamento subentende feira de contratos públicos, prestação de serviços, nepotismo cruzado e maquiado, lobi, grupos econômicos, poder, patrimonialismo, poder, influência regional, poder... Isso movimenta muito mais grana e poder do que qualquer salário que se possa acenar a um parlamentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pensar que um parlamentar que ganha 15 mil reais e tem um castelo, caso ganhasse 30 mil, não o teria, chega a ser deboche. A cada dia emergem investigações de parlamentares enredados em promiscuidade financeira, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, armas, assassinato de líderes comunitários, grilagem de terras, espionagem industrial... Como se esse criminoso fosse ignorar toda rede de interesses que pariu sua eleição, ou mesmo dar as costas às luxuriosas emendas orçamentárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não é assim que funciona! Você sabe, eu sei, qualquer um que lê jornal e resolva prestar atenção à diversidade de fraudes ao erário que aparecem vai descobrir também, e saber disso não faz com que eu me indigne menos diante dessa... dessa... adjetivos, por favor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A bela lógica do salário digno pra mim é papo furado; os valores éticos é baseando nas cifras eles já fadados a putrefação seja qual seja o número de zeros. No fim, o que pesa é se o malandro sucumbe à tentação do poder, pois prum país que movimenta trilhões em orçamento oficial e possui mais ralos de grana do que se tem ideia, um parlamentar ganhar 15 ou 30 mil reais não faz diferença alguma. E, de novo, não estamos falando do PM que ganha 900 pratas pra fingir que tem peito de aço, mas de um cara que já ganha 16,5 mil reais mais benefícios. Ah, os benefícios...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu ia começar a falar em como foi feita a aprovação, o trâmite de urgência às véspera da renovação do parlamento, horas extras, 13º, 14º salários, aposentadorias precoces e tal, mas acho que já deu pra perceber que se fosse algo legítimo não seria feito no apagar das luzes por praticamente ex-parlamentares. É o argumento mínimo da tal transparência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Então, se me permitem, vou continuar puto à vera com essa parada, assim como fiquei, e ainda fico com o puteiro togado do meio do ano, que puxou a fila do auto-aumento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8355901489082473056?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8355901489082473056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8355901489082473056' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8355901489082473056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8355901489082473056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/12/demerito-publico-e-recompensas-privada.html' title='Demérito Público e Recompensa Privada'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5477254837743325636</id><published>2010-10-14T07:59:00.001-04:00</published><updated>2010-10-14T08:02:01.038-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas VII - Horizontes, círculos e estupidez</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eis que aí está você tentando em vão entender do que realmente se trata andar pra frente, perdido em lugares comuns sem qualquer talento anti-vicioso. Lugares comuns são como ilhas que de tão próximas dão a aparência de unidade, nos distraindo de construir pontes para transpô-las. Nos iludem pela imagem de estradas com seus horizontes verticais, quando de fato não dão liga. Você ali, em meio a tantos em tantas ilhas repetindo rotas ociosas sem se dar conta dos círculos em que se enredou pra se fazer notar diante de uma colagem de imagens tão frágeis quanto sua razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já parou pra pensar que é a sede por alcançar horizontes que nos faz andar em círculos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui espero que seus círculos um dia se tornem espirais, pq aí ao menos vc vai conseguir curtir alguma onda dentro da sua própria estupidez, ou, na melhor das hipóteses, vomitá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5477254837743325636?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5477254837743325636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5477254837743325636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5477254837743325636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5477254837743325636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/10/horizontes-circulos-e-estupidez.html' title='Pílulas Etílicas VII - Horizontes, círculos e estupidez'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5646119054916584429</id><published>2010-10-04T21:01:00.001-04:00</published><updated>2010-10-04T21:11:11.147-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Lúdicos Mendigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Moradores de rua - que aqui vou tratar pelo chulo “mendigo” – fazem parte da minha rotina, misturados à poluição urbana, vagam e resmungam pela rua (balbuciando seria mais maneiro, né? Foda-se), residentes da passagem. São os que raramente lhe pedem algo e por isso raramente lhe despertam algum tipo de impressão, a não ser o asco quando se aproximam ao ponto de se fazer notar pelo cheiro. Observo a forma como fumam, cobrem o corpo (q não se pode chamar de vestir), a expressão de repulsa por um cenário onde eles são apenas uma mancha, e os surtos, dos mais curiosos e desconexos surtos da expressão humana, ironicamente por um inumano. São criaturas (você tem coragem de chamá-los de pessoas?) que provocam impactos fortes em quem tenta ver além do asco, e têm sido assunto recorrente no que escrevo, foi assim no &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/esmola.html"&gt;Esmola&lt;/a&gt; e no &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/dos-casulos-humanos.html"&gt;Casulos Humanos &lt;/a&gt;e será assim outras vezes... ou não.&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Não quero dramatizar demais isso, mesmo porque não sou nenhum cientista social ou qualquer tipo de estudioso sobre o impacto da situação de rua à psique humana, mas por vezes me peguei tentando desconstruir os que se fazem de maluco em seu inútil grito por atenção. Pois o que é um mendigo espalhafatoso e performático além de um cara fudido, sem porra nenhuma além das tranqueiras que ele acumula até o limite da sua capacidade de carga, totalmente ignorado? Tem um exemplo lá na minha área de um coroa que pelo que observei fazia vários bicos em obras pela área, mas foi aprofundando na situação de rua, passou a varrer calçadas por conta própria a interagir pelos botecos, e hoje grita sozinho no meio da rua. Não o cara não é maluco, mas conforme o cara vai vivendo na rua, menos as pessoas o querem ao seu lado ou trocar idéia porque ele realmente vai ficando a margem do que se considera civilização. O cara não vê TV (fonte de 90% dos papos de qq lugar), higiene pessoal precária, e não tem um puto no bolso. Quem vai ficar trocando idéia ou dando corda pro cara? Exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se liga que o cara tá ali isolado no meio do caos, o cara perde o contato com as pessoas mesmo estando submerso num mar delas. A sociedade funciona caótica e frenética o dia inteiro, mas ele não participa. No começo arruma ocupação pra mente, esperando a compaixão alheia pra tentar descolar um trocado ou um rango, o que no começo funciona, mas não se firma pq ninguém quer “sustentar vagabundo”. Vagabundo?! Bom, seguindo... E assim o cara vai mergulhando no vazio. E mermão, a não ser que você tenha optado, por razões ideológico-sobrenaturais, se isolar voluntariamente do mundo, ser forçado a isso deve ser enlouquecedor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o cara fala sozinho, deita no banco do ponto de ônibus, atravessa a rua suicidamente, dorme atravessado na calçada, tentando de alguma forma se inserir naquele contexto, até que descobre que se desenvolver certa teatralidade performática (aqui a redundância proposital) vai conseguir atenção, principalmente do escárnio boçal, do incentivo sádico, mas que em nada altera sua situação de pária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já parou pra pensar quantos mendigos você cruza durante o dia sem que eles não te peçam nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nem todos são performáticos, pois se fossem teríamos realizados os ideais de lixo humano circense pelo qual tanto lutam nossas elites políticas. Existem os que emanam agressividade e se tornam ameaças aos cidadãos direitos, tem os que cagam no meio da calçada pra zoar a rotina dos bons cidadãos, e tem os que matam. Mas aí é inadmissível! Como a pária pode ousar confrontar seus suseranos? “Veja o bené, aquele dingão da esquina da lá da área, ele não faz mal a ninguém, doidão, mó zoado ele, mas é tranquilão. Esse aí não, é marginal, tem é que matar essas porra toda! mermo” (sic.) Como é belo o argumento humano, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendigos são tão ricos como expressão humana que são retratados em lúdicos personagens, sempre com a putrefata imagem escondendo uma misteriosa genialidade, um ser excepcional pronto a ter sua criatividade desvendada. Mas a realidade é que o magrinho que surta eventualmente na minha área, e que tá sempre rabiscando num caderno com caneta esferográfica, e que só mendiga trocado quando acaba sua carga, está só rabiscando mesmo, descarregando sua seqüela. Ali não tem poesia nem “arte bruta” pronta pra ser descoberta e ganhar as galerias do mundo! Se bem que... Melhor não me meter nesse lance de arte, não agora pelo menos. Como ele, o obeso mórbido aqui do centro do Balneário Decadente, talvez eu só o tenha vista de pé uma vez em 10 anos. Inerte, letárgico, prostrado sobre seu lúdico preto rabo gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Então, aqui é o ponto em que eu quebro meu sarcasmo pra tentar concluir com algum norte, algum arremedo de solução... E aí? E aí, que pra toda questão social você tem que ter uma ação emergencial e um plano de longo prazo; o primeiro é chamado de assistencialismo, e o segundo se perde no desinteresse político da burocracia pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, mas e aí?! E aí que se você não criar um programa emergencial de ressocialização desses indivíduos nada muda... De novo. Endereço provisório, acesso a higiene pessoal, alimentação regular e acompanhamento psicológico são o mínimo para essas criaturas, cuja condição racional foi derretida, conseguir ao menos se ver e pensar como gente, e a partir daí poderia se pensar em realocá-lo no exército de mão-de-obra barata nacional, realocando-o no sistema. Mas e aí?!&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5646119054916584429?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5646119054916584429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5646119054916584429' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5646119054916584429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5646119054916584429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/10/ludicos-mendigos.html' title='Lúdicos Mendigos'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6512125298816271257</id><published>2010-04-22T15:26:00.014-04:00</published><updated>2011-07-27T11:11:45.808-04:00</updated><title type='text'>Comburência social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Já que é pra retomar essa parada aqui então vou logo falar do que eu não entendo, pra que fique claro que a idéia é tão amadora quanto a execução!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Apesar de muita relutância, acabei entrando no twitter e achei foda esse lance de sapecar os marimbondos em tempo real, mesmo sendo um contrassenso chamar de real o tempo em ambiente virtual. Muito louco isso, mas pouco produtivo de divagar agora (ou em qualquer hora).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Resistindo à tentação da divagação e voltando ao foco, no twitter passei a seguir os blogueiros que curtia, entre eles a Ana Julia (&lt;a href="http://twitter.com/#!/anajuz"&gt;@anajuz&lt;/a&gt;) do &lt;a href="http://elenaoquispostar.blogspot.com/"&gt;Ele não quis postar&lt;/a&gt;, que vira e mexe solta um som maneiro lá no blog dela, muitas vezes algo que nunca ouvi falar, na maioria som ligado à cultura negra. Foi nessa de fuçar as referências de sons que ela ia soltando por lá - 90% hip-hop nacional – que a minha mente começou a frita&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;r.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span id="fullpost"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Perdi a linha com aquele som, uns malucos daqui do Balneário Decadente, de São Paulo, Bahia, Minas, Mato Grosso e de outros cantos do país que estavam produzindo na neurose. Rima ácida, sonoridade furiosa, e mais uma porrada de combinações adjetivas que não me vêm à cabeça agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A qualidade técnica é surpreendente, principalmente quando se fala duns caras sem suporte financeiro pra desenvolver sua arte, mas que está tomando pra si, na marra, a tal da globalização virtual e suas inovações técnicas. O senso de movimento também é tão impressionante como natural. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mas o que mais me espanta não é só a energia comunitária dando liga através da música enraizada na periferia, mas o manejo da língua portuguesa por esses ases. Os caras me embasbacam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você já tentou escrever uma letra de música em português sem cair nos entediantes clichês banais ou arranhar a melodia? Só tentando pra ter ideia da dificuldade que é trabalhar a rima cantada dentro da cartesiana norma culta portuguesa. Não é saber a língua, é conseguir combinar os grilhões que a “educação” te impõe, o preconceito do certo/errado, e passar a ser fiel àquilo do que você é feito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os caras vão além, ignoram os avisos gramaticais e as normas cegas da academia e tomam pra si a língua pátria tornando-a fluída e agressiva sem perder a sonoridade melodiosa. Trabalham com o que conhecem de melhor, o som, o som das palavras, a fonética, a língua que realmente conhecem aquela que ninguém ensinou, mas que absorveram no ar, no tapa, no chão de terra, misturam com tudo que vêem e escutam. A rima não é rica ou pobre, é urbana, é deles, é foda&lt;b&gt;!&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E vão levando, destilando nas batidas, nos riffs, nos samplers, suas verdades, abrindo a ferida e cutucando a gangrena, e eu fico aí fudido de tesão por esse som que cria entorno do relato cru a atmosfera de êxtase sonoro sem o qual essa verdade perderia o prumo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;a href="http://www.umsocaminho.com.br/"&gt;McMarechal&lt;/a&gt;, aqui no Balneário Decadente, &lt;a href="http://www.myspace.com/kamau76"&gt;Kamau&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/emicida"&gt;Emicida&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/inquerito"&gt;Inquérito&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/slimrimografia"&gt;Slim Rimografia &amp;amp;Thiago Beats&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.myspace.com/parteum"&gt;Parteum&lt;/a&gt; na paulicéia, &lt;a href="http://www.myspace.com/versu2"&gt;Versu2&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.myspace.com/mcdaganja"&gt;Daganja&lt;/a&gt; da cidade do Salvador, &lt;a href="http://www.myspace.com/gurilamanganigudoiz"&gt;Gurila Mangani&lt;/a&gt; de Beagá e tantos outros em tantas outras frentes, que ignoram os limites aos quais tantos se renderam e vão seguindo em frente, ladeira acima. A língua que eles falam é a mesma que sempre esteve lá nas margens da sociedade que os pariu, a diferença é que agora eles a transformaram em música, de novo! E não pense que brotaram do nada: são velhos, tão velhos quanto o samba marginalizado, quanto a miséria, quanto o racismo, quanto a opressão... Eles são a renovação de décadas de cascas grossa, são irmãos do funk, órfãos do samba. E como deve ser, a geração que renova também inova, transforma e, por partir de base sólida, avança mais rápido. Pra eles a música é estandarte de luta, é elemento explosivo, reativo, provocador, e responsável. Vejo na bilha dos caras que eles sabem muito bem o peso que tem o verso que empunham, da responsa que carregam nas mãos por ter transformado microfones e picapes em armas de libertação em massa. Esse som, que cada vez mais transborda das periferias, vai ecoando da boca da molecada e se propagando, quem sabe provocando uma juventude emudecida pela guetificação a, não só manter-se de pé, mas dar um passo à frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;ou do rock, é o som que me move, que me dá tesão, alimenta minha raiva do erro, e também meu despertar político, da onde absorvi aos poucos a mensagem de que existia bem mais do que meus olhos podiam ver. Mas vejo no som desses caras a mesma força vital que tornou o rock perene. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sobre o hip-hop nacional, assim como qualquer outro estilo de música, não posso ir além dos instintos que me provocam. Não sou letrado no tema, nem mesmo conhecedor do movimento; sei nem se eles mesmos se confessam movimento – é, porquê movimento são de fato, em movimento seguem - mas fico acelerado quando a música põe a cara pra bater, com a guarda fechada e a base armada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Exagero? Pode até ser, mas antes escute esses caras, depois me diga que exagerei, mas quero ver me dizer que estou errado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6512125298816271257?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6512125298816271257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6512125298816271257' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6512125298816271257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6512125298816271257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/04/comburente.html' title='Comburência social'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8365819625386307688</id><published>2010-04-14T17:21:00.006-04:00</published><updated>2010-04-14T17:42:46.092-04:00</updated><title type='text'>A dor que eu não sinto me ensina, mas não me fortalece.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por que pensamos que os excluídos precisam de um incluído para guiá-lo? Por que menosprezamos a capacidade cultural de uma pessoa que tem em si um complexo de experiências e realidades muito mais vivas e cruentas do que um desigual vindo de uma classe incluída jamais poderia entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que torna a mim, com minha ainda ínfima biblioteca e meu diploma de 3º grau, mais capacitado pra vida do que um homem de 30 anos condenado à escadarias, becos e vielas de uma favela carioca? NADA, muito pelo contrário!&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto eu saio do meu bairro de classe média no Balneário Decadente, pego o (na maioria das vezes) confortável trem metropolitano, munido de um livro, que em 20 minutos me leva são, salvo e sem (quase) suar no trabalho, onde praticamente me enclausuro pelo resto do dia; um cara sai da Maré antes mesmo d’eu pensar em acordar e durante as horas que o distancia do emprego experimenta fome, transporte público caro e precário, agressões morais e físicas, calor saariano, opressão da paisagem da favela à selva de pedra, atravessando bairros de gente direita, dividindo a passagem com carros, motos, roupas que não são da sua laia; e quando chega no centro urbano, na maioria das vezes não é para o emprego se apresenta, mas para procurar um, ou submeter-se à qualquer atividade que amenize o sofrimento dos seus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lemos e relemos que as cicatrizes, experiências, vivências, tropeços, ou qualquer outro termo a gosto do cliente, forma nossa personalidade nosso caráter, então o que dizer de um homem que vê morrer, nascer, sofrer, humilhar, excluir, violentar, destruir muito mais do que eu poderia imaginar no mesmo lapso de tempo em que eu respiro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Minha cultura é quase imprestável diante do acumulo de informações e experiência de um marginalizado. Quase! Maximize isso então no couro de uma mulher da periferia, agora de uma mulher negra da periferia...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando um líder popular vocifera, identifico discursos libertários e exemplos opressores construídos ao longo da história, a diferença que minha construção é teórica, quando a dele foi escrita a ferro quente na carne e na alma dele. Em cada letra que ele manda entram em curto na minha cabeça os conceitos e valores de conhecimento e cultura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É por isso que na maioria das vezes o discurso acadêmico dispersa ao invés de mobilizar. O conhecimento acadêmico pode ser o catalisador da consciência política das massas, dar a planta para as construções sociais, porém, o que vai dar liga entre os tijolos é a identidade de cicatrizes de que discursa e de que escuta, de quem lidera e de que segue, assim nasce uma liderança, assim se constrói um movimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É uma regra básica do ser humano, o que você não sente na pele, tende a minimizar nos outros, tornando impossível compreender por completo a intensidade e importância desses eventos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só quem sofre na pele as mazelas da exclusão social é passível de filtrar a ideologia para manejar o discurso político sem se distanciar da realidade, sem perder o gosto das palavras. Gosto, porque pra mim, as palavras têm um impacto sensitivo, na maioria das vezes através de uma sensibilidade construída no imaginário cultural, enquanto quem de fato vive essa realidade excludente sente as palavras na carne, com todos os sentidos, do gosto da fome às chagas da violência, dos calos do trabalho escravo às lágrimas da humilhação moral, da desumanização da vida ao cheiro do esgoto, da surdez da repressão à febre da miséria...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra essa maioria meu discurso pode somar, ajudar a ligar alguns pontos, divulgar e até abrir portas, mas não pode libertar, e por que estariam errados? Não estão. &lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pobres dos intelectuais prostrados em seus púlpitos catedráticos que viverem para ver o dia em que a academia for de fato acessível aos excluídos, morrerão de desgosto quando finalmente suas letras enfim encontrem os protagonistas da história tanto constroem, desconstroem, buscam e rebuscam. À academia não é reservado o protagonismo, e sim o papel de coadjuvante, catalisador, na honrosa tarefa de revelar versões das quais tantos foram privados para mantê-los à margem da história construída com seu próprio sangue e suor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Daqui, entre erros e acertos, descubro na literatura o que não pude ver, enquanto tento enxergar ao meu redor o que a literatura não é capaz de me revelar, admirando do mesmo lado, acadêmicos orgulhosos de sua coadjuvância e a força cultural indevassável dos excluídos que não se curvam mais. Por isso, nesse mundo de mobilizações meu papel é o de ser mais um, de engrossar o caldo, de tentar provocar aqueles que, como eu, vivem na inclusão e do conforto proporcionado pela exploração da maioria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Espero poder acompanhá-los, incentivá-los, admirá-los cada vez mais de perto, e quem sabe ajudá-los, fazendo coro no meio da massa, tentando não só exercitar minha ilusoria humildade ou aplacar não só minha consciência burguesa, mas também frutificar o senso de responsabilidade social produto sim da realidade caleidoscópica que vivo desde moleque.aplacar não só minha consciência burguesa, mas o senso de responsabilidade social produto sim da realidade caleidoscópica que vivo desde moleque.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8365819625386307688?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8365819625386307688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8365819625386307688' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8365819625386307688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8365819625386307688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2010/04/dor-que-eu-nao-sinto-me-ensina-mas-nao_14.html' title='A dor que eu não sinto me ensina, mas não me fortalece.'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-96949942625129593</id><published>2009-10-28T13:12:00.008-04:00</published><updated>2009-12-07T08:41:29.898-04:00</updated><title type='text'>Somos quase todos Rubro-Negros - Homenagem ao dia do flamenguista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos rubro-negros, somos comuns, não somos diferentes, por isso, tão especiais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos guerreiros ordinários do dia-a-dia, povo do rio e do mar, no sertão e nos pampas, marcados pelo tempo abençoados pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos humanos evoluídos da água para os campos de terra, erectus e orgulhosos de sua força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos metafísicos pairando sobre as demais crenças do futebol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos o paradigma que transcende a identidade carioca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos herdeiros do pavilhão do urubu e do sangue das raças que permeia nossa história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos brasileiros em vermelho e preto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos expressão divina da paixão pelo próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos força infernal a doutrinar os incautos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos rubro-negros sim, únicos, somos quase todos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quase, porque se fossemos todos talvez não existiriam deuses... apenas um Rei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-96949942625129593?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/96949942625129593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=96949942625129593' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/96949942625129593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/96949942625129593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/10/somos-quase-todos-rubro-negros.html' title='Somos quase todos Rubro-Negros - Homenagem ao dia do flamenguista'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7003648144281071681</id><published>2009-10-15T14:49:00.002-04:00</published><updated>2010-10-04T21:10:08.313-04:00</updated><title type='text'>Sem-Freio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não o conhecia além das superficialidades de encontros sociais. Um elo em comum nos fez conviver por algum tempo. Quanto? Não o bastante pra nos tornarmos amigos, mas o suficiente para ver nele um cara bom. No fim, o que de fato interessava era sua influência sobre esse elo, pelo qual com ele simpatizei logo. Temos essa propensão a querer bem aos que fazem bem aos nossos. Tranqüilo, era religioso, diziam. Mineiro, nada brusco, sem freio... Sem Freio foi o que me veio à mente diante de seus desempenhos nas poucas peladinhas da confraria das quais participara. Atabalhoado e acelerado, ficou “Sem-Freio”. Logo a ausência do tal freio lhe trouxe contusão no tornozelo, que nunca se curou. Não se curou primeiro porque o mané não tratou logo, mas principalmente porque mesmo que o intentasse, não poderia mais fazê-lo.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não poderia, não poderá, não pode ou pudera. A conjugação é banal, porque seu verbo não tem mais tempo, pois é morto, morto foi com um tiro à queima roupa num dos bairros ricos do Balneário Decadente. Morto, baleado no pescoço na tentativa de roubo. Morte estúpida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mineiro, religioso, tranqüilo, com a timidez estratégica dos mineiros, o pé-atrás como manda o figurino do interior das Gerais. É o máximo que posso escrever sobre o Sem-Freio, mas e daí? Pra mim é indiferente, fazia feliz quem a mim importava nessa equação, relativa relevância, talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu não o conhecia tão bem, e você, conhecia? Não! Então, foda-se! Virou estatística, notícia velha, arquivo morto, engrossa o caldo, menos um... Espasmo involuntário da retórica da cobrança pela impunidade, gritos por justiça, do discurso da perda do valor da vida pronto cuspido da boca de cada um que vela seu corpo. Lex Talionis? Fácil demais... Números cínicos. Sinceramente hipócritas somos todos, quase todos, menos tantos, mais eu, que se foda! Progressões, previsões, equações estatísticas frias, números, discursos, ingredientes da teimosa sopa vermelha fria e viscosa que insiste em escorrer do jornal matinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Giro alto na mente, comprimida pelo ar úmido e salgado, densidade insuportável no olhar de quem realmente perdeu algo, ou quase tudo. Meu discurso afiado pela análise dissecante, desconstrutiva, da origem da violência soa desrespeitosa à afiada emoção fúnebre, por isso se cala em eco na minha cabeça. A racionalidade, tão cara à minha existência, agora inútil e cabisbaixa, cede o ombro para amparar esse sentimento de pernas bambas e cabelos loiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Olho ao redor e a única coisa q consigo organizar na mente é a velha constatação de que uma dívida social está sendo cobrada e já não escolhe de quem coleta sua fração, nem os meios que utiliza. E a sociedade, que se permitiu ignorar por tanto tempo a divisão - não de mundos, mas de dimensões -, agora coleta seus corpos na quadra da praia. Escusas pelo crime não há qualquer; já explicações, são inúmeras, e quase todas guardam alguma verdade. Como clamar por justiça num mundo em que a justiça não é princípio, mas apenas adjetivo? Justiça, justiça social que esse país NUNCA viu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nos que vi chorar, não havia culpa pelo mundo em que vivem, nem há porque haver, ou há? Culpados, responsáveis ou não, essa questão é estéril, pois assim mesmo, foram chamados a sentir a dor diária daqueles que vivem na outra dimensão social; estão do lado, misturados, não piores nem melhores, mas não os vemos, não como deveríamos, e essa dívida vai continuar a ser cobrada, mais hora, menos hora, e alguém vai pagar, não importa quem seja o próximo, desde que não seja alguém próximo, certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Alea jacta est...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7003648144281071681?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7003648144281071681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7003648144281071681' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7003648144281071681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7003648144281071681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/10/sem-freio.html' title='Sem-Freio'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-555600832868927764</id><published>2009-10-07T14:36:00.009-04:00</published><updated>2009-10-07T14:52:54.481-04:00</updated><title type='text'>Retomada...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tem desculpa, na boa. Muitas idéias, muitas emputecências, discurso afiado, temas lidos, relidos, mas aí entalei em meia dúzia de temas e os textos incompletos foram me engessando, o que me fez deixar quieto até que a quietude virou rotina e o twitter me pareceu preguiçosamente mais prático, essa sim uma desculpa esfarrapada da porra!&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Taí porque o Resistência está parado faz mais de 3 meses (... e contando). Mas não é por falta de assunto ou antenagem do puto aqui, pois a América Central tá pegando fogo, os EUA se ralando pra não cair do muro, no Senado a ofensiva ruralista avança contra o MST, Novo Plano de Defesa Nacional, Olimpíadas no Balneário Decadente, Confecom&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;lutando contra seus algozes onipresentes, ou seja, tema é o que não falta e pode ter certeza que eu tenho opinião para cada uma delas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então é isso, fiz esse texto de esquenta pra tentar pegar no tranco e varrer a poeira da parada, mas as teias de aranha vou deixar, porque são algo tão foda que me permito na figuratividade do blog deixá-las intactas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-555600832868927764?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/555600832868927764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=555600832868927764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/555600832868927764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/555600832868927764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/10/retomada.html' title='Retomada...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3215519181925026181</id><published>2009-07-10T10:13:00.009-04:00</published><updated>2009-07-10T10:34:14.066-04:00</updated><title type='text'>Nem tudo que cai na rede é lixo II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://donosdamidia.com.br/inicial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;OS DONOS DA MÍDIA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Sítio porradão criado a partir do trabalho realizado pelo jornalista Daniel Hertz com base no livro Televisão e Capitalismo no Brasil, de Sérgio Capparelli (L&amp;amp;PM Editores, 1982), posteriormente aprofundado por Célia Stadnik, mapeando as concessões de TV e rádio, assim como principais revistas e jornais impressos do Brasil, servindo como instrumento essencial para se conhecer a geografia midiática do país e entender o peso da concentração do quarto poder nas mãos de restritos grupos políticos.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chama atenção a discrepância de alcance da rede pública para as restritas quatro redes de TV nacionais. Você quer entender fenômenos chamados Collor, Sarney e outros tantos? É a caixa de pandora que espero (mesmo que não tão esperançoso assim) seja reprimida na Conferência Nacional de Comunicação que será realizada em dezembro próximo, em Brasília.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;a href="http://www.ctorio.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;TEATRO DO OPRIMIDO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Em maio deste ano faleceu Augusto Boal, dramaturgo brasileiro que pautou sua vida pela criação de formas de democratização do teatro e diálogo direto com as camadas oprimidas da sociedade. Seu maior legado, O Teatro do Oprimido, surgido a partir de um projeto desenvolvido por ele nas escolas públicas fluminenses a convite do antropólogo e então secretário estadual de saúde do Governo Brizola, Darcy Ribeiro, continua vivo, ativo e, claro, sufocado pelo sucateamento financeiro. Dêem uma passada no sítio e conheçam história, propostas e projetos dessa companhia que possui difusores mundiais do método reconhecido como a metodologia teatral mais conhecida e praticada nos cinco continentes, mas que aqui, nem na morte do seu criador, ganhou notoriedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.memoriaemovimentossociais.com.br/index.php"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;MEMÓRIA FOTOGRÁFICA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. O Projeto Memória e Movimentos Sociais é uma iniciativa do CACES - Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais em parceria com UFF, UFRJ e UNIFEM (ONU) para reunião e disponibilização de acervo fotográfico de cunho etnográfico e jornalístico, transformando-o em importante fonte de pesquisa da história contemporânea dos movimentos sociais no Brasil e sua inserção em nível global. Como dizem que brasileiro tem memória curta e que não gosta de ler, então clica nessa parada, vê figurinha, e larga de ser ignorante, porra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.lacobranco.org.br/index.php"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;CAMPANHA PRA MACHO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. A Campanha do Laço Branco - homens pelo fim da violência contra a mulher, surgiu no fim da década de 1980 em Montreal/Canadá depois que um sequelado matou 14 estudantes de engenharia a queima roupa e depois foi junto (ainda bem), por não admitir que elas cursassem engenharia (esse levou o armário junto pro céu). Aqui no Brasil a iniciativa tomou corpo em 2001 e ganhou força com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que tornou mais pesadas as penas contra agressores de mulher, ou covarde de merda, se preferirem. O lance da campanha é justamente os homens tomando postura de defesa dos direitos das mulheres e tem como símbolo uma fita de pulso branca (no estilo senhor do bonfim). O vacilo foi que eles estavam panfletando na V Feira de Agricultura Familiar e Reforma Agrária do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) que rolou aqui no Balneário Decadente ano passado, mas os manés não tinham a porra da fitinha pra distribuir... ¬¬ Pra quem vai fazer festinha, usar a fita de ingresso ficaria responsa. Pra dar uma moral, o rolo com 50 fitas de pulso custa 30 pratas pelo site.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3215519181925026181?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3215519181925026181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3215519181925026181' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3215519181925026181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3215519181925026181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/07/nem-tudo-que-cai-na-rede-e-lixo-ii.html' title='Nem tudo que cai na rede é lixo II'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-4497796862231842194</id><published>2009-07-06T16:38:00.005-04:00</published><updated>2009-07-07T08:34:00.342-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>A Usina Vermelha do Cabralzinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Funciona desde 2004, na Ilha do Fundão (pra quem não conhece é perto do Galeão, vulgo, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Tom Jobim) a Usina Verde, projeto de iniciativa privada com tecnologia desenvolvida em parceria com a UFRJ. A Usina Verde produz energia a partir da incineração de lixo urbano não-reutilizável e não-reciclável. A Usina processa 30 toneladas de lixo diárias vindas de aterro sanitário produzindo energia considerada limpa, pois detona inclusive os gases tóxicos gerados no processo só soltando na atmosfera vapor d’água e CO2. A usina transforma em energia 90% do lixo processado, e a previsão é do incremento tecnológico para triplicar a produção energética da usina.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Usina Verde está em vias de iniciar um monitoramento pelo Bureau Veritas (Escritório Internacional de Certificação) durante seis meses para habilitar-se a receber créditos de carbono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois bem, iniciativa privada com tecnologia desenvolvida por pesquisa de universidade pública nacional para geração de energia e já em vias de certificação para negociação de créditos de carbono. O que pareceria um projeto a ser disseminado por todo o país, com o investimento em pesquisa pública sendo transformado em símbolo nacional, na prática é simplesmente ignorado pelo Governo Fluminense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Governador Sérgio Cabral Filho - figura constante nas radiografias de cox do Presidente Lula, demonstra toda sua vontade política em impulsionar o desenvolvimento do estado unindo a criação de empregos, energia limpa, preservação ambiental, eliminação de lixo e, é claro, a criação de divisas pra esse Estado tão abastado e desenvolvido - acaba de zarpar para a China em busca de “parcerias” e investimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tá, pra China todo mundo vai atrás de investimento, mesmo porque se pegar a rota estadunidense só vai encontrar o pires na mão do Tio Sam; a questão é: que tipo de investimento ele foi buscar por lá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Governador com &lt;a href="http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/47/care-bearb.jpg"&gt;cara de ursinho carinhoso &lt;/a&gt;se mandou pro outro lado do mundo para participar, entre outras coisas, de reuniões com empresas geradoras de energia a partir do lixo para que elas implantem suas usinas aqui na freguesia do Balneário Decadente*. Não entendeu? É, mas a coisa fica ainda mais brilhante quando se verifica que o custo de implantação da usina com a tecnologia nacional é de 23 milhões de reais, enquanto estima-se que a importação de tecnologia gringa (a China fica na gringolândia também) chegue a 23 milhões de dólares. Merreca pra nós, fluminenses em franco desenvolvimento... Desenvolvimento de formas eficientes de nos tornarmos cada vez mais decadentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ano que vem tem eleição e fechar famosas PPP’s para implantação de usinas gringas com os famosos incentivos fiscais é uma bela forma de ganhar uma publicidade voluntária nos jornais amigos (por aqui todos os que alguém lê) e ainda conseguir uns créditos pro caixa de campanha. Quem sabe até fazer a fita com o Lula de que seria de muita utilidade para as relações comercias e institucionais internacionais do “país” como, quem sabe, vice-presidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O fato é que o Governador fluminense vai voltar esfuziante e glorioso do papo com os chinas porque vai gastar em dólar o que, mesmo em época de crise, é bem mais chique do que gastar em real. Enquanto isso, a produção tecnológica vai pras picas... Mas quem quer saber de energia limpa, geração de empregos e desenvolvimento regional, tudo num projeto só, se o nosso Governador decretou a lei marcial informal pra pobre favelado, que no faz sentir seguros, mesmo desempregados, tropeçando em moradores de rua, respirando um ar de merda, produzindo crianças condenadas à doenças respiratórias pro resto da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se quiser saber mais sobre a Usina Verde, tá aqui o &lt;a href="http://www.ufrj.br/detalha_noticia.php?codnoticia=2595"&gt;CAMINHO&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;*Fonte: Revista Carta Capital, edição de 08 de julho de 2009 (ano XV nº 533)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-4497796862231842194?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/4497796862231842194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=4497796862231842194' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4497796862231842194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4497796862231842194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/07/usina-vermelha-do-cabralzinho.html' title='A Usina Vermelha do Cabralzinho'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-4674751433885107453</id><published>2009-06-26T15:14:00.008-04:00</published><updated>2009-06-26T15:47:24.437-04:00</updated><title type='text'>Nem tudo que cai na rede é lixo I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTAS DE LÁ.&lt;/strong&gt; Estreou no último dia primeiro o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://interviewproject.davidlynch.com/www/#/all-episodes/001-jess"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Interview Project &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;uma série de entrevistas realizadas pela equipe do cineasta estadunidense David Linch com os mais puros John e Jane Doe estadunidenses (similiar deles ao nosso Zé-ninguém). É tudo em gringolês, é tudo jão de lá, mas pra quem sabe um pouco de inglês, vale a pena conferir...&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;____&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTAS DE CÁ.&lt;/strong&gt; Por falar em entrevistas, já rola faz tempo o quadro de entrevistas no programa Manos e Minas, da TV Cultura, chamado Interferência, apresentado pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ferrez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ferréz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. O cara recebe na laje nomes de mobilizadores, realizadores sociais e artistas, como Lourenço Muterelli, Chico César, DJ Hum, Arnaldo Antunes, Beto Brant, Tia Dag e outros vários. O papo é curto, mas é bom. As entrevistas estão todas aqui &lt;/span&gt;&lt;a href="http://interferencia.art.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;AQUI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;____&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;ONE DAY WITHOUT A&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;GOOGLE.&lt;/strong&gt; O Google é indispensável? &lt;/span&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/19/ceo-do-google-pede-estudantes-desliguem-seus-computadores-755929566.asp"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O CEO de lá diz que não&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, mandou a molecada desligar o computador e ir brincar na rua. Pra quem não consegue viver sem a ferramenta internética, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.onedaywithoutgoogle.org/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;este site desafia você a ficar um dia sem ele&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. A versão original é em inglês, mas é só jogar no Google q vocês acham versões em brasileiro... ops! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;____&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;MUSEU.&lt;/strong&gt; Pra quem curte história do cinema nacional, vale um pulo&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.museumazzaropi.com.br/index.asp"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; no site do Museu do Instituto Mazzaropi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. A parada é bem feita, com todas as informações sobre o ator, diretor e produtor da década de 1950, inclusive com trecho de entrevista concedida à Revista Veja em 1970. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;____&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;
&lt;strong&gt;DITADURA.&lt;/strong&gt; Mais um site responsa é o do&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.gedm.ifcs.ufrj.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Grupo de Estudos Sobre a Ditadura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Formado por toda sorte de níveis acadêmicos do departamento de História da UFRJ, o grupo desenvolve pesquisa sobre o período ditatorial liderado pelos militares de 1964 a 1985. Em princípio, com a gradativa abertura de arquivos daquele período, este site tende a ser uma bela referência pra quem procura informações sobre esse capítulo nefasto de nossa história recente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-4674751433885107453?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/4674751433885107453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=4674751433885107453' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4674751433885107453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4674751433885107453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/06/nem-tudo-que-cai-na-rede-e-lixo-i.html' title='Nem tudo que cai na rede é lixo I'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5046903750430807275</id><published>2009-06-22T14:36:00.006-04:00</published><updated>2009-06-23T15:37:55.602-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tijolos de Curto Alcance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Tijolos de Curto Alcance II - Ou não tão curtos assim...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A OEA QUE SE FODA.&lt;/strong&gt; Foram 47 anos desde a expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos determinada pelos EUA. 47 anos em que ditaduras militares assassinas dominaram a américa latina, que massacres foram perpetrados contra povos originários, que o big stick estadunidense foi enfiado no fóli nosso de cada dia, mas que somente a ilha caribenha sofreu represálias estadunidenses.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Independente do que se possa alegar quanto ao regime cubano, ele é auto-definido por seu povo, produto de movimento popular de tomada de poder, possuindo eleições e democratização de serviços essenciais. O mundo se emocionou, comemorou até revogação da abjeta expulsão, mas encontrou na porta da ilha uma plaquinha com um belo e swingado FODA-SE!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;______&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A PARTE QUE NÃO VIVE SEM O TODO.&lt;/strong&gt; Eliminaram a exigência de diploma para exercício da função de jornalista, a despeito da discussão sobre sua exigência, alguém ousa defender a grade do curso de jornalismo ou de comunicação social em geral com fundamento científico. Que tal transformar a Comunicação Social em habilitação do curso Ciência Sociais? Talvez pensar o Jornalismo como um serviço à sociedade partindo da premissa de conhecê-la, e não com fim nele mesmo como mera atividade de mercado, seja inconcebível à mídia empresarial. Ou isso ou o curso vai ter a mesma credibilidade de uma faculdade de Turismo, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;______&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;PLANOS DE SAÚDE DESAMPARADOS.&lt;/strong&gt; Em processos judiciais envolvendo menores de 18 anos, seja qual for a matéria, é exigência legal a participação do Ministério Publico com a atribuição específica de zelar pelos direitos do menor com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, vulgo, ECA. Eis que à uma hora da madrugada em medida de urgência para garantir a permanência de menor em hospital privado na UTI ameaçado de ser expulso às 4 horas da madrugada pelo plano de saúde (UNIMED, claro), quando instado a dar parecer sobre a proteção dos direitos do menor, o representante do Ministério Público do alto de sua soberba desfere: “O seu cliente tem todo o direito, doutor, mas falta a comprovação do pagamento do plano” e queria que fossemos buscá-los na casa do moleque, na Rocinha. Então o Ministério Público passou a ser fiscal de arrecadação de plano de saúde e moleque da UTI que se foda! Tranqüilo, o Juiz, muito bom por sinal, cagou 300mg pro distinto promotor e concedeu a liminar. Em tempo: o Juiz era negro, o promotor loiro de olhos claros... Lembrei do Lula na hora, fato!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;PEDRAS PORTUGUESAS! (II).&lt;/strong&gt; Agora com menos maldade no coração. As calçadas do estacionamento do aeroporto internacional do Rio de Janeiro são revestidas de pedras portuguesas! &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/06/pedras-portuguesas-na-postagem-das.html"&gt;Falar mais o que?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5046903750430807275?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5046903750430807275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5046903750430807275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5046903750430807275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5046903750430807275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/06/tijolos-de-curto-alcance-ii-ou-nao-tao.html' title='Tijolos de Curto Alcance II - Ou não tão curtos assim...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2808638312653473302</id><published>2009-06-03T11:25:00.015-04:00</published><updated>2009-06-23T15:37:55.603-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tijolos de Curto Alcance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Tijolos de Curto Alcance I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;PEDRAS PORTUGUESAS!
&lt;/strong&gt;Na postagem &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/das-paradas-que-me-emputecem.html"&gt;Das Paradas que me Emputecem&lt;/a&gt; eu critico o estado deplorável da maior praça do Centro comercial aqui do Balneário Decadente, o Largo da Carioca. A praça, assim como todas as praças e calçadas revestidas de pedras portuguesas, está esburacada à vera fazendo o trânsito de idosos, cadeirantes e da mulherada de salto (e nem precisa ser alto) num rali de resistência. E mesmo remendada é só chover que o bagulho estraga de novo. A prefeitura resolveu reformar a praça – entre outras, mas advinha qual vai ser o revestimento?&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As tais das pedras portuguesas, claro, que além de sua manutenção e elas próprias serem caras, mesmo em bom estado são um risco principalmente para os idosos (parcela cada vez maior da população carioca). Ou esses caras são uns jumentos, ou a idéia é criar uma nova modalidade de esportes radicais e manter à mão munição pra confrontos com a guarda municipal. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/12/15/287064218.asp"&gt;Em 2006 chegaram a aprovar lei pra substituir essas pedras portuguesas em praças e calçadas, mas foi vetada pelo então prefeito César Maia&lt;/a&gt;, se liga na justificativa: &lt;em&gt;“- Se se trata delas incomodarem as pessoas de terceira idade a solução não está em proibí-las, mas de pensar em alguns corredores com uma faixa diferente e/ou introduzir placas de pedras portuguesas como se faz em Lisboa.“&lt;/em&gt; Sangue lusitano é uma merda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;CQC.&lt;/strong&gt;
Após as cenas bizarras no programa dominical do SBT, protagonizadas pelo tio Abravanel com a menina Maisa, os apresentadores do Custe o Que Custar, humorístico da Bandeirantes, anunciaram que, DESSA VEZ, não avacalhariam com a menina, em respeito a ela e porque DESSA VEZ o apresentador paulista pegou pesado. Porra, me amarro no programa, mas depois de entitularem a moleca de tudo quanto foi nome tosco, agora posam de éticos. Sifudê!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;INGENUIDADE?
&lt;/strong&gt;O cineasta José Padilha - que produziu &lt;em&gt;Estamira&lt;/em&gt; (2005) e dirigiu &lt;em&gt;Ônibus 174&lt;/em&gt; (2002) e &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt; (2007) – acaba de lançar &lt;em&gt;Garapa&lt;/em&gt; documentário em que acompanha a luta diária 3 famílias cearenses miseráveis. Mesmo com esse currículo o cineasta, nas entrevista que deu recentemente para &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/"&gt;Caros Amigos &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=10&amp;amp;i=4175"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;, insiste em dizer que não quer gerar polêmica. Não sei se é por ingenuidade ou a idéia é explorar temas e não comprar suas brigas. Não seria o mesmo que tacar merda no ventilador usando capa de chuva?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;PRA NÃO PERDER A VIAGEM...
&lt;/strong&gt;Não resta dúvidas que o desaparecimento do avião da Air France no início da semana anuncia uma tragédia, mas a Bandeirantes ter cancelado as edições noturnas de seus jornais locais na segunda feira foi um desrespeito aos telespectadores. Fico imaginando a cara de interrogação, pra não dizer de “foda-se”, do telespectador do Mato Grosso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2808638312653473302?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2808638312653473302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2808638312653473302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2808638312653473302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2808638312653473302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/06/pedras-portuguesas-na-postagem-das.html' title='Tijolos de Curto Alcance I'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-377623367531238395</id><published>2009-05-26T15:24:00.003-04:00</published><updated>2009-05-26T15:27:35.102-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Porque não quero ser Juiz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Durante toda a minha vida acadêmica e até hoje sempre escutei perguntas sobre qual concurso público iria tentar. Promotor Público, Defensor Público, Auditor Fiscal, Juiz, só pra citar os mais desejosos, este último o preferido de 10 entre 10 mães de estudantes de direito. Com a minha não é diferente, até hoje me pergunta por que eu não quero ser juiz.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Algumas várias respostas são possíveis e sinceras para essa pergunta; desde o meio bitolado dos concursandos, até a bolha na qual se isolam os magistrados, alheios às realidades dos seus tutelados. Mas a primeira coisa que me veio à mente foi a minha confessa incapacidade de condenar um cidadão por furtar um shampoo ou sabonete. Explico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como eu, conhecedor do bizarro sistema prisional brasileiro, da precariedade das defensorias públicas e da morosidade do sistema judiciário seria capaz de condenar uma pessoal que comete um furto, a passar parte mínima que seja da sua vida encarcerada em condições subumanas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A lei de execuções penais (que regula o cumprimento das penas) é uma das normas mais completas que nosso ordenamento jurídico possui, porém sua execução é digna de enforcamento aos seus executores. Progressões de pena, instituições diferenciadas para cada etapa de cumprimento de pena, programas de redução de pena pelo trabalho, destinação de remuneração pelo trabalho às famílias das vítimas, reinserção gradativa à sociedade, recuperação do preso ao convívio social, estes são pequenos exemplos do que determina a legislação nacional quanto ao tratamento do preso no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No entanto, a realidade do sistema prisional brasileiro somente se adjetiva por infernal. Todo e qualquer preso pobre é despachado para presídios superlotados onde dezenas ocupam celas projetadas para meia dúzia. Locais imundos, fétidos, tráfico interno de drogas, sodomização, violência, extorsão, assassinatos, Aids, tuberculose, DSTs, doenças mentais, são ingredientes que transformam estes presídios em criadouro de animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com que consciência eu daria uma canetada contra um rapaz que furtou ou mesmo roubou um tênis e mandá-lo para um presídio onde ele, se já não é, se tornará dependente de crack, será sodomizado, infectado por vírus letais e ainda cometerá, por conta de sobrevivência, do vício ou de sua própria, crimes jamais imagináveis por ele quando antes de seu encarceramento? O que dizer de um sistema prisional que hoje possui mais da metade de seus presos ainda aguardando julgamento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta superlotação dos presídios por presos provisórios ou de mínima periculosidade não revela somente a ignorância e a venalidade dos administradores, mas também a desigualdade de tratamento recebida pelos cidadãos junto ao Poder Judiciário. Pessoas condenadas a penas de 1, 2, 3 anos de prisão, presas provisoriamente somente têm seus processos, recursos ou pedido de habeas corpus apreciados já tendo cumprido toda sua pena, ou quase. Saem da carceragem viciados, violentados, cegos, doentes, estigmatizados e marcados para vida toda por essa experiência que eu não desejo a quase ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto isso, sonegadores e assassinos abastados têm seus recursos e habeas corpus julgados em velocidade espantosa ou arrastados por lentidões surreais conforme seus interesses. Donos de jornal, banqueiros, políticos, empresários, publicitários, uma sorte inesgotável de cidadãos de elevada estima, e seus filhos, claro, que, munidos de seus afortunados advogados de estirpe e relações promíscuas com o poder judiciário, são protegidos pela segregação jurídica-judicial que pune com a raiva secular os pobres e tolera seus “iguais” com nobreza cortesã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se trata aqui de mera compaixão, e sim de ideologia. Muitos interpretam esse tipo de argumento como uma justificativa para os crimes praticados, o que não é. Trata-se apenas de esclarecer que não se trata de jogar um ladrão na cadeia, e sim de impelir pena desproporcional à lesão causada. Conhecer a origem e o destino desse acusado é a única forma de entender a estrutura social que o produziu. Há que se desconstruir o discurso cada vez mais reproduzido em nossa sociedade que considera invariavelmente como incorrigíveis, irrecuperáveis todos que praticam crimes, desde que não sejam parentes ou conhecidos nossos, e que sejam socialmente menos favorecidos que nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso não posso ser juiz; por isso não desejo ser juiz. Carreira nobre, de exceções brilhantes, mas de um engessamento moral-ideológico brutal. Pode parecer um tanto incoerente vindo de um advogado, mas meu tesão profissional repousa na ajuda ao próximo e não no brinquedo divino. Conhecer a realidade da nossa sociedade me desabilita a tamanha tarefa. Saber a origem e o meio que trouxe aquela pessoa ao banco dos réus e ter a certeza que enquanto não for dado o mínimo de condições para que se desenvolva como cidadão, e não como pária, não será possível que haja julgamento justo. E mesmo assim, ainda que se dê de forma justa, o julgamento será meramente uma ordem de descarte da carcaça humana que será mastigada, digerida e eventualmente expelida pelo sistema prisional como um animal que à sociedade devolverá em dobro a crueldade do inferno para o qual foi condenado.

Sugestão de leitura:

&lt;strong&gt;Estação Carandiru&lt;/strong&gt; – Livro escrito pelo oncologista Dráuzio Varella sobre sua experiência como médico voluntário na Casa de Detenção de São Paulo.
&lt;strong&gt;Diário de um detento&lt;/strong&gt; – Livro escrito pelo ex-presidiário Jocenir sobre sua trajetória no sistema penitenciário de São Paulo, que culmina na Casa de Detenção, vugo Carandiru. Jocenir assina também a autoria da letra do rap homônimo gravado pelos Racionais MC’s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-377623367531238395?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/377623367531238395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=377623367531238395' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/377623367531238395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/377623367531238395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/05/porque-nao-quero-ser-juiz.html' title='Porque não quero ser Juiz'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1566246417952689414</id><published>2009-05-20T18:01:00.003-04:00</published><updated>2009-05-21T15:03:18.748-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Arquivo Morto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abril e maio são meses que guardam eventos trágicos causados pela mão pública e que restaram sem punição ou mesmo repercussão sobre os responsáveis. Dois eventos que aparentemente não guardam qualquer parecença, mas que revelam como funciona a defesa de interesses da força política brasileira e o grau de marginalização imposto a qualquer cidadão que atravesse seu caminho. São eles: o massacre de Eldorado de Carajás, no Sul do Pará, ocorrido em 17de abril de 1996, e o que ficou conhecido como Maio Sangrento, ocorrido em 2006, na Grande São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro aconteceu em 17 de abril de 1996, quando 19 trabalhadores rurais, homens e mulheres, que faziam parte de manifestação contra a morosidade do processo de desapropriação da fazenda ocupada na região, foram assassinados pelas tropas da PM paraense, sem identificação na farda, que avançaram contra centenas de manifestantes desarmados sob as ordens da cúpula do governo estadual (PSDB) de “usar a força necessária, inclusive atirar”. A perícia realizada nos cadáveres dos manifestantes apurou que dez deles haviam sido executados. Após 13 anos, dos 155 policiais militares envolvidos, apenas dois foram condenados e ainda esperam julgamento de recurso em liberdade. Dos manda-chuvas, apenas os dois comandantes responsáveis pela operação foram condenados, mas também aguardam julgamento em liberdade de recursos emperrados no STF.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dez anos depois, a Polícia Militar - agora a paulista - empreendeu sangrenta chacina contra 483 moradores da periferia da Grande São Paulo, no período de 12 a 21 de maio, em retaliação à morte de 44 membros da corporação (PM’s e agentes penitenciários) através de ação do Primeiro Comando da Capital – PCC, facção criminosa que opera a partir dos presídios do estado. Apesar da ocultação por parte dos órgãos oficiais da secretaria de segurança pública de São Paulo, graças ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) foi possível apurar o número realista das mortes praticadas pela polícia militar: mais que o triplo do divulgado pela secretaria. Foram 483 mortos, destes, 6% não possuíam antecedentes criminais; em média 60% dos mortos receberam pelo menos um tiro na cabeça; 27% ao menos um disparo na nuca e 57% ao menos um nas costas. Não existe notícia de autoridades indiciadas pela operação policial e diante do desinteresse institucional, os poucos inquéritos conclusivos arrastam-se na justiça dando como certo seu arquivamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em comum, essas tragédias guardam, além da impunidade - tanto dos agentes diretos dos massacres, como também dos agentes indiretos -, o uso autoritário e repressivo da Polícia Militar, instituição falida e corrupta que vem sendo utilizada há décadas como reduto de conduta repressoras emergente dos porões ditatoriais. Porões porra nenhuma, dos gabinetes meRmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Governador do Pará em 1996 era Almir Gabriel (PSDB), se reelegendo até 2003, e o Governador paulista era Geraldo Alkimin (PSDB) em 2006, tendo como sucessor José Serra (PSDB), quando se lançou em patética campanha presidencial. Os casos foram enterrados no Pará e os de São Paulo também estão sendo. Em função disso, organismos e tribunais internacionais condenaram o Brasil pela sua atuação na defesa dos direitos humanos, o que não parece comover a opinião pública da mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não digam que a população não se move. Exemplos existem em profusão, o que não se questiona é porque não tomamos conhecimento disso? Na mídia escutamos noticias de ONGs que fazem “escolinhas artes e ofícios” (sem desmerecê-las), mas instituições que lutam por mudança estrutural são censuradas ou apresentadas com desdém e ironia, por quê? Estatísticas, impunidades, incompetências, irresponsabilidades, corrupção, pistolagem, massacres, termos que se repetem e repetem até se banalizarem. Direitos humanos conquistados com sangue são objeto de deboche até que o próximo seja alguém próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Instituições como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, a Via Campesina, Sociedade Paraense de Direitos Humanos, Cremesp, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – Condepe, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, ou parte deles, Conectas Direitos Humanos, entre outras tantas continuam lutando para não se deixar esquecer os massacres e chacinas que se acumulam na história recente nacional combatendo o regime político-econômico em que vivemos - Democracia perversa, República de barões, Federação militarizada, Justiça putrefata! - que coloca o povo fardado contra o povo sem farda, sob a batuta dos Senhores da Guerra.

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É maio, e ao invés de homenageadas por seus filhos, vemos Mães vestindo camisetas estampando fotos de seus filhos assassinados pela mão criminosa estatal. Frases de efeitos. Esta postagem não é mera indignação, é um apoio às vozes que lutam contra esse abandono social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1566246417952689414?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1566246417952689414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1566246417952689414' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1566246417952689414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1566246417952689414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/05/arquivo-morto.html' title='Arquivo Morto'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-4015089045285650946</id><published>2009-05-15T14:23:00.006-04:00</published><updated>2009-05-17T09:55:54.722-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Cópula'/><title type='text'>La Cópula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Thiago Beleza, blogueiro do &lt;a href="http://memoriaindividual.blogspot.com/"&gt;Pra que eu nunca me esqueça&lt;/a&gt;, que costuma comentar por aqui, me convidou pra participar como colaborador do blog coletivo que ele está montando chamado &lt;a href="http://lacopula.blogspot.com/"&gt;La Cópula&lt;/a&gt;. O nome é sugestivo, mas pilha é seria. A idéia basicamente é dar continuidade a uma pubicação de resistência à ditadura chilena, e que chegou a ter uma versão aqui em 2007, mas só saindo duas edições, não ganhando força por falta de apoio financeiro. Pra quem interessar tem &lt;a href="http://lacopula.blogspot.com/2009/04/download-das-edicoes-anteriores.html"&gt;as duas edições impressas pra baixar lá no blog&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Achei a proposta interessante, por isso topei participar. O La Cópula ainda está ganhando forma, mas já reproduzi lá o Esmola, texto que postei aqui em março, e tem coisas interessantes como &lt;a href="http://lacopula.blogspot.com/2009/05/e-quem-falou-que-professor-gosta-de.html"&gt;"E que falou quem professor gosta de maçã?"&lt;/a&gt; da colaboradora Andréa Pelegrini. A postura lá vai ser um pouco diferente daqui do Resistência, onde tento manter os textos mais autorais, lá, além de reproduzir textos meus que publico aqui, vou trazer coisas interessantes da rede que eu não postaria aqui, pois como é um coletivo, acho legal mostrar coisas que “anônimos” como eu andam escrevendo pela rede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além do &lt;a href="http://lacopula.blogspot.com/2009/05/esmola.html"&gt;ESMOLA&lt;/a&gt;, postei hoje o &lt;a href="http://lacopula.blogspot.com/2009/05/perspectivas-sobre-mesma-asneira.html"&gt;"Perspectivas sobre a mesma asneira"&lt;/a&gt;, apresentando uma ótima crônica do professor e escritor mineiro Walmir José Ferreira de Carvalho intitulada Baixo Clero, que põe em perspectiva o tema do deputado gaúcho que declarou estar se lixando pra opinião pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É isso aí, tão dando corda pro sequelado aqui, é o risco que se corre...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-4015089045285650946?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/4015089045285650946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=4015089045285650946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4015089045285650946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4015089045285650946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/05/la-copula.html' title='La Cópula'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3368402802773180079</id><published>2009-05-12T16:04:00.004-04:00</published><updated>2009-05-12T16:35:06.260-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Quão errados podemos estar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem (18/03), assisti “O Leitor”, filme estrelado pela bela e muito boa atriz Kate Winslett. Em momento avançado do filme, o protagonista, que em sua idade adulta é interpretado por Ralph Fiennes, após a fala padrão de sua filha se rogando as culpas pelo casamento fracassado dos pais, pergunta a ela: “How wrong can we be?” Tema que passa à margem do filmaço - que eu recomendo, apesar do cenário obsessivo do holocausto judeu -, me chamou a atenção e como outros temas sutis percebidos ao longo do filme me incitaram a palavrear sobre ele. So, how wrong can we be?&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;


&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É um tema interessante porque me remeteu às relações interpessoais e as interpretações que damos aos movimentos alheios; interpretações que podem transitar do sensato ao absurdo sem que se consiga muitas vezes distingui-los uns dos outros, nos deixando tomar por impulsos inconseqüentes que ao cabo e ao final podem ser catastróficos. Essa ânsia de descobrir as intenções, motivações, prever movimentos, adivinhar impressões, sentimentos que nos leva à angustiante tarefa de tentar antever as conseqüências dos atos e por vezes deixar de agir por já julgar conhecer o que iria acontecer.


&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pergunta é capciosa e desnuda a ilimitada capacidade do ser humano em estar errado, em errar de forma compulsiva e incorrigível. Quase sempre erramos, pois a base para as premissas que nos guiam a essas conclusões erradas são particulares, peculiaridades advindas de experiências e observações passadas envolvendo pessoas que não são aquelas as quais julgamos no presente. Existem, dentro da racionalidade - aqui já afasto de pronto os surtos psicóticos que cegam paixões irascíveis na qual qualquer traço de raciocínio lógico é inexistente -, alguns parâmetros éticos e morais que carregamos da construção de nossa personalidade sempre inacabada. Porém, dentro destes parâmetros, existem folgas e peculiaridades que, apesar de não serem ímpares, são particulares em cada um, em combinações impossíveis de se mensurar por probabilidades. Destarte, somem-se a estas “margens de erro” as variações de contextos e de humor que dentro do universo pessoal de cada um nos coloca em condições emocionais diversas. Pronto, erramos, não era como imaginávamos, e isso, pro bem ou pro mal, é imperdoável!


&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esquecemos-nos que ao contrário do que estudamos nos livros de física do colégio (pressupondo aqui que a grande maioria dos que leem esse espaço tenham cursado o 2º grau), não existem as Condições Normais de Temperatura e Pressão – CNTP, e, pior, nós não somos essas condições ideais, portanto, tentar prever ou desvendar os pensamentos alheios é um jogo de tentativa e erro ilimitado e impossível, porém, não no furtamos a jogá-lo, exercitando nossa capacidade de errar. Tolos.


&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muito aprendi a dizer em voz alta pensamentos que acelerem demais minha cabeça, seja pessoalmente com um amigo ou diante do monitor, destilar ondas cerebrais através da fala ou da escrita ajuda a restringir a margem de erro, eliminando o absurdo que não nos damos conta quando encarcerados no meio de pensamentos irracionais. Nisso este blog tem sido terapêutico sem se tornar isolante, pois escrever, além de exercitar minha retórica, mostra quão absurdos alguns temas podem se tornar, no entanto, quando se trata de relações interpessoais, a terapia não é suficiente senão diante de um ser vivo racional como nós mesmos. Nesse caso a internet é útil, mas extremamente limitada. Despejar sobre alguém pseudo-isento-interessado nossas inquietações sobre certas relações é capaz por si só de recobrar a realidade e nos manter dentro de uma margem de erro aceitável. E a partir desta retomada do plausível – ou eliminação do estúpido - buscar o diálogo dentro da situação real antes distorcida dentro do nosso imaginário. Relações pessoais de qualquer sorte são dependentes de diálogos; não as debochantes intermináveis DR’s, tão caras para algumas pessoas, mas o diálogo para que nossas observações e conclusões sejam reais, com base no que escutamos em reações palpáveis que revelam com quem nos comunicamos de fato, e não quem nós refletimos nelas, e saber que ainda assim somos falíveis. E como somos!


&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realizar a incapacidade de acertarmos é uma maneira objetiva de eliminar do próximo o peso da expectativa que no final pode se tornar insuportável para ele, e ainda devastadora a nós mesmos. Expectativas são crueldades incorrigíveis do ser humano, metas intangíveis que impomos para que alguém se torne nós mesmos sem admitirmos tropeços ou mesmo sem a compaixão e a auto-clemência que nos arrogamos ilimitadamente cada vez que erramos. E como erramos! Mas nunca somos imperdoáveis a nós mesmos, sempre nos justificamos e seguimos em frente... Então, quão errados podemos estar? Erramos de forma incomensurável e nos perdoamos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3368402802773180079?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3368402802773180079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3368402802773180079' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3368402802773180079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3368402802773180079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/05/quao-errados-podemos-estar.html' title='Quão errados podemos estar?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-10922163687534171</id><published>2009-05-05T14:19:00.004-04:00</published><updated>2009-05-12T16:18:34.542-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Gripe Espiritual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Realmente a imprensa nacional me diverte. É só o assunto precisar de uma preparação mais rigorosa antes de ser apresentado como notícia à nação que se sucedem trapalhadas grosseiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Semana passada, assistindo ao Jornal Nacional (TV Globo), me deparei com a hilária tentativa do âncora em explicar o porquê de chamarem a gripe de suína logo após terem noticiado que o tosco presidente egípcio mandou ceifar todos os porcos do país. Primeiro explicou que o nome é perigoso, pois pode trazer o falso entendimento que a carne suína é perigosa, ou que o vírus é transmitido a partir do porquinho. Em seguida, começa explicar que para ter um nome científico preciso este acarretaria a utilização de nomenclatura deveras extensa e que só chamar de A(H1N1) seria genérico demais. Por fim, explicou que iam continuar chamando de suína, só que alertando sobre o teor meramente ilustrativo do nome.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixa eu ver se entendi: eles não querem usar um nome de mais de 5 caracteres para a gripe, preferindo chamá-la de suína, mas toda vez que falarem da gripe vão explicar que o nome é meramente ilustrativo e que o porquinho continua inofensivo desde que devidamente cozido? Agora, sim, tem lógica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A OMS prefere chamar de gripe norte-americana, pois foi descoberto simultaneamente no México e nos EUA, assim como já houve a gripe espanhola, que contagiou metade do planeta entre 1918 e 1920, matando cerca de 50 milhões de pessoas. Mas aqui a gente chama de suína porque somos malandrinhos. Somos não, porque quem escolheu o nome foi a imprensa. Aqui cabe a diferenciação da gripe aviária, pois, diferentemente da norte-americana, ela é transmitida pelo contato com animais, mais letal, porém menos contagiosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como vejo esporadicamente aquele noticiário - após alguns dias voltei a assisti-lo - ontem, qual foi minha surpresa em ver a esposa do âncora chamando a gripe de A(H1N1). Sério, eles gastaram aquele papo todo no horário nobre de bobeira e eu perdi minutos preciosos da minha vida em que eu poderia estar coçando minhas partes pudicas, para depois eles perceberem o quanto são idiotas e começarem a usar nomenclatura científica, a genérica mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não bastasse a gafe do Jornal Nacional, as organizações Globo não poderiam deixar barato e enquanto o mundo todo tenta salvar a vida dos porquinhos e o mercado de carne suína se prepara para rolar na lama, a revista Época, da qual vinha lendo até alguns elogios, engata uma terceira na contramão e estampa em sua capa, com letras vermelhas sob o fundo preto, os dizeres GRIPE SUÍNA e quem vem ilustrando a manchete? É claro, um porquinho no estilo &lt;a href="http://www.vamosfalardecinema.blogger.com.br/babe.jpg"&gt;Babe&lt;/a&gt;, só para ninguém achar que o porquinho é quem passa a doença e com certeza em algum lugar da matéria vai estar escrito que o nome é meramente ilustrativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra não deixar de comentar, a &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=6&amp;amp;i=4029"&gt;Carta Capital &lt;/a&gt;dessa semana, apesar de trazer uma ótima matéria com análise da composição da gripe norte-americana fazendo comparações com outras gripes epidêmicas, também estampa um porquinho como símbolo, mesmo que de forma bem discreta, no início do primeiro parágrafo. É bem diferente de estampá-lo na capa da revista, mas também pode ser considerado um erro, pois o porquinho poderia ser facilmente substituído com a caroça de algum &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/05/02/090502101141_policia_afp226b.jpg"&gt;mascarado norte-americano&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, vai ver que o porco não é da gripe, e sim do espírito...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-10922163687534171?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/10922163687534171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=10922163687534171' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/10922163687534171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/10922163687534171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/05/gripe-espiritual.html' title='Gripe Espiritual'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3549950730808942774</id><published>2009-04-29T17:29:00.011-04:00</published><updated>2009-05-12T16:22:57.787-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Dando uma Força pra Natureza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O país todo assistiu e se indignou - com direito a toda a papagaiada emocional explorada pela mídia empresarial - ao desastre acontecido no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, por conta das fortes chuvas que geraram prejuízos humanos inestimáveis, outros tantos financeiros (entorno de 230 milhões daquelas notas verdinhas de um real em extinção).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que pouco foi dito é que não se tratava de evento inédito na região e que muito se teria minimizado caso os sucessivos governos, em sua maioria da calva família Amin (PP), não fossem negligentes quanto a organização e estruturação do espaço público (aqui incluídos urbano e rural), o que transformou a tragédia não num desastre ambiental como tanto se assevera por aí, mas, sim, num desastre social.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O desastre não é inédito; semelhantes ocorrências datam de até 25 anos atrás e, desde então, a ação humana vem aprofundando a degradação ambiental, com a expansão de propriedade monocultoras e a expansão urbana desreguladas, agravara os riscos de novos incidentes catastróficos. Alguém questiona que o agravamento pela mão humana da degradação das áreas rurais/florestais foi o catalisador da tragédia ocorrida no Vale do Itajaí/SC? Claro que sim! É simplesmente o agente regulador da utilização do espaço público, que deveria assumir sua parcela (considerável!) de responsabilidade pela degradação ambiental, que age como se o que ocorreu naquelas paragens foi simplesmente ato de força maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo o jornal O Globo, o Estado de Santa Catarina é o maior destruidor de mata atlântica do país, que no período de 2000 a 2005 devastou 45.530 hectares de mata, o equivalente 455.300.000m² (1 hectare = 10.000 m²).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No entanto, o que vimos na televisão foi um mero caso de força maior, apenas a natureza em tempos de TPM descontando no pobre estado do sul-maravilha brasileiro suas oscilações hormonais mensais. Assim, as autoridades políticas restaram ilesas de qualquer crítica ou constrangimentos diante do inferno pelo qual passaram e ainda passam milhares de catarinenses. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Manchetes de primeira página e noticiários de todo o país alarmando mortes, destruição, herois anônimos, a solidariedade brasileira, a mídia se esbaldou com nossa Nova Orleans. Mas isso passou...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passou porra nenhuma!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recentemente, por acaso, ao passar o olho na página 28 do jornal O Globo – isso, PÁGINA 28! - me deparei com uma matéria de meia página sobre a nova legislação ambiental do Estado de Santa Catarina. Nada mais natural que após uma catástrofe como a ocorreu ano passado, o poder público se mobilizasse para que reformular a legislação e políticas ambientais tornando mais rígidos os limites ecológicos, áreas de preservação, certo? Não, piada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo escondida, a matéria é uma crítica negativa bem fundamentada com opinião de cientistas e ambientalistas que desconstroem a nova legislação demonstrando que o afrouxamento da legislação ambiental, inclusive em confronto com a legislação federal, agravaria ainda mais os riscos em caso de nova TPM natureba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entre os pontos mais criticados está a redução drástica na proteção das matas ciliares, aquele matagal que protege as margens dos rios que e contém as águas pluviais e evitam enchentes, de 30 metros do curso dos rios para 5 metros (!). Se com esses limites já caiu tudo por lá, imagina sem eles?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas porque reduzir a mata ciliar? Porra, mermão, pensa! A região sul é um dos berços do agronegócio, latifúndios monocultores que devoram áreas florestais, modificando-as e da mesma forma expondo-as às alterações climáticas, caso de 85% das áreas destruídas pelas chuvas do ano passado. Taí, é essa mesmo a desculpa do governo catarinense que se diz benefiador de mais de 26 mil propriedades rurais em desacordo com as leis ambientais anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou seja, não são os proprietários que devem se adequar à legislação construída para proteger o meio ambiente e evitar catástrofes como a ocorrida ano passado, claro que não, porque para isso o governo teria que ter políticas de apoio aos pequenos e médios agricultores e organização do espaço rural, mas o discurso estatal não muda: &lt;em&gt;“O que aconteceu foi consequência dos fenômenos climáticos globais. Não há conexão alguma [com o desmatamento de mais de 45.000 hectares de mata atlântica, incluindo grande parte da mata ciliar]. Chuvas podem ocorrer em qualquer parte.”&lt;/em&gt; – Carlos Kreuz, diretor de planejamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária de SC (Epagri).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nessa me vem uma pergunta: Porque esta matéria não veio estampando a primeira página assim como a tragédia de 2008 estampou durante semanas? Será porque o governador catarinense é do mesmo partido do Governador Fluminense, porque vai de encontro com interesses do agronegócio, ou será porque não morreu ninguém, então tá tudo tranqüilo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas a cara-de-pau não para aí, duas semanas depois da notícia, após sancionada a nova legislação ambiental pelo Governador reeleito Luiz Henrique Soares (PMDB), o Jornal da Band (sério que essa abreviação de Bandeirantes me incomoda) faz matéria debochando das críticas feitas pelo Ministro do Meio Ambiente sobre a incompatibilidade da legislação e ainda conta com depoimento do governador catarinense e é coroado com editorial emocionado de Joelmir Beting dizendo que a nova lei vem proteger as famílias humildes que já por décadas vêm plantando seu sustento! Um final épico e patético pro notíciário daquela noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sei o que é pior, o discurso estatal ignorando voluntariamente sua responsabilidade pela tragédia do ano passado, ou a impressa que varre pra seção de ciência, na longínqua página 28, notícia sobre fatos relevantes do país? Mas uma coisa eu posso dizer, falta aos partidos políticos culhões para votar as leis relevantes a suas comunidades, pois a lei ambiental foi votada pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina com 31 votos a favor e 7 abstenções, ou seja, salva ninguém nessa, pra variar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma coisa é certa: o governo local, com bastante empenho, vai continuar atuando para garantir na próxima estação de chuvas, seja lá quando ela vai ser, a produção de novos herois anônimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;*fonte jornal O Globo, página 28, seção de Ciência, de 03.04.2009&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3549950730808942774?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3549950730808942774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3549950730808942774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3549950730808942774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3549950730808942774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/04/dando-uma-forca-pra-natureza.html' title='Dando uma Força pra Natureza'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8038498115894702949</id><published>2009-04-24T09:29:00.004-04:00</published><updated>2009-04-24T09:33:05.027-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas VI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Verbos estúpidos, que deles somos caros, por neles sermos raros por sermos estúpidos, mas que se foda, conjuguemo-nos!” Venâncio Cirilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8038498115894702949?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8038498115894702949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8038498115894702949' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8038498115894702949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8038498115894702949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/04/pilulas-etilicas-v.html' title='Pílulas Etílicas VI'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7489134448046429168</id><published>2009-04-13T13:15:00.004-04:00</published><updated>2009-05-12T16:25:23.049-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>PEGA, TRABALHADOR!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quão patético pode ser o serumano, mais ainda quando reproduz procedimentos criados por hierarquias estúpidas, que visam simplesmente a manutenção de seu status quo, mas que a ignorância e a necessidade de se identificar como parte de uma instituição repressiva o impede de ver o quão patético se torna.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na última segunda-feira (30/03), quando estava voltando do trottoir no fórum, percebi movimentação irrequieta de um guarda municipal, um galalau muito caro de seus robustos pneus laterais, chamando em sussurro por seus colegas, alguns paramentados como tropa de choque – mais conhecidos como tartarugas-ninja. Quando percebo mais a frente um rapaz com um mochilão nas costas e o plástico de estender mercadoria fechado nas mãos; um típico camelô que expunha seus produtos no chão e que já havia avistado os guardinhas, recolhendo imediatamente seus apetrechos. Aí que me liguei que o patético serviçal da municipalidade estava tentando, de forma desengonçada, chegar sorrateiramente perto do ambulante para pegá-lo, inclusive retirando seu aprazível boné, como se aquilo o concedesse algum tipo de camuflagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que o ambulante avistou a jamanta bege que quicava fagueira em sua direção, jogou 10 no veado e disparou em fuga, e não é que o pastel tentou ir atrás? Correram até onde meus olhos conseguiram avistar, os colegas de farda desistiram pelo caminho, pesados e desgostosos demais da tarefa pra prosseguir. Apenas esboçaram leve indignação quando larguei um “patético” em voz alta. Mas como sou branco (meu pai diria que sou mouro) e engravatado, deixaram pra lá. Não vi o desfecho, mas posso lhes assegurar que o rapaz em fuga evadiu-se na multidão do centro da cidade e largou pra traz um emputecido e ofegante guardinha frustrado. Eu como não dava para ir atrás do guarda para passar-lhe um sermão, vim parar aqui com algumas reflexões sobre o lastimável episódio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquela cena tão comum pelas ruas do centro da cidade desde a instituição da guarda pelo ex-prefeito, ex-blogueiro e ensaísta de louco César Maia é o reflexo da ignorância do povo que não gosta de povo, padrão que, apesar de não ser maioria – longe de ser –, se repete às pencas em nossa sociedade, pelo menos por aqui no Balneário Decadente tem aos montes. Qual seria o mérito daquele guarda municipal na captura do solitário camelô? Nenhum! Qual o efeito prático em desabar por ruas lotadas para pegar um cidadão isolado que apenas trabalhava na rua? Imagino quantos assaltos não ocorreram pelas ruas do centro da cidade enquanto aquele guarda municipal corria atrás de um marmanjo que estava trabalhando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não vou discutir a legalidade dos produtos vendidos - que no caso eram cubos mágicos de baixíssima qualidade -, questão é que num país que desde sempre luta contra índices de desemprego de dois dígitos, não vejo qual o propósito em atacar com tanta voracidade aqueles que estão trabalhando. E, mais uma vez, a questão vem de encontro com as políticas públicas de organização urbana, onde varrer o pobre das calçadas é mais fácil do que inseri-lo no espaço público. Impressionante como sôo repetitivo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mais bizarro é ver um cidadão que deveria proteger seus pares, quem sabe fazer vista grossa em alguns momentos, como muitos os fazem, mas que prefere passar pela patética perseguição daquele que poderia ser seu vizinho. Não prego a desobediência institucional, e sim avaliação crítica do que se está fazendo. Existem diferenças profundas entre o camelô que vende DVDs ou programas de computador piratas e aquele que vende brinquedos de baixa qualidade. O vendedor de balas para o que oferece óculos e relógios de marcas. O comércio informal possui suas características específicas que merecem atenção e um planejamento que possa tornar o espaço público democrático tanto para o passante como para o comerciante informal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O novo prefeito reproduz a prática que seu antecessor fomentou: a perseguição ao trabalhador informal na base da porrada, apreensão de produtos e violação de direitos básicos para sua defesa. A guarda municipal de um mecanismo constitucional de vigia de bens públicos se tornou em mais uma força repressiva para limpar nossas ruas de nós mesmos. Denúncias e reclamações formais e informais não faltam, a notoriedade e a publicidade das ações repressivas da guarda são indiscutíveis, mas não são suficientes para mobilizar o Ministério Público e a Defensoria Pública contra as ilegalidades e inconstitucionalidades no uso da guarda municipal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto isso, o guardinha que mal recuperou o ar da perseguição anterior, como o leão mais estúpido da região, começa a espreitar nova presa e se preparar para me fazer rir mais uma vez. Boa parte de seus colegas entende o que eu escrevi e convive de forma tolerante entre o comércio informal, mas de tempos em tempos são recrutados para operação de impacto, os colocando como algozes daqueles que, com o passar do tempo e o convívio nas ruas, passam a ter nome, apelido, família, história...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7489134448046429168?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7489134448046429168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7489134448046429168' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7489134448046429168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7489134448046429168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/04/pega-trabalhador.html' title='PEGA, TRABALHADOR!'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1254780788805867075</id><published>2009-04-06T11:21:00.005-04:00</published><updated>2009-05-12T16:26:44.754-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>A culpa é do usuário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após imputar à população seu gosto pelo cravejamento indiscriminado de chumbo ao próximo, comentado por aqui meses atrás na postagem &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/07/pedido-atendido-licena-para-matar.html"&gt;Pedido Atendido - Licença Para Matar&lt;/a&gt;, o secretário de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro nos brinda com mais uma prova de seu exímio desconhecimento de fenômenos sociais de Mestre Jedi em dar declarações infelizes - peguei leve aqui, hein? Acho que é a idade.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A nova pérola do indigitável secretário é despejar sobre o usuário de drogas a culpa pelas guerras entre facções criminosas pelo controle de favelas aqui do Balneário Decadente. Assim como dantes dito, a ignorância voluntária é contagiosa dentro do poder público estadual, que insiste em se manter a margem de estudos científicos realizados ao largo pelo mundo todo indicando novas abordagens quanto à questão da violência urbana, mais especificamente quanto ao tráfico de drogas, decretando a falência do modelo de repressão indiscriminada ao usuário pregado pela ONU, sobre a batuta estadunidense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A culpa pela existência do tráfico de drogas é do usuário, e não pela falência nas políticas públicas de segurança e saúde; assim como a culpa pela epidemia de dengue é dos pratinhos de plantas, e não pelo descaso e abandono do espaço urbano, carente por políticas de saneamento, educação e, de novo, saúde pública. Talvez esse o destemido secretário tenha sido contagiado pelo brilhantismo abençoado do atual papa rottweiler, que diz que a culpa dos milhões e milhões mortos em decorrência da SIDA na África é de quem trepa com camisinha – pra não falar em abstinência, porque aí é covardia -, e não das condições subumanas em que vivem essas populações. O Papa pelo menos ainda tem um livro de 2000 anos pra interpretar e a fé alheia pra desculpar sua ignorância, voluntária, é claro. E você, Beltrame, qual é desculpa para sua ignorância?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em tempos em que até o projeto de ex-sociólogo que virou presidente prega a descriminalização ao usuário, aqueles que deveriam buscar soluções revolucionárias se peidam todos e apontam os consumidores como culpados pelas ilegalidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ignora – aliás, ignorar vai virar esporte olímpico se infelizmente rolar jogos olímpicos por aqui – que a as facções criminosas não se restringem ao mero comércio de entorpecentes; se assim o fosse não haveria índices tão altos de assaltos ao comércio, roubo de carros, seqüestros, latrocínios, assassínios, etc. Ou ele acha que se vagabundo parar de fumar e cheirar acaba a criminalidade? Pelo contrário, aí é que essa porra vai virar o inferno!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Moleza para secretário vir a público cair de pau indiscriminadamente no consumidor, seja lá de que droga for, se eximindo de responsabilidade, sabendo que essa desculpa vai se perpetuar porque como não existe qualquer projeto na área de saúde pública, assistência social ou de educação para minimizar os efeitos sociais das drogas pesadas - nem falo aqui de álcool, cigarro ou maconha –, o sagaz secretário do dedo bobo vai sempre ter esse argumento a recorrer em momentos de cobranças por resultados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A abjeta declaração do secretário de segurança pública do estado do Rio de Janeiro vai na contra-mão da recente reunião da Comissão de Drogas Narcóticas da ONU em que houve um quase consenso quanto a mudança das políticas antidrogas, do modelo repressivo estadunidense às chamadas políticas de “redução de danos” e o reconhecimento de que a famosa War on Drugs patrocinada pelos ianques, que previa prazo para um mundo sem drogas, é uma utopia imbecil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É, meu camarada, o bagulho tá doido... Quanto mais a sociedade evolui em direção ao convívio e absorção do consumo de drogas como fenômeno social perene a ser regulado, e não devastado, os dirigentes recrudescem a ignorância repressiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu aqui sou garoto no tema, quem tiver curiosidade em saber mais, dá uma passada lá no &lt;a href="http://www.filipetadamassa.blogspot.com/"&gt;FILIPETA DA MASSA&lt;/a&gt; ou no &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/sobredrogas/"&gt;SOBRE DROGAS&lt;/a&gt;. Ah, e aproveita pra curtir um &lt;a href="http://filipetadamassa.blogspot.com/2009/04/se-liga-secretario-hempresarios-crew.html"&gt;reggaezinho avacalhando com o Beltrame&lt;/a&gt; e mandando-o...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1254780788805867075?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1254780788805867075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1254780788805867075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1254780788805867075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1254780788805867075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/04/culpa-e-do-usuario.html' title='A culpa é do usuário'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8578093484977153913</id><published>2009-03-31T09:52:00.009-04:00</published><updated>2009-05-12T16:27:55.066-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Cada vez mais gueto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltando ao Balneário Decadente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda no ritmo do Choque de Ordem, agora é a vez do Governo do Estado, que estampa as manchetes com mais uma medida bizarra - pra não usar o batido termo fascista - e que vai custar algumas dezenas de milhões de reais aos cofres do já falido Estado do Rio de Janeiro: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/03/27/estado-levanta-muro-no-dona-marta-na-zona-sul-serao-11-mil-metros-de-concreto-755041452.asp"&gt;a construção de muro de 4 metros de altura e centos quilômetros de cumprimento no entorno das favelas da Zona Sul (a zona das praias) para tentar conter a expansão das favelas&lt;/a&gt;. Chamaram de eco-limites, usaram motivação ambiental, preservação da mata ainda resistente... Balela! Eu chamo de dinheiro na vala e síndrome do gueto de Varsóvia (de novo), um símbolo holoclaustrofóbico.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um representante estadual, que sinceramente não me interessa quem seja, alegou que muros são comuns em nossa sociedade e que a casa de todo mundo tem muros. Bom, aí está a solução para a favela: murá-la. Alguém tem dúvidas de que este muro não vai servir para merda alguma? Quanto tempo vai durar em pé o muro? Quanto tempo para surgir a primeira casa do outro lado do muro e, no final das contas, após alguns anos, como diferenciar qual lado do muro é “legal”. E quanto aos traficantes, o muro só vai restringir o acesso dos próprios agentes estatais, porque é só fazer mais um túnel ou uns buracos estratégicos no muro e pronto, mantidas estão as rotas de fuga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais uma vez, as reportagens se prostram ao lado do Governador, omitindo toda e qualquer questão que possa realmente por em xeque esta aberração parida por ele. A começar pela questão primária: Como uma obra de 40 milhões de reais com evidente impacto ambiental e social (que deveriam ser sinônimos) não foi noticiada por ninguém?! Nem mesmo pela rede de comunicação que prima pela promiscuidade com o poder público para produzir furos cinematográficos. Como ela somente foi noticiada já com a construção do muro em curso? Cadê o editorial do Arnaldo Jabor, ou as perguntas enviesadas e comentários estúpidos do patético Alexandre Garcia? Pior, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/04/040412_muro.shtml"&gt;esse projeto surgiu no Governo Rosinha&lt;/a&gt;, antecessor e promotor da candidatura de Cabral, mostrando que a ignorânica voluntária não é nem ao menos original, é herança política. A única coisa que o Cabralzinho fez foi bancar o silêncio da mídia durante o processo de "viabilização" dessa mureta bizarra. Se isso não mostra a cooptação dos meios de comunicação, não sei o que mostraria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outras tantas questões não levantadas pelos noticiários ficam no ar. Se muraram, é porque reconhecem como legais as moradias dentro dos limites do muro. Então pergunto: as famílias passarão a ter acesso aos serviços básicos prestados pelo Estado? Vai haver urbanização social ou somente vai ser dada nova cara ao gueto? Quanto da verba liberada para o empreendimento vai ser destinada à manutenção do muro? Porque além dos buracos que surgirão pela mão do homem, se não for feita a manutenção constante o muro não vai resistir à força do tempo. A resposta é a mesma, QUEM SE IMPORTA?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tá, o povo que se foda, mas entrando na moda do “mate um pobre, mas plante uma árvore”, CADÊ A PORRA DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perguntas não são feitas e os paliativos continuam a brotar da mente nada criativa do Governador “Lambe Botas” Fluminense. No entanto, não se sabe o nome de quem mora na favela, não se sabe quantos moram de aluguel nos barracos, não se sabe quem aluga barracos, não se sabe onde há água, luz, ou vias de acesso adequadas à população. Apenas continuam a tratar a favela como gueto e o isolam ainda mais. A medida é coerente com a postura estadual quanto à segurança pública que a cada dia, a cada operação, encurrala morro acima a população pobre - agora devidamente enclausurada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Governo do Estado mostra que não sabe e não quer saber como resolver o problema da moradia popular, ignorando os crescentes riscos de tragédias dentro destas comunidades – incêndio, chacinas, desabamentos, acúmulo de matéria orgânica, chuvas, etc. O isolamento da favela é mais uma tentativa de evitar que o cheiro da pobreza chegue à alta classe média carioca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O Governo Federal lançou programa inédito de moradias populares dando oportunidade aos Estados e Municípios de reorganizarem o espaço urbano, mas por aqui, no Balneário Decadente, não se preocupam com a demanda social por moradias dignas e sim em evitar a desvalorização imobiliária, inversamente proporcional ao crescimento das favelas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8578093484977153913?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8578093484977153913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8578093484977153913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8578093484977153913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8578093484977153913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/cada-vez-mais-gueto.html' title='Cada vez mais gueto'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-514616123132069666</id><published>2009-03-23T15:33:00.007-04:00</published><updated>2009-05-12T16:54:04.658-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Esmola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O simples ato de pedir esmola desencadeia diversos argumentos que me perturbam antes, durante e depois da minha resposta, seja lhe dando ou não os trocados que encontro no bolso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A primeira dúvida que me vem à cabeça é também a que mais me emputece, que é a de saber se realmente contribuo pra amenizar momentaneamente o estado de miséria e humilhação em que se encontra o pedinte ou simplesmente perpetuo uma prática por alguns dita em fase de profissionalização.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt; Esta questão ao mesmo tempo em que é real, é também asquerosa, pois, ainda que seja um pedinte profissional, que diferença faria ao meu orçamento mensal aqueles centavos ou aquele real que estenderia a ele? De fato não faria qualquer diferença, mas ainda assim a sensação de estar sendo tratado como babaca mantém certa indignação no pé da orelha, o confronto entre o sentimento pesado de culpa e essa arrogância na preservação do meu ego.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já li e ouvi muitas opiniões sobre o tema, desde aquele que diz que paga um lanche, mas não dá dinheiro, do que diz q não dá nem pra criança porque sempre tem os pais por trás explorando o pequeno infeliz, até o que acha que é tudo vagabundo e que deveria estar engraxando sapatos ou vendendo bala. Qualquer destas opiniões não tira de pauta a questão sobre a real contribuição da esmola em nossa sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma vez em um péssimo enlatado estadunidense que assistia na televisão por completa letargia de uma madrugada insone, a opinião de um dos personagens me intrigou por ser um tanto realista demais. Dissera ele, ao ser indagado sobre questão similar, que contribuía com uns trocados sempre ao morador de rua alcoólatra alojado em seu caminho para casa, mesmo sabendo que ele iria torrar tudo em birita. O argumentou era que ele não tinha como alterar a situação dele, nem mesmo dar-lhe a dignidade que lhe fora estripada, então o ajudava a passar mais uma noite aquecido e entorpecido pela bebida mais forte que seus trocados pudessem conseguir. Tratava a situação como quem tenta dar conforto a uma pessoa à espera da morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa imagem sempre me foi muito cara, pois caracteriza a pessoa em estado de miserabilidade, ou até o pobre em geral, como pessoas que simplesmente sobrevivem à espera do fim. É uma noção impactante que guardo em mim não como verdade, mas como um paradigma antitético. Essa imagem me foi trazida de volta, também pela abundante população de rua que vem crescendo a olhos nus aqui no Balneário Decadente tema da postagem &lt;/span&gt;&lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/dos-casulos-humanos.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;CASULOS HUMANOS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, mas principalmente pela leitura do último e inacabado livro do escritor argelino Albert Camus – O Primeiro Homem –, que me foi presenteado por meu amigo André Luís AJJ Loureiro. Camus descreve com precisão a ausência de temas “supérfluos” no ideário humilde, na simplificação da vida a tarefas mecânicas e de subsistência que apenas transforma a vida como um ritual de passagem lento e massacrante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso tanto me intrigou aquele diálogo, que de nada tinha de original, mas que me pôs na posição desconfortável de não conseguir condenar o personagem, porque assim como a imensa maioria da população instruída em nosso país - e no mundo, tenho certeza - ajudar o próximo é um discurso estéril, destacado da rotina e não praticado em qualquer dos níveis sociais em que transitemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, assim como o mendigo constantemente embriagado, como condenar crianças que vagam pelas ruas cheirando cola (pra pegar leve no vício), e sob seus efeitos cometem transgressões às regras sociais – também chamados crimes, vandalismos, etc. – e quem sou eu para negar-lhes um trocado para alimentar seu vício, se é esse vício que os dá refúgio na existência de merda que se acumula dia após dia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como posso eu tentar apresentar elementos críticos, éticos ou morais sobre situação e pessoas às quais tais padrões são inexistentes, nunca lhes foram apresentados, se é que lhes faria sentido diante de sua miserabilidade plena. A civilidade não é inata, não é natural no ser humano; sua absorção e assimilação sim, o é. Bem, mal, certo ou errado são conceitos que nos são ensinados no início da vida por aqueles que nos criam, mas para quem estas figuras nunca existiram nos moldes médios de nossos princípios civilizados, quais padrões devem ser exigidos? E para os que tiveram essa instrução, ainda que parca e embrionária, mas que caíram em desgraça pela mão dessa mesma civilização, como exigir o respeito às regras que os mantém semi-mortos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recebo correspondências eletrônicas e escuto conversas de bar sobre a contabilidade de um pedinte e como ele pode sustentar sua família e manter uma vida de classe média apenas com ou louros de sua teatralidade pelas ruas de uma cidade grande. Entendo até plausível em algum momento tais argumentos, mas não deixo de pensar que assim como se apresenta o caso de um assassino em série com método requintados de crueza, esses casos de estorça dissimulada, estelionato mendicante, são exceções às regras que entulham as ruas, viadutos, pontes, calçadas, praças e todo e qualquer espaço público em nossas cidades e, portanto, servem como desculpas esfarrapadas e argumentos para estigmatizar, ou melhor, sinonimizar pobre, miserável a vagabundo, estigma, aliás, que nossa sociedade teima em reproduzir até hoje demonstrando a face mais cruel de seus preconceito: o preconceito social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre ao me deparar com um pedinte, seja ele teatral ou simplesmente opaco, essa dúvida me emputece, pois coloco meu julgamento sob os humores do momento, sob a benevolência do instante, como se fosse eu o senhor do destino deste infeliz que me pede clemência pelo pecado capital da civilização ocidental: ser pobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-514616123132069666?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/514616123132069666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=514616123132069666' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/514616123132069666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/514616123132069666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/esmola.html' title='Esmola'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6000796914409052403</id><published>2009-03-17T16:59:00.008-04:00</published><updated>2009-05-12T16:56:01.045-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Tudo é uma questão de gosto?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Tudo é uma questão de gosto”. Escutei essa outro dia na Lapa. O romance de carnaval de um amigo meu, que rendia além da festa pagã, nos levou a um dos milhares bares de calçada da Lapa junto a mais dois amigos seus. Lá, como se esperaria de uma mesa com 5 cabeças pensantes - é, porque chamar de intelectuais sairia meio babaca -, os temas voaram sobre nossas mentes gerando diversas questões e, mais uma vez, a polêmica girou em torno do último filme do Woody Allen, e sempre porque eu revelo ter achado-o uma bela merda!&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt; Normalmente tento me explicar que a crítica gira em torno da locução do filme, mas é complicado discutir objetivamente com um fã, eles não escutam e ainda soltam que eu teria que assistir toda sua obra pra entender o diretor. É, aqui tinha uma gargalhada, mas como o assunto não é o tampinha sequelado, editei-a.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois bem, partindo disso como se partisse de coisa nenhuma, enveredei num papo doido com um dos amigos dela, cineasta, bem articulado por sinal, sobre desconstrução de costumes, tabus, e estruturas sociais que hoje são vistas como naturais, mas que teriam surgido como forma de controle e dominação social, por exemplo, a família nos moldes de tradições judaico-cristãs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No meio desta discussão, um dos componentes da mesa solta que “tudo é uma questão de gosto”. Em princípio pensei que o interlocutor não estivesse prestando atenção na conversa (e ainda acho) e não teria atentado para o fato de que a discussão sobre o péssimo filme teria sido vencida por temas muito mais interessantes e sem fim, como quase todas as questões político-filosóficas, mas diante da insistência e do ar de desdém com o qual foi mantida a assertiva, imediatamente comecei a pensar sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será mesmo que é tudo uma questão de gosto? Tudo? Será que a racionalização e a busca por respostas e soluções concretas, ou mesmo a desconstrução de dogmas sociais, ou até a realização de um ideal religioso é mera tendência degustativa de quem a prega? Quais seriam os limites entre a racionalização e a interferência de elementos irracionais, meramente instintivos na argumentação? Viajei nessa e me esborrachei, me esborrachei como o Coiote-Coió nas animações do Papa-Léguas quando se liga na gravidade. Não porque reconheci a força do “gosto pessoal” sobre meus argumentos, mas simplesmente pela total falta de relevância dessas questões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que, em algum grau de análise, numa discussão não cartesianamente científica, a argumentação pende pelo julgamento pessoal de cada um. Isso é evidente: cada um de nós, diante de mesmos argumentos, tira conclusões diferentes, pois somos regidos por elementos sócio-culturais e instruções acadêmicas diversas- ou as absorvemos de formas diversas. É como a discussão sobre gostar ou não de dar o cu. Dar o cu obviamente é uma questão de prazer, ou não, está diretamente ligado a estímulos nervosos e cada um reage de uma forma, não há discussão quanto a existência de terminações nervosas no cu, mas da mesma forma o fato de existirem estímulos nervosos não nos dá a certeza de que dar o cu é agradável para todos. Nós todos temos terminações nervosas nas axilas, mas nem por isso todos sentem cócegas nelas. Mas nem todas as questões se definem por simples estímulos nervosos; quando discutimos regimes políticos ou ideologias políticas as argumentações vão identificar características positivas e negativas em cada um, e a valoração destas é que torna uma ou outra mais aceitável a cada indivíduo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que entendo errado nessa máxima gustativa é pender essa valoração de característica que permeiam um julgamento pessoal, a formação de opinião, ao mero estímulo nervoso ou instintivo, que seria o mesmo que negar a natureza racional do ser humano, mais especificamente negar sua racionalidade em domesticar os instintos pré-históricos que habitam nossas hélices genéticas. Eu diria até que tal declaração seria o que se pode chamar de amputação do polegar opositor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou será que no final somos apenas artífices de nossas veleidades, e a racionalidade seja apenas uma desculpa esfarrapada para pormos em prática meras vaidades e desmandos subconscientes? Talvez isso tudo faça mais sentido aos olhos mais sensitivos de uma mulher, ou não, talvez eu tenha entendido errado, ou talvez a autora da máxima não tenha mirado no papo que rolava em paralelo, ou até mesmo a intenção fosse apenas de provocar polêmica, mas a partir do momento em que me provocou ao questionamento, e como evidentemente sou suscetível a irritações, a vazão pelo blog é inevitável, ou quase. Afinal, gosto, opinião, tesão é tudo a mesma coisa, não é? NÃO, NÃO É!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6000796914409052403?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6000796914409052403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6000796914409052403' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6000796914409052403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6000796914409052403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/tudo-e-uma-questao-de-gosto.html' title='Tudo é uma questão de gosto?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5141384926403805579</id><published>2009-03-09T14:50:00.009-04:00</published><updated>2009-05-12T16:57:36.820-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Ecos da Seriema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As novas composições das mesas diretoras da Câmara e do Senado têm sido o mais recente foco político na capital da república, nesse contexto se destaca a aliança entre os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo, este ainda ex-presidente impedido, dois políticos das Alagoas, fiéis representantes de oligarquias patrimonialistas locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que pode parecer para o resto do país uma aliança ímpar, na verdade é simplesmente a nacionalização do jogo político regional que se perpetua no tempo pela terra do Quilombo dos Palmares, algo que por lá, não causa qualquer espanto. Em verdade deve ficar, por lá, o sentimento de “agora provem um pouco do que aturamos à décadas.”&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao invés de tecer loas a incolumidade política dos dois carcamanos (aqui sob a definição colombiana), ou condenar o jogo político que permitiu a ascensão do ex-presidente impedido por corrupção, ou a volta triunfal senador que peidou na farofa pra não ser caçado, queria falar de um fato que no meu entender define bem a esquerda nacional, inclusive arrazoa de certa forma minha má-vontade com o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2006, ano de eleições majoritárias para Presidente e Senador. Para o cargo de Senador da República, se punha em disputa apenas uma das três cadeiras reservadas ao estado alagoano, cadeira esta que na época era ocupada pela hoje vereadora de Maceió, Heloísa Helena. Seu adversário político na disputa pela reeleição ao senado seria o hoje presidente da comissão de infra-estrutura do senado, Fernando Collor de Melo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Controlador do principal jornal impresso do estado de Alagoas e da afiliada da Rede Globo na região, o ex-presidente apostava alto na volta ao centro de poder da República, porém tinha pela frente figura política em ascensão, que, por conta dos ataques, muitas vezes gratuitos contra o Presidente Lula, ganhou grande espaço espontâneo na mídia nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por conclusão óbvia, a então senadora era a única adversária política que poderia derrotar o ex-presidente almofadinha na disputa eleitoral e talvez decretado o fim de sua carreira política. Mas, seja por vaidade, egocentrismo, pelos 15 minutos de fama, seja para evitar confronto com a maior rede de televisão do país, ou mesmo pela mais pura ignorância sobre política de longo prazo, ou histórica política nacional, laçou-se candidata à presidência no melhor estilo Enéas Carneiro – o Enéas era bem mais estiloso e divertido - e assim abriu as porta do Congresso Nacional para o maldito empresário, o qual era então recebido de braços aberto pelo então Presidente do Senado Renan Calheiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, a vereador Heloísa Helena prepara-se para nova investida à Presidência da República, enquanto em sua terra natal, cresce a possibilidade do ex-presidente colorido no braço da oligarquia local volte ao Palácio República dos Palmares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em sua defesa um projeto nacional, em sua ignorância o desamparo ao povo local que lhe deu imensa votação para vereadora, cargo que evidentemente não pretende ocupar de fato, mas apenas utilizar para manter sua imagem ativa até o próximo espetáculo eleitoral nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem diria? Collor conseguiu unir historicamente a seu favor não só um oligarca local, mas a também a mais nova paladina da moralidade política. Assim como se deve ao Presidente da República méritos na ressurreição da família Sarney, à Heloísa Helena meus aplausos pelo desserviço nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que me desculpe a &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pt-ressuscita-fernando-collor-425990.shtml"&gt;Veja&lt;/a&gt; (com todo e sincero deboche de meu nada humilde coração), mas quem ressuscitou o Collor não foi o PT, não que este tenha méritos em outras bestialidades políticas, mas não nessa, creditemos com justiça...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5141384926403805579?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5141384926403805579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5141384926403805579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5141384926403805579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5141384926403805579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/ecos-da-seriema.html' title='Ecos da Seriema'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7354656383283447758</id><published>2009-03-06T11:29:00.009-04:00</published><updated>2009-05-12T16:58:39.414-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>O Fio Terra do Eduardo Paes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como já era de se esperar o ano começou, antes do carnaval (deveras sacal essa babaquice de que o ano só começa depois do carnaval, e os dois meses que eu trabalhei de terno e gravata sob um sol de 40º lutando contra burocratas bitolados?), às voltas com políticas públicas que estão sendo implementadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro, meu querido Balneário Decadente, umas causando polêmicas outras nem tanto, algumas enviesadas outras obtusas, quase sempre sinônimas. Comecemos pelo tal Choque de Ordem:&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Brutalidade, ignorância e a famosa máxima de que pobre e preto é tudo vagabundo - posso falar preto? Não sei se preto é o termo adequado, mas isso vai ser papo para outra oportunidade -, essa é a tônica de um conjunto de medidas repressivas empreendidas pelos órgãos municipais em operações contra ilegalidade decorrentes em sua grande maioria da informalidade, aplaudidas pela classe média, alta e afins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A questão não repousa sobre a necessidade de ordem no espaço público, isso é óbvio, evidente, público e notório, pode escolher o adjetivo ou advérbio que desejar. Reproduzindo a incompetência, o despreparo e o desprezo pelos cidadãos de renda sofrível ou trabalhadores informais, de administrações passadas, a atual administração municipal ataca com mais do mesmo empreendendo operações que violentam os direitos destes cidadãos humildes, que de sobreviventes são estigmatizados como criminosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Camelôs espalhados pelas calçadas da cidade; trabalhadores ambulantes ou fixos nas praias; populações em situação de rua ou ocupações habitacionais; são simplesmente varridos do espaço público sem qualquer critério, revelando o velho ranço militarista pelas mãos da nova força institucional - a guarda municipal - sob o argumento de ordenar esse espaço em benefício da sociedade, desconhecendo o fato destes indivíduos desalijados pelo rodo institucional são também parte dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O exemplo das praias é sintomático: trabalhadores informais, ambulantes e fixos, que há anos, décadas oferecem serviços nas areias ferventes sob o maçarico solar carregando peso sobre o corpo salgado pelo vento marinho, a troco de lucro ínfimo e ao preço de sua saúde e dignidade. No entanto, ao invés destes trabalhadores serem reconhecidos como tal pelo poder público para que sejam integrados a um programa de organização do espaço público - cadastramento, capacitação para lidar com seus produtos de forma mais segura para eles e seus clientes, criação de condições de acesso às ferramentas hábeis ao desenvolvimento de suas atividades comerciais, instrução quanto a formas de organização -, são convertidos a bandidos e assim têm suas mercadorias apreendidas, alguns são presos arbitrariamente por se indignarem diante das injustiças, perdendo sua fonte de renda, na maioria das vezes única, e, junto com ela, sua ilusão de cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falta ao poder público a noção sobre o que é servir à sociedade, ou melhor, do que é realmente formada a sociedade. Os administradores públicos, principalmente em esfera municipal, ignoram que não são gestores de empresas e sim perseguidores do bem comum, bem comum a todos. Organizar o espaço público passa não por dizimar a informalidade e sim por incluí-la no processo, e consequentemente torná-lo agente defensor e fiscalizador desta legalidade que passa a ser garantidora de sua cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O malsinado Choque de Ordem reflete a cultura política nacional que individualiza a classe A e B (quando isso), sempre com presunção de legalidade, mas em movimento antitético, generaliza as classes baixas, não lhes dando o benefício da dúvida ou o direito de se posicionar. É claro que não vou cair na babaquice de dizer q pobre é tudo coitado e bonzinho não, pobre é igual a rico, só que se fode mais, e tem menos ou nenhuma oportunidade de viver bem, mas por dentro é a mesma merda. A questão é que só uma política que observe as peculiaridades das atividades comerciais dentro de cada área urbana vai ser capaz de separar a informalidade da criminalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem uma política pública estrutural de respeito à informalidade a atual gestão municipal repetirá os fracassos de seus antecessores (no caso o mesmo nos últimos 16 anos), diante da impossibilidade de manter-se em constante operação de urgência, perpetuando a exclusão social e o caos urbano sob severos aplausos da classe nossa de cada dia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ah sim, às mentes poluídas &lt;a href="http://www.fazfacil.com.br/reforma_construcao/eletricidade_terra.html"&gt;O QUE É FIO TERRA&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7354656383283447758?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7354656383283447758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7354656383283447758' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7354656383283447758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7354656383283447758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/03/o-fio-terra-do-eduardo-paes.html' title='O Fio Terra do Eduardo Paes'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5787007007794664206</id><published>2009-02-27T11:26:00.003-04:00</published><updated>2009-05-12T17:02:57.418-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Casulos Humanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A humanidade a cada dia se supera nas distorções dos mais belos fenômenos que a Natureza lhe proporciona. Não se trata de fenômeno novo, único ou fantástico descoberto ou recriado por pesquisadores em laboratórios, mas do recrudescimento de um fenômeno social que a indiferença humana vem cultivando desde que as primeiras sociedades.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Casulos humanos. O que em princípio pode parecer uma metáfora ou uma parábola da renovação humana, do regojizar em beleza do espírito humano, na verdade é a versão coberta de trevas de um dos eventos mais brilhante da Natureza. Se a perfeição da Natureza foi capaz de produzir tamanha beleza, nada mais lógico que a infinda imperfeição humana o reproduzisse na própria carne às avessas das engrenagens naturais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os casulos humanos aos quais me refiro são uma imagem real que ilustra a questão da população de rua ou, como escutei/li recentemente, população em situação de rua (que deve ser o novo termo politicamente correto, que se foda!) que vem crescendo a olhos nus pelas ruas e calçadas aqui do Balneário Decadente. Assim como as demais metrópoles nacionais, o Rio de Janeiro atravessa na contramão da diminuição da pobreza nacional, aplacando números de população de rua em constante crescimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se trata de pedintes que se acotovelam aos milhares pelos sinais, e sim daqueles que não possuem rumo, pessoas que deixam de ter rosto, apenas reconhecidos pela sujeira que acumulam no corpo, aquela pele cinzenta que apaga o brilho humanizante daqueles seres. Deixam de ser pessoa com quem cruzamos para se apagar em mera paisagem asquerosa à qual nos esforçamos com esmero para ignorar, esquecer. Pessoas que nem pedir pedem mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não são seres tristes, não são humanos, não são vistos ou mesmo percebidos, são apenas sombras que, sob o sol de 40º, se escondem sob cobertores e, se surgidos aos nossos olhos, nos causam asco e repulsa. São chamados por uns de vagabundos, mas a generalização soberba dos privilegiados que passam é mais ignorante que imagina a sombra que fica. Essa sombra do que já foi alguém, sem nome, sem voz, sem riso, sem nada. Nada, não sei o que é não ser nada. Se não sei nem o que é não ter nada, ou mesmo ter pouco, como imaginar se transformar numa sombra? Ignora-se a rotina lenta e definhante dessas pessoas que até comem, mas não se alimentam, que até andam, mas pra onde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Problemas mentais, familiares, financeiros, toda sorte de eventos podem ter arremessado esses seres à margem da sociedade, mas todos remediáveis, não por eles, mas pela bem aventurança humana. Imagino como é ficar um dia sem comer, o cansaço que isso traz, a falta de força para se mexer, a falta de perspectiva de sair do lugar. Não, é inimaginável não ter pra onde olhar, não ter pra quem sorrir, não saber pra onde ir, não ter ninguém, não ser ninguém. Se antes uma espécie de problema os fazia debutar pelas ruas anônimas, ao longo de pouco tempo estes se acumulam e se somam. Ausência de açúcar, vitaminas, a sujeira entranhada e arraigada no corpo, o calor, a vergonha, humilhação, enfim, a depressão. Não a depressão da vida moderna, tão comum e tão problemática, e sim a depressão da ausência da existência, de se perceber imperceptível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dias e noites, novos casulos surgem em minha rotina diária de caminhos comuns; as mesmas ausências de cores, a mesma textura angustiante de cobertores totalmente fechados sob o sol escaldante do meio-dia tropical, o chão público, do qual em breve serão varridos para a próxima esquina, revestido inutilmente pelo papelão dobrado - inútil pra quem tem cama, pra eles deve ser um alento à aspereza da calçada, uma metáfora, talvez... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Casulos humanos, que absorvem humanidades de crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres, e servem de porta de passagem para um plano onde seres humanos, desumanizados, opacos, desfocados, abaixo da linha da existência, presentes em um plano de identidades em códigos indecifráveis que nos furtamos a aprender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A paisagem do Rio de Janeiro são eles, produtos de nós mesmo, fruto das nossas benesses, do nosso bem-estar, a dívida de cada um de nós que teimamos em não assumir...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5787007007794664206?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5787007007794664206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5787007007794664206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5787007007794664206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5787007007794664206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/dos-casulos-humanos.html' title='Casulos Humanos'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1157793707940078881</id><published>2009-02-12T13:39:00.008-04:00</published><updated>2009-05-12T17:03:54.846-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Boas-Vindas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Costumo dizer que fui salvo pelo rock, assunto sobre o qual gastei saudosismos na postagem &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/da-puberdade-poltica.html"&gt;Puberdade Política&lt;/a&gt;. Mas porque "salvo"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Salvo porque faço parte de uma geração que transitou na adolescência por aquela que talvez tenha sido a mais estéril e alienada década do último século, a de 1990.
Alienação esta que se explica pela conjuntura política em que se encontrava o país e o ainda restrito acesso a precisas informações internas e externas.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com o início da chamada abertura política do fim da década de 1970 e início dos anos 80, ou, para alguns, com arrego da ditadura, que culminou com a campanha das "Diretas Já", houve uma ampla mobilização popular que poderia eclodir num movimento por reformas estruturais na então, e até hoje, cultura patronal brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porém, no mais simples exemplo de despótico de tempos médios, a política da mudança foi absorvida pelas classes econômicas dominantes para que esta garantisse a manutenção da correlação de forças sociais de então e sempre. E assim, mais uma vez, o poder popular foi contido e frustrado pela elite político-econômica do país sendo cooptada pelo regime que se encerrava na forma das eleições do colégio eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O medo da escalada da mobilização popular por demandas sociais emergenciais fez com que o status quo político-econômico se utilizasse de todos os meios possíveis para manter as rédeas sociais e evitando rupturas através de uma transição política, garantindo que a mudança mantivesse tudo como sempre esteve. Exemplos não nos faltam, seja pela assembléia constituinte imprópria instalada com congressistas não eleitos pra esse fim específico, seja pela participação de senadores biônicos do regime militar, seja pelo engessamento político voluntário da imprensa empresarial remanescente do período de exceção, até a execrável campanha presidencial de 1989, onde oligarquias nacionais e conglomerados midiáticos se uniram para produzir qualquer coisa que impedisse o acesso de um candidato de esquerda (Lula ou Brizola) ou até de centro (Ulysses Guimarães) ao poder máximo da República. Essa verdadeira empreitada aristocrata teve seus percalços com a remoção assistida do presidente eleito e alcançou seu êxito e estabilidade com a eleição presidencial de 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O trabalho foi relativamente facilitado pela fragmentação ideológica dos políticos da então "oposição" ao regime. Oposição esta que se inchou sob a bandeira oportuna das "eleições diretas", e que rapidamente se desfez após a eleição pelo colégio eleitoral. Diante da iminência de eleições diretas, o cenário político nacional temporário, formado pelo uníssono coro democrático, pôde ser substituído pelo "moderno" embate social X capital, que postrou em seus devidos lugares os agentes políticos da época, pulverizando máscaras geradas pelo regime de exceção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para alguns, pode soar como uma grande teoria da conspiração, pois é exatamente isso; não como um núcleo específico ou uma instituição de capas negras e máscaras vienenses, mas como congruência de esforços e sentimentos apavorados daqueles que não admitiam perder seus domínios, um sentimento comum da chamada elite brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi uma década sem meios de informação alternativa, época em que o mundo também se ressentia da bipolarização de tempos pretéritos, o desencantamento da esquerda paliativa fagocitada pela nova ordem neoliberal que se unia a uma doutrina econômica de baixar as calças para o único polo mundial. A esquerda agarrada à bandeiras falidas e soberba intelectual, foi facilmente anulada pelo movimento liberal pela desideologização política, trazendo o capital como bandeira indissolúvel sinônimo de democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O próprio movimento popular de impedimento do então presidente eleito Fernando Collor de Melo refletiu essa desideologização política, onde o que interessa é um objetivo imposto, um conceito ético abstrato, não se deixando emergir quaisquer motivações político-partidárias ou interesses econômicos das elites centenárias, sendo devidamente manipulado e transformado em marca pela mídia esvaziando seu conteúdo... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;AO SOM DO ROCK E À LUZ DO CÉU PROFUNDO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesse contexto que cresceu minha geração, foi nesse contexto que se perdeu grande parte da classe média, que foi alienada também pelo achatamento econômico que a enclausurou ainda mais na frente da TV. Década de destruição de políticas culturais, abandono do cinema, do teatro, das culturas populares, destruição das redes sociais de ensino, saúde, escalada da desigualdade e exílio à individualidade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa campanha alienante da juventude que depois de décadas de repressão e censura se formava, agora, num contexto de liberdades políticas, foi ainda mais forte no meio artístico, garantindo que o momento de ebulição social fosse contido na sua forma mais vigorosa: a da juventude. Pagodes imprestáveis, Axé-Bunda, Faustos, Gugus e toda sorte de imbecilidade mantiveram charfundada na boçalidade toda uma geração, bloqueando qualquer manifestação cultural que pregasse mudança social seja lá de que forma fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A juventude engoliu, digeriu e teve uma puta prisão de ventre com esse tanto de merda pasteurizada esfregada em sua cara. A música e a arte de um modo geral, historicamente meio de resistência social, foi segregada e excluída da modernização dos meios de comunicação. Posta à margem da abertura tecnológica, ainda nas mãos restritas dos meios mais ricos de comunicação, a música foi sendo desafiada a sobreviver, e foi em parte vencida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso o rock me salvou. Apesar de ser errante e ter errado, como bem disse o Lobão, a partir do gosto pelo estilo musical, tive acesso a vertentes de manifestações políticas que tinham no rock seus hinos mais poderosos, seja nacional ou internacional. Bebi da fonte de outras gerações e por isso consegui filtrar o pouco que me era útil produzido na década de 90 – Sim existiu vida inteligente na década de 1990, sorte minha...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por incrível que pareça, o único contato com a realidade social da minha geração de adolescentes cariocas foi o Funk (é, aquele do Silva curtido em "miami base") com letras que, na época, falavam da realidade das favelas, funk que só deixou de ser marginalizado quando suas letras vieram suceder o axé-bunda, mas que nasceu refém de seus produtores e assim definhou sem nunca se identificar como movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E assim, dou as boas vindas, ainda que atrasado, a essa nova década que já se encerra, e a próxima, onde a informação está cada vez mais arredia do controle oligárquico e difusa pelas camadas sociais. As boas vindas a uma nova geração que discute educação, informação, ecologia, biodiversidade, etc. de forma íntima, que receita seus mantras e aprende com eles. As boas-vindas a democratização da informação pela rede mundial de computadores, onde a classe média e as classes pobres absorvem a informação crítica, não por meio de estigmatizados e estéreis discursos da esquerda pelega, mas da mesma fonte, e, portanto, opera de forma democrática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não digo que alcançamos a plenitude da democratização da informação, muito distante disso, mas dou boas-vindas às novas reivindicações da juventude, da exigência básica do acesso à informação como direito social, à comunicação ampla e irrestrita. Boas-vindas à juventude que aprende desde o berço praticamente a utilizar os belíssima caminhos da rede mundial de computadores. Não que esta seja auto-suficiente, mas que articulada aos movimentos populares, pode ser a ligação entre as realidades da nossa sociedade e a descoberta do utópico bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez a minha tenha sido a última geração ignorante, ou alienada, talvez, a realmente transitória. A nós foi privado por nossos pais conhecer a história recente do país, e aprender com ela as razões d o aprofundamento das mazelas da sociedade. E com isso, por nossos pais, nos foi privado saber o valor do ser humano. Então, seja bem-vinda essa nova geração de fóruns sociais mundiais, de mídias alternativas, de articulação de movimentos populares, de novos direitos sociais, de socialização dos direitos, de presidente metalúrgico, talvez de presidente mulher, de presidente afro-estadunidense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quanto a mim, continuarei usando o rock n' roll como exercício de regressão me remetendo à indignação e emputecência de um púbere adolescente para que eu possa aprender junto com essas novas gerações e quem sabe ajudar a orientá-las.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1157793707940078881?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1157793707940078881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1157793707940078881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1157793707940078881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1157793707940078881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/boas-vindas.html' title='Boas-Vindas...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2987031022773351213</id><published>2009-02-09T20:41:00.018-04:00</published><updated>2009-03-06T13:21:08.637-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas V</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"DORMIR em paz é mole, basta um dia massacrante da rotina de trabalho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sob o sol de 40º&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e meia dúzia de problemas pessoais criando a ilusão de que a vida é injusta pra nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Quero ver conseguir ACORDAR em paz, sem a culpa por viver em paz...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" Venâncio Cirilo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;

Referências:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://elenaoquispostar.blogspot.com/2009/02/chove-e-morre.html"&gt;Hoje não&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; ( do &lt;a href="http://elenaoquispostar.blogspot.com/"&gt;Ele não quis postar&lt;/a&gt;) e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/04/ontem-mergulhado-na-minha-caros-amigos.html"&gt;Então...&lt;/a&gt; (daqui meRmo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2987031022773351213?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2987031022773351213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2987031022773351213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2987031022773351213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2987031022773351213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/pilulas-etilicas-v.html' title='Pílulas Etílicas V'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1333199933441879892</id><published>2009-02-04T14:09:00.006-04:00</published><updated>2009-05-12T17:04:52.201-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Das Paradas Que Me Emputecem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vamos deixar uma coisa clara aqui, este não é qualquer tipo de compartilhamento de experiência triste, desabafo ou qualquer tentativa de obter tapinhas nas costas, se vai ler mesmo esta merda, faça a você o favor de pelo menos tentar entender o que eu quero dizer. O bagulho é o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje quando estava voltando do almoço, atravessando o Largo da Carioca, uma praça grande para caralho que fica bem no meio do Centro do Balneário decadente, conhecido internacionalmente como Rio de Janeiro, experimentei uma situação escrota, emputecente e que faz com que qualquer discursante babaca como eu se torne um inseto fétido e inofensivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltando ao Largo da Carioca, enquanto atravessava a praça vi uma senhora de cadeira de rodas que não conseguia sair do lugar por conta do peso que carregavam sob um sol de mais de 30º e da acidentada calçada de pedras portuguesas. Ofereci ajuda, claro, minha mãe me deu a porra da educação católica, que vem com merda da culpa acoplada. Ela aceitou, então a levei relativamente longe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até aí grandes merdas, diria o leitor médio. Então, é claro que tenho consciência das dificuldades de locomoção enfrentadas pelos cadeirantes por conta da falta de infra-estrutura adequada, mas só essas situações experimentadas no dia a dia que dão a exata noção do massacre sobre esses cidadãos que dão. Exata noção? Exata noção é o caralho, dá é uma amostra de leve, exata noção quem tem é o cadeirante. Bom, continuando, a questão foi o esforço que eu tive q fazer sob sol de 30 e poucos graus, em um dos centros mais movimentados da cidade... Além das calçadas destruídas, não havia acesso para o cadeirante pra atravessar a rua, fiquei com os braços doendo e todo suado, e com o grau de emputecência elevado a vesúvia potência. Ao mesmo tempo que me emputecia me censurava à emitir qualquer comentário político do tipo “q absurdo!”, pois a senhora mantinha-se serena, apenas tentando alcançar um lugar de autonomia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aí que eu entro onde realmente queria falar; que a situação é pesada até a Ana Maria Braga é capaz de saber, a questão é que a senhora cadeirante agiu naturalmente, sem perder a tranquilidade. De tão serena, colocou a culpa no peso da bolsa que carregava, com livros e cadernos. Se eu fiquei cansado, com as mãos doendo imagina ela, imagina o esforço que ela não empreendeu até que eu cruzasse seu caminho. É claro que mesmo que eu passasse reto ela alcançaria seu destino, seja pela sua própria força, invejável por sinal, ou pela boa vontade de outros que passariam por ela. A questão é que ela não tem que depender da boa vontade de ninguém, uma calçada lisa e uma rampa de acesso seria o suficiente para aquela senhora ter a autonomia a qual tem direito como cidadã. Não só ela, cadeirante, mas idosos, pessoas com seus filhos de colo, ou no carrinho, cidadão que por algum motivo não estão aptos a romper obstáculos. É, romper obstáculos, pq se a calçada estive em condições normais de uso não haveria que se falar em “limitação de locomoção”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu ali ajudei ela a vencer, sei lá, 100 metros de obstáculos, e aí? Grande merda!!! Ela cagou, com razão, agradeceu por educação. Não tava ali pra ouvir papo de babaca indignado com as injustiças do mundo, só queria chegar, continuar, seguir. Tá certa ela, nem perguntei seu o nome de vergonha... A deixei no KFC (Kentuchy Fried Chicken) para usar o banheiro de deficientes (termo escroto, mas como ela mesmo que o usou...), uma menina muito simpática a encaminhou ao banheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É isso, não vai ter conclusão, por óbvia, não vai ter indignação, por inútil, aqui jaz minha hipocrisia, porra escrota, vou ver o que eu faço com essa impotência.... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1333199933441879892?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1333199933441879892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1333199933441879892' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1333199933441879892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1333199933441879892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/02/das-paradas-que-me-emputecem.html' title='Das Paradas Que Me Emputecem'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7443694121281827706</id><published>2009-01-29T12:36:00.005-04:00</published><updated>2009-05-12T17:05:34.688-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Sobre Cuba...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escrever sobre a ilha de Cuba é um assunto bastante complexo e delicado que, na maioria das vezes, é minimizado pelos analistas ou mesmo curiosos de esquerda, direita ou pendulares em geral. Mas como nos últimos tempos quem tá na chuva é pra se afogar, vamo que vamo!&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em grande parte das análises se confrontam a repressão ideológica às taxas impressionantes de acesso aos direitos sociais (saúde, educação, cultura, desporto, etc.), porém o contexto cubando é bem mais complexo do que a mera questão de participação democrática interna, e isso é bastante ignorado quando o assunto é o socialismo antilhano, talvez o único de fato no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O povo cubano se auto-determinou através de revolução social ao fim da década de 1940, em meio a um cenário pós-segunda grande guerra com a bi-polarização do mundo. Foi, sim, um levante popular que defenestrou instituições liberais de seguidos regimes ditatoriais, o último liderado por Fulgêncio Baptista, instalando reformas de base na ilha. Diante da singularidade de tal proposta revolucionária no continente americano (eu sei que Cuba é uma ilha), os fracasso de outras iniciativas socialistas principalmente na América Central, e a proximidade da maior potência capitalista do mundo, a militarização do poder se fez emergente para a defesa do poder social de ameaças externa que se fariam muitas, como a batalha da Baía dos Porcos, em 1953 - tentativa de invasão da ilha por marines estadunidenses. O regime do partido único e sua rígida estrutura hierárquica monopolizada pelo líder revolucionário Fidel Castro Ruz gerou distorções de poder e perseguições políticas sob a alcunha de defesa da revolução, o que macula a defesa do regime fidelista, apenas sendo caro a uma esquerda saudosista e estéril que busca na imagem do próximo esconder sua cooptação pelas bandeiras antes combatidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por muito tempo defendi, e de certa forma ainda defendo a tese de que o regime fidelista, apesar de admissível, talvez necessário em um determinado momento histórico, "perdeu" oportunidades históricas de gerar uma abertura política com base na maturidade alcançada pelas gerações que sucederam os heróicos revolucionários (aqui me refiro a todo o povo cubando que viveu o período de levante revolucionário, e não somente os militarizados), se constituindo já com toda a estrutura democrática institucionalizada nas bases, mas tolhida de liberdades políticas e de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Simplificando em linhas retas, do que adianta dar conhecimento e todas as bases para se gerar uma sociedade sadia, culta e comunitária, se esta não pode exercê-la livremente dentro de sua pátria a liberdade crítica, a liberdade de pensamento, consectário natural de uma sociedade livre. É contraditório o poder político central ser restrito à cúpula militar quando já existe num solo cubando gerações erguidas de todas as condições de pensar e agir de forma independente e livre, despida das deformações capitalistas. Se a revolução tem por fim a liberdade do povo, o que dizer que gerações que cresceram e se formaram com livre acesso igualitário à saúde, educação, desporto, cultura, conselhos comunitários, mas quando se trata de traçar os rumos da nação é aprisionado pelo regime? Não há resposta plausível para esta pergunta senão a abertura política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É certo que esta análise se faz sob o foco do contexto interno de construção social, mas ao se falar sobre Cuba não se pode esquecer da conjuntura internacional que permeia o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se hoje temos ao longo de toda a América um movimento político de esquerda, o que daria uma estabilidade e até mesmo proteção contra eventuais ataques externos a Cuba, a partir da década de 1960 o continente se tornou um campo experimental de exploração liberal estadunidense (vide Operação Condor), o que isolou cada vez mais a ilha caribenha e seu regime, que sobrevivia da força do seu povo e do apoio vindo do outro lado do mundo. Este contexto internacional aprofundou, sim, a necessidade de cuidados com o regime que sofria constantes ataques internacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas tudo isso são especulações; o certo é que a ilha de Cuba é massacrada por bloqueio político-econômico sob a justificativa de sustentar um regime totalitário e ser um risco à pátria estadunidense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A alegação estadunidense e seu conceito artificial de democracia = eleição não se sustenta, visto que desde 1976 a República Socialista de Cuba possui voto universal secreto para a constituição de sua Assembléia Nacional com proporcionalidades de representação por regiões. E seu presidente é eleito pela maioria da Assembléia Nacional. Mas qual a pegadinha? A pegadinha aqui é o partido único, o que é considerado inadmissível pra alguns, necessário para a defesa da revolução socialista...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se todos os argumentos de abertura política de Cuba eram instáveis, diante do contexto internacional e do estreitamento das relações da ilha antilhana com os demais países das Américas, bem como com decadente influência política estadunidense sobre o continente, remete à necessidade de Cuba oxigenar a discussão política remetendo o socialismo a um novo patamar, o da liberdade política da participação direta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesse sentido, pelo menos desde 1992, o regime fidelista já vem demonstrando uma tendência de internacionalização e flexibilização com o estreitamento das relações internacionais, o que demonstra o reconhecimento das condições internacionais favoráveis à evolução do regime político a um modelo participativo direto – aqui fujo desesperadamente do termo "democracia". Porém - em se tratando de Cuba sempre tem um porém - , em contraponto a essa maior inserção do país no cenário internacional, vem se intensificando a repressão ideológica interna, o que gerou fortes pressões internacionais, inclusive críticas duras de grandes aliados internacionais, como do escritor português José Saramago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A passagem de poder entre os irmãos Fidel e Raul Castro vem sendo alardeada como um prenúncio de modernização política cubana. De minha parte, espero que diante dessa oportunidade histórica que se faz presente, mais uma vez a revolucionária ilha negra nos ensine como ser uma nação soberana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7443694121281827706?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7443694121281827706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7443694121281827706' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7443694121281827706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7443694121281827706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/seobre-cuba.html' title='Sobre Cuba...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3092961069768034218</id><published>2009-01-19T09:57:00.010-04:00</published><updated>2009-06-23T15:38:44.868-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Das Coisas Que Não Me Servem - Papel e Lápis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já comentei aqui que curto ir ao cinema sozinho, não só ao cinema, também à praia e outra paragens. Longe de me amontoar numa praia lotada na luta santa pelo metro quadrado arenoso ou me encalacrar num shopping lotado, numa sala barulhenta vendo o novo blockbuster, prefiro a praia mais tranquila, ou procurar alguma sala de cinema com saída pra rua, fora do circuito estelar estadunidense, também nada muito alternativo porque prezo pelo conforto e o mínimo de asseio para ler e comer algo regado a café antes ou depois do filme. E justamente foi este antes e depois do filme que me trouxe aqui desta vez.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu gosto muito de ler em lugares públicos, por alguma seqüela minha o barulho das conversas paralelas e a movimentação de pessoas transitando ao meu redor não tira minha concentração, pelo contrario, fornece dinâmica as pausas da leitura, tornando mais fácil a volta ao texto... Sei lá, esse movimento externo torna a minha leitura mais agradável.Talvez por isso o isolamento de aparelho portátil de música não me agrade nesses ambientes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Durante um café e outro aquela solitude assistida sempre traz algumas referências interessantes que posso chamar de inspirações (...ou não), até com ar de voyerismo. Em uma das primeiras vezes que me vi nesta posição de observador fui tomado pela inquietação de não ter em mãos papel e caneta, ou melhor, lápis (prefiro escrever a lápis), para poder deitar aquelas inspirações num texto em prosa ou verso, num desenho abstrato, ou seja lá no que os artistas transformam suas inspirações, talvez até um origami, ou então chamar a senhora que lê ao meu lado para um desafio de jogo da velha ou forca (isso se forca não tiver sido declarada oficialmente brincadeira politicamente incorreta).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após me entreter brevemente (breve mesmo) com as possibilidades daqueles movimentos humanos e as perspectivas artísticas que eles desencadeariam numa folha de papel, percebi como não ter em mãos papel e lápis tornou aquela experiência rica pra mim. Ao invés de me torturar diante de uma folha em branco, vestido da frustração de não ter qualquer talento artístico para instrumentalizar aquela inquietude que no máximo acabaria num lugar comum, eu consegui me deliciar com o que minha mente absorvia do ambiente, transformando em experiência uma simples presença cotidiana. Talvez por isso o que me atrai nestes ambientes é a possibilidade de experimentar os movimentos alheios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa semana voltarei com um novo livro ao mesmo lugar, mesmo que seja outro, onde espero encontrar a mesma fugaz inquietude pela falta de papel e lápis...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3092961069768034218?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3092961069768034218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3092961069768034218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3092961069768034218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3092961069768034218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/das-coisas-que-no-me-servem-papel-e.html' title='Das Coisas Que Não Me Servem - Papel e Lápis'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-118374481651947886</id><published>2009-01-13T09:26:00.003-04:00</published><updated>2009-06-23T15:39:37.400-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestina'/><title type='text'>Cobertura do Massacre Israelense sobre a Faixa de Gaza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aos que se interessarem por fontes alternativas de informação, além da grande mídia nacional, aqui vão sugestões locais na rede de boas coberturas sobre o massacre em Gaza e o tema palestino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=94&amp;amp;alterarHomeAtual=1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agência Carta Maior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&amp;amp;task=blogcategory&amp;amp;id=24&amp;amp;Itemid=121"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esquerda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://idelberavelar.com/"&gt;O Biscoito Fino e a Massa&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://english.aljazeera.net/news/middleeast/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Al Jazeera&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Informem-se!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-118374481651947886?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/118374481651947886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=118374481651947886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/118374481651947886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/118374481651947886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/cobertura-do-massacre-israelense-sobre.html' title='Cobertura do Massacre Israelense sobre a Faixa de Gaza'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5924591185430477744</id><published>2009-01-13T08:03:00.005-04:00</published><updated>2009-06-23T15:39:37.401-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestina'/><title type='text'>Quantas Crianças Terão Que Ser Mortas Para Que Nos Tornemos Todos Palestinos?*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quantas crianças terão que ser mortas para que nos tornemos todos palestinos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A incomensurável tristeza pela brutalidade da morte de uma criança não alcança paralelo em nenhum vocábulo mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seremos nós coniventes com esse massacre?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São culpados todos os líderes mundiais. É anti-semita a imensa maioria da população israelense que se mantém conivente com o massacre de mais de meio século perpetrado sobre o povo palestino.&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quantas crianças terão que ser mortas para que nos tornemos todos palestinos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;920 mortos palestinos, cerca de 257 deles crianças**.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;13 mortos israelenses, 10 deles soldados, quatro vítimas de "fogo amigo".
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quantas crianças terão que ser mortas para que nos tornemos todos palestinos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há discurso que justifique, não há sentimento que defina, já se foram mais de 250 crianças em duas semanas, sem que esqueçamos as dezenas, milhares de outras crianças que jamais superarão os traumas deste massacre, mutiladas física e psicológicamente, órfãs... Mais de 250 crianças mortas!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais de 250 crianças assassinadas!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Mais de 250 crianças assassinadas!!!
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais de 250 crianças assassinadas!!!
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais de 250 crianças assassinadas!!!
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais de 250 crianças assassinadas!!!&lt;/strong&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*título parafraseado da declaração: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15465"&gt;"Quantos mortos ainda para vocês se sentirem cidadãos de Gaza?"&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;** números da &lt;a href="http://www.unicef.org/media/media_47080.html"&gt;UNICEF&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5924591185430477744?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5924591185430477744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5924591185430477744' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5924591185430477744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5924591185430477744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/quantas-crianas-tero-que-ser-mortas_13.html' title='Quantas Crianças Terão Que Ser Mortas Para Que Nos Tornemos Todos Palestinos?*'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6849597251088704404</id><published>2009-01-08T13:20:00.006-04:00</published><updated>2009-06-23T15:39:37.401-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestina'/><title type='text'>Agenda de Manifestações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A quem se interessar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;08/01/2009 (Quinta-feira)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Rio de Janeiro&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Manifestação de repúdio ao massacre do povo palestino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 17 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Cinelândia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: entidades do movimento social e sindical e do Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino-RJ;&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;09/01/2009 (Sexta-feira)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;São Paulo&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Manifestação em frente ao Consulado de Israel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 14h30&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Consulado de Israel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Endereço: Avenida Faria Lima, nº 1.766, 13º andar em Pinheiros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: (as mesmas da manifestação de domingo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Porto Alegre&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ato com Embaixador da Palestina e pelo fim dos ataques de Israel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 10 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Endereço: Rua General Lima e Silva, 280 - Porto Alegre – RS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: entidades da Comunidade Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras como o Cebrapaz-RS e demais organizações dos movimentos sociais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Curitiba&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A passeata de solidariedade a Palestina: uma gota de sangue pela paz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 11 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Concentração na Praça Santos Andrade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: Comitê Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras entidades como o Cebrapaz-PR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Recife&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Sapatada nos governos de Israel e dos EUA: pelo fim da invasão a Gaza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 16 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Praça Oswaldo Cruz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: UNE, Ubes, Umes (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas ), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Campinas&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ato de solidariedade a Palestina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 17 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Largo da Catedral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: entidades do movimento social e partidos políticos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;Foz do Iguaçu&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passeata pelo fim do massacre ao povo palestino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 17 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Concentração no início da Avenida Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: Comunidade Árabe e entidades do movimento social&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;11/01/2009 (Domingo)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;u&gt;São Paulo&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Grande Marcha Contra o Massacre de Israel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário: 10 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Concentração no Vão Livre do Masp, Avenida Paulista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Convocam: CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT; Conlutas; Intersindical; Afubesp (Associação dos Funcionários do Banespa); UNE; Ubes; Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas); DCE da USP; UJS (União da Juventude Socialista); Juventude Revolução; Movimento pelo Passe Livre; MST; MLT (Movimento de Luta pela Terra); Conselho Mundial da Paz (CMP); Cebrapaz (Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Comitê de Solidariedade a Cuba; Mulheres em Luta pela Paz; PCdoB; PT; PSTU; Psol; PCB; Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil); Fearab (Federação das Entidades Árabes Brasileiras); Mopat (Movimento Palestina para Todos); União da Juventude Árabe para a América Latina (UJAAL); Instituto Jerusalém; Instituto da Comunidade Árabe; Centro Cultural Árabe-Sírio; Sociedade Palestina de SP; Instituto Futuro; União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI); Federação das Entidades Árabes Muçulmanas do Brasil (Fambras); Sociedade Beneficente Muçulmana do Brasil (SBM); Associação Beneficente Islâmica do Brasil (ABIB); União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb); Sociedade Islâmica de Jundiaí; Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro; Conselho Superior dos Teólogos Muçulmanos do Brasil; Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil; Igreja Presbiteriana; Deputado estadual Simão Pedro (PT-SP); Deputado estadual Said Mourad (PSC-SP); Vereador de São Paulo Jamil Murad (PCdoB); Portal Vermelho; CMI (Centro de Mídia Independente); Jornal Al Baian.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49239"&gt; Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6849597251088704404?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6849597251088704404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6849597251088704404' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6849597251088704404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6849597251088704404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/agenda-de-manifestaes.html' title='Agenda de Manifestações'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8366258650325500762</id><published>2009-01-07T11:59:00.004-04:00</published><updated>2009-06-23T15:39:37.401-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestina'/><title type='text'>Qual a Melhor Maneira de Eliminar um Povo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Matar suas crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seja diretamente através de armas de guerra, ou indiretamente pela subnutrição, falta de água, esgoto, comida, medicamentos, mãe, pai, casa, a história ensina a sacrificar os pequenos para evitar a continuidade de uma espécie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Houve um tempo em que um Faraó egípcio caçou todas as crianças filhas de hebreus para evitar a proliferação do então povo escravo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Houve um tempo em que um Kzar caçou impiedosamente os descendentes do povo hebreu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Houve um tempo em que um Fürer caçou impiedosamente os descendentes do povo hebreu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dizem que um dia é da caça, outro do caçador, mas chegou o tempo em que a caça é financiada pelo caçador para exterminar seus próprios irmãos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8366258650325500762?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8366258650325500762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8366258650325500762' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8366258650325500762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8366258650325500762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2009/01/qual-melhor-maneira-de-eliminar-um-povo.html' title='Qual a Melhor Maneira de Eliminar um Povo?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-809112180100004457</id><published>2008-12-18T15:45:00.000-04:00</published><updated>2008-12-18T15:47:09.724-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas IV</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;“Das mulheres aprendi a ter a certeza delas quase nada entender, não me furtando do dever de entender o que era pra ser entendido...”&lt;/em&gt; Venâncio Cirilo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-809112180100004457?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/809112180100004457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=809112180100004457' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/809112180100004457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/809112180100004457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/12/plulas-etlicas-iv.html' title='Pílulas Etílicas IV'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-198757727611735649</id><published>2008-12-09T14:59:00.002-04:00</published><updated>2008-12-09T15:22:24.758-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Sedimentação Cultural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Qual o real alcance de uma mudança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Qual a possibilidade de uma idéia nova, ou de um ponto de vista oposto ao seu exercer uma mudança de raciocínio ao ponto de eliminar conceitos antes absolutos e dar lugar a novas posturas culturais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esta mudança é real ou apenas artificial?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Até que ponto existe coerência em manter estes novos conceitos, se para tanto é necessária a luta diária e o auto-policiamento constante para evitar o retrocesso em tal mudança. O famoso esforço para não dissociar o discurso da prática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Onde está traçada a linha limítrofe entre verdades impostas por dominação cultural e a real natureza de tais princípios humanos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não sei, mas a luta para desconstruir os vícios e as virtudes entranhadas culturalmente buscando a sua origem cultural pode nos levar a descobertas libertadoras ou a descobrir a dor estúpida de morder o próprio rabo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nesta busca o raciocínio filosófico, apresentado como exercício de desconstrução, é mecanismo indireto, porém recorrente, num mundo interligado por redes de comunicação onde as culturas regionais se chocam em questões políticas, econômicas e sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A questão cultural passa pela observação da origem particular de suas regras sociais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O respeito a certos ritos culturais - em sua maioria ligados à religiosidade - sem qualquer questionamento, pode ocultar massacres pretéritos e a subjugação de culturas em princípio originárias, ou revelar mera sobreposição cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Da mesma forma, a redução das doutrinas religiosas de uma forma geral a certos princípios básicos praticamente comuns a todas, pode simplesmente refletir certa tendência de interpretação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Observar regras culturais alheias sob lógicas próprias é condenar ao fracasso qualquer construção intelectual, pois as premissas resultarão em conclusões ilógicas sob o ponto de vista das culturas observadas. Esse manejo irresponsável dos conceitos culturais constituídos sem a observância de suas lógicas geradoras tende contraditoriamente a criar ou agravar o isolamento e conflito cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Respeitar o fato de que todos partimos de lógicas culturais distintas é o primeiro passo para a abertura do diálogo em busca da coexistência e intercâmbio pacífico de idéias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O fomento dos diálogos entre os conceitos culturais por sua vez é a real liberdade dada ao indivíduo para que reveja não apenas as verdades apresentadas a ele por seus ancestrais, mas principalmente subverta racionalmente a lógica arraigada culturalmente desde seus primeiros passos em busca da construção do seu próprio raciocínio crítico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Essa busca é particular de cada um, entendo que todos nós a temos, mesmo sem a roupagem retórica tosca desse texto, cada um no nível que nos angustia mais. Aquela angustia da busca por respostas, seja para indagações existenciais ou para questões de dogmática religiosa ou cultural, sendo a necessidade de respostas diretamente proporcional à angústia que as perguntas nos trazem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Aos que nada entenderam deste texto, ou aqueles que se perderam na minha falta de sentido, voltem ao título e tirem suas próprias conclusões... ou não.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-198757727611735649?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/198757727611735649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=198757727611735649' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/198757727611735649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/198757727611735649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/12/sedimentao-cultural.html' title='Sedimentação Cultural'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6621871179736491689</id><published>2008-12-03T10:40:00.006-04:00</published><updated>2008-12-03T10:56:10.175-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 IX - Mais do mesmo de novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passada a disputa eleitoral, aqui no Balneário Decadente o prefeito eleito, Eduardo Paes (PMDB), começa a formar seu secretariado. Secretarias ao PT (Desenvolvimento Econômico e Habitação) e PC do B (Cultura), destaque na articulação política para o PSDB (sustentáculo da campanha do Gabeira), ex-secretaria do Governo Alkimin para Educação – porque a educação em São Paulo é exemplar -, e mais recentemente a Secretaria de Fazenda à uma assecla do Armínio Fraga, que orientou Fernando Gabeira durante os pleitos de outubro último.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os eleitores frustrados do candidato derrotado Fernando Gabeira não terão do que reclamar, pois o “grande projeto” do candidato verde-tucano de choque de gestão estará fielmente representado na Secretaria Municipal de Fazenda. Até aí não há qualquer surpresa, a composição do governo Eduardo Paes com figuras liberais ligadas ao PSDB, DEM/PFL e PV, ex-secretários do ex e atual prefeito César Maia, como ele próprio já foi, é coerente com sua “carreira política”, e tão óbvio quanto distribuir secretarias desprestigiadas aos partidos “aliados” do segundo turno. O que até agora ninguém conseguiu explicar é: O que o Gabeira, como proposta de mudança, tava fazendo no meio deles?. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai saber...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6621871179736491689?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6621871179736491689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6621871179736491689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6621871179736491689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6621871179736491689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/12/eleies-municipais-2008-ix.html' title='Eleições 2008 IX - Mais do mesmo de novo'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5905401255933971459</id><published>2008-11-26T09:18:00.007-04:00</published><updated>2009-06-23T15:40:10.189-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Questões Compelxa(da)s</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Seja em época de eleição ou na posse de secretários ou ministros nos deparamos na mídia com questões de grande complexidade e análises ainda mais complexas pelos complexos especialistas nos mais variados e complexos assuntos (eita!) - em alguns casos especialistas em quase todos os assuntos, todos muito complexos, claro -, mas nos esquecemos que somos uma nação remendada que ainda constrói sua identidade social no único período político desmilitarizado da nossa história. Estamos acostumados a nos debruçarmos em questões comparativas aos países economicamente centrais, muitas vezes não entendendo lhufas do que nos é respondido, e mesmo assim nos furtamos de discutir as elementariedades; não indagamos sobre a essência dos alicerces sociais sobre os quais se deve fundar nossa nação, sob o falacioso argumento de que já teríamos ultrapassado tal discussão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Portanto, aqui vai minha sugestão aos portentosos repórteres e especialistas em quaisquer assuntos: Surpreendam-nos com elementariedades! Que tal na apresentação do Ministro da Educação, ou no caso recente, da Secretária Municipal de Educação (aqui do Balneário Decadente), inaugurar a coletiva com a elementar pergunta, “o que é escola para você?”*. Imaginemos esta mesma pergunta elementar sendo reproduzida para cada delegado de primeiro escalão do poder executivo (secretários de estado, ministros, secretários municipais): Ao titular da Saúde: “O que é saúde?”; para o da Segurança Pública: “O que é segurança?”; Para o do Saneamento: “O que é água?”; para o da Cultura: “O que é folclore?” e assim por diante. Imaginemos, quais seriam as pérolas com as quais tão notórios sabedores públicos nos brindariam? Ou melhor, será que nos surpreenderíamos com a ignorância do tutores diante dos bens essenciais que tutelam? Será que os “analistas” saberiam enxergá-la se a vissem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ainda nessa tosca busca por questões simplórias, não posso deixar de imaginar o caos mental do qual seriam acometidos tais políticos se as perguntas fossem embaralhadas e se lhe fossem perguntadas aleatóriamente: Ao titular da Saúde: “O que é escola?”; para o da Segurança Pública: “O que é água?”; para o do Saneamento: “O que é segurança?”; para o da Cultura: “O que é saúde?” e etc. Será que teriam eles uma síncope, ou um mero embaraço? Vai saber...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Agora, abstraindo do deboche inevitável e da presunção de despreparo do político médio, não deixo de questionar o quão ricas seriam tais respostas para se demonstrar em qual corrente política se enquadrariam e, conseqüentemente, sua real adequação as promessas de campanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;*subtraí o pronome de tratamento, meRmo, na cara-dura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5905401255933971459?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5905401255933971459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5905401255933971459' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5905401255933971459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5905401255933971459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/questes-compelxadas.html' title='Questões Compelxa(da)s'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2823729526554653144</id><published>2008-11-24T13:32:00.013-04:00</published><updated>2008-11-26T09:28:13.790-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;"O acaso elege poucos à vida, aos demais, as súplicas da espera pela morte são o desalento de subexistir. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Enquanto são ignorados pela foice mordaz, sucumbem às margens desclassficadas ante o desprezo dos eleitos... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cada vez menos humanos, menos vistos, menos ditos, menos poucos, menos seres, menos..." - &lt;em&gt;Desventura em Massa,&lt;/em&gt; Venâncio Cirilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Além Pílulas...&lt;/strong&gt; (25.11.2008):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As Pílulas têm sido acompanhadas pela peculiaridade de ganhar um significado maior do que o intentado, a começar pelo comentário punk da Branca que se integrou a postagem original na &lt;a href="http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/07/plulas-etlicas-i.html"&gt;primeira edição do Pílulas&lt;/a&gt;. Dessa vez, me surpreendi com a coincidente temática da última postagem d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://caderno.josesaramago.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Caderno de Saramago&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, guardadas as devidas proporções, é claro. Durante sua visita ao Brasil (ele está por aqui essa semana divulgando seu último livro, &lt;em&gt;A Viagem do Elefante&lt;/em&gt;) o escritor português comenta para o mundo sobre aqueles que são castigados pelos erros de todos, mais recentemente, pelas tempestades em Santa Catarina: &lt;em&gt;"Até quando olharemos para outro lado, como se o ser humano não fosse importante?"&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://caderno.josesaramago.org/2008/11/24/duas-noticias/"&gt;continua&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2823729526554653144?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2823729526554653144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2823729526554653144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2823729526554653144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2823729526554653144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/plulas-etlicas-iii.html' title='Pílulas Etílicas III'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-322163086330070911</id><published>2008-11-17T13:00:00.005-04:00</published><updated>2009-06-23T15:40:23.259-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politicárnio'/><title type='text'>Purificando no Crisol Rachado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Demorei a escrever sobre a crise, por alguns motivos que vão desde eleições municipais até falta de conhecimento adequado sobre o tema. Mesmo ainda me entendendo desentendido no tema, algumas muitas diversas leituras me trouxeram certas impressões que se contrapõem um pouco às vociferações de analistas de esquerda sobre o fim do neoliberalismo ou sua falência. Tentarei fazer sentido... ou não:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A autofagia e as crises cíclicas do “novo” sistema liberal é fato inconteste - não é à toa que os próprios liberais pregam políticas anticíclicas -, mas daí a professar seu fim real e imediato vai um longo caminho. Coerentes à lógica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;do sistema neoliberal, as análises econômicas se encontram isoladas das análises político-sociais, o que torna suas profecias, de esquerda ou de direita, fadadas ao fracasso. O sistema liberal não será extirpado por conta da atual crise, por mais profunda que esta se anuncie, pois seus agentes trataram sabiamente de sufocar e(ou) cooptar ao longo das últimas décadas as ideologias sociais, ou socialistas, num processo desencadeado principalmente com o fracasso do comunismo real/totalitário(¹).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Talvez escutar ícones liberais apregoarem a estatização parcial do mercado e a corrida aos títulos públicos possa dar a falsa impressão do retorno do poder econômico ao Estado em uma ilusória reclusão de forças mercantilistas. Eu discordo. O atual sistema liberal está em vias de se reciclar, depurar, e não de esvair-se em merda, como gostaríamos muitos. Os Estados hoje nada mais são do que estruturas burocráticas irrigadas por quadros compromissados com o poder econômico privado e que conduzem o capital público ao financiamento cego de seus padrinhos. De fato o que se anuncia é acrisolamento do atual modelo, a partir do cíclico recuo do capital com a transferência para o ente público dos prejuízos causados pela desregulamentação das economias catequizadas pelo Consenso de Washington nos idos da década de 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Os economistas alinhados a correntes de centro-esquerda, como Luiz Gonzaga Belluzo (UNICAMP e Carta Capital) e Carlos Lessa (UFRJ e ex-presidente do BNDES), vêm apontando o aprofundamento do investimento interno brasileiro, hoje reduzido ao insuficiente PAC, como saída a longo prazo não só para minimizar os estragos da atual crise internacional no país, mas como meio de inserção num futuro cenário desenvolvimentista(²). Manter o discurso econômico restrito aos remendos do PAC é restringir um reforma profunda nas instituições sociais brasileiras, perpetrando as mazelas que alimentam o modelo neoliberal, e que lastreiam a história que o persegue até sua atual implosão. A referida orfandade ideológica de esquerda, a decepção e a cooptação pelo novo-capitalismo que se auto-cingiu como filosofia única. A gradual e insistente ojeriza às “ideologias”, disseminada pelos meios de comunicação, nos relegou a um limbo teórico, onde não resta alternativa ao modelo neoliberal. A crença cega na religiosidade do capital através do dogmatismo neoliberal passou a ser um mal aceito como absoluto por todos os intelectuais, a ser “adaptado” para um contexto social. Ao sustentáculo da humanidade (os humanos), relega-se suficiente a benevolência compensatória, com se exemplificam as políticas chamadas desenvolvimentistas no Brasil, Venezuela, Argentina e Equador. De esquerda por certo, mas sem compromisso de ruptura ideológica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Para que realmente seja extirpada a cultura de dominação do capital sobre social, deve haver uma base sólida cultural genitora de um novo modelo, e é nesse contexto que identifico a oportunidade que se anuncia com a crise financeira modelo 2008. A atual crise, como é característica do próprio liberalismo, vem de cima para baixo e será sanada, coerentemente, com o sacrifício social que lhe é peculiar. A alardeada “bolha imobiliária” teve sua gênesis na desregulamentação econômica estadunidense e a permissão à promiscuidade entre o sistema financeiro especulativo e a economia real, com a sua volatilização as custas do achatamento econômico da sociedade. A quebra das economias familiares estadunidenses é um fator social, recessivo, gradual, ignorado pelo Estado estadunidense e ocultado pelas instituições financeiras para evitar a depreciação dos seus investimentos lastreados nessa microeconomia familiar. Merda já tinha dado, agora o bagulho resolveu é feder meRmo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Um dos aspectos desta crise que me chama atenção é o fato de tanto a família estadunidense quanto a família da periferia internacional não têm a noção de que é amparado na ideologia capitalista, instrumentalizada no atual modelo econômico neoliberal, que o Estado ignora o empobrecimento progressivo de sua sociedade, e oferece quantias incomensuráveis de dinheiro ao mesmo mercado que gerou a sua própria crise, impondo ainda a descapitalização das economias do mundo todo. Essa desconscientização passa não só pela mídia, que deveria apresentá-la como uma face da realidade, e atola na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia"&gt;cleptocracia&lt;/a&gt;, lideranças políticas comprometidas com a manutenção do status político-econômico afastando-se cada vez mais de suas bases populares, contribuindo ativamente para sua desinformação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Diante desse quadro não vejo o ocaso do neoliberalismo, pois os agentes do poder econômico continuam os mesmos, a regência ainda é a mesma, e estes buscarão a manutenção de suas posições. Para eles, o cidadão comum, os trabalhores, ou o povo, como preferir, é apenas um número, estatísticas flutuantes, adaptáveis às necessidades do capital e não o oposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Posso estar um tanto céptico, mas não me traduza a pessimista, mesmo não vendo o naufrágio do atual modelo econômico; sou otimista pela oportunidade de emergir um novo fôlego para discussão do modelo de sociedade em que gostaríamos de viver. Apesar de não haver uma discussão em foco objetiva sobre este novo modelo os meios sociais vêm amadurecendo através da discussão de políticas pontuais disseminada em diversos setores da sociedade pelas próprias comunidades interessadas. A inserção da discussão ideológica nesse novo contexto de demandas sociais organizadas é essencial para eliminar a viciosa sinonimização ideologia = socialismo, como se o capitalismo não fosse uma ideologia e sim uma verdade e o socialismo uma subversão desta verdade. Disseminar o posicionamento ideológico como norte da discussão para uma confluência de interesses, visando a formação de um modelo inclusivo que seja de fato o reverso da moeda neoliberal. Os temas estão em ampla difusão diariamente (água, fome, miséria, violência, habitação, saúde, educação, saneamento, exclusão racial, desigualdade de gênero, preconceito sexual, clima, etc.), no entanto, falta a essas reivindicações factuais específicas a articulação e a conscientização de que elas são partes de uma ideologia e que nenhuma delas terá real eficácia ou se desenvolverá satisfatoriamente se não dialogarem entre si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O mundo econômico ficará um tanto bipolar, até esquizóide, por algum tempo ainda, enquanto isso, fomentemos novos rumos. Vociferar profecias puristas sem diálogo com a realidade social e suas demandas mediatas e imediatas manterá as ideologias sociais soterradas sob os escombros do Muro de Berlin...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;(&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;) Sobre o vácuo ideológico pós-Muro de Berlin, ou o que chamei de orfandade ideológica, uma boa leitura é A Mosca Azul do Frei Betto (editora Rocco, 2006), livro sobre o qual falarei mais numa outra oportunidade, e que me chegou às mãos pelo jornalista Leandro Uchôas, cineasta e jornalista do site Fazendo Media, e do Projeto Categóricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;(&lt;strong&gt;²&lt;/strong&gt;) Análises de Luiz Gonzaga Belluzo na Carta Capital de 05/11/2008 e Carlos Lessa – &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15344"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;AQUI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-322163086330070911?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/322163086330070911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=322163086330070911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/322163086330070911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/322163086330070911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/purificando-no-crisol.html' title='Purificando no Crisol Rachado'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6053782411941647108</id><published>2008-11-11T14:55:00.010-04:00</published><updated>2008-11-26T15:33:28.024-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debates pela Rede'/><title type='text'>Política Além do Político - Debate sobre o dimensionamento do resultado da eleição presidencial estadunidense</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aproveitando o tema das eleições estadunidenses, resolvi trazer um debate que rolou nos comentários de uma postagem do &lt;a href="http://www.filipetadamassa.blogspot.com/"&gt;Filipeta da Massa&lt;/a&gt; com o blogueiro de Niterói/RJ, Fabio da Silva Barbosa – &lt;a href="http://inversoeaocontrario.blogspot.com/"&gt;INVERSO&amp;amp;AOCONTRARIO&lt;/a&gt;. A postagem do Filipeta era sobre a relação dos presidentes estadunidenses e a maconha, mas acabou se tornando um debate sobre as dimensões da vitória do candidato democrata Barack Hussein Obama. E no meio disso tudo tem a menção do Neco Tabosa ao conceito de Cleptocracia, bastante interessante. Lá vai:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Fabio:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;quanto ao Obama...
acho que ele vai ser o lula negro americano
ou seja
mais um politico a lucrar
só que desta vez negro
qual a diferença
li a respeito de alguns de seus planos para nós latinos e sinceramente
achei uma bosta&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Guilhermé:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;"lula negro americano"? Não sei te recomendo um professor de sociologia ou um psicólogo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Neco Tabosa:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;guilhermé, se ligue no conceito que o blog parceiro &lt;a href="http://derivadoscom.blogspot.com/"&gt;http://derivadoscom.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt; tem linkado lá nele: Cleptocracia. fuderosa ficção científica de agora! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;(acho que é disso que fabio fala quando diz de 'mais um politico a lucrar')&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;eu nunca tinha ouvido falar nesse termo e chapei... o link: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Fabio:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Quanto a dúvida do outro companheiro para o encaminhamento devido para mim, acho que não é caso de sociólogo nem de psicólogo, é descrença nessa corja mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Comparo o Obama ao Lula devido a esperança depositada em mais um Candidato Cao Cao, baseada em conceitos préviamente concebidos. Sem um estudo mais profudo de seu perfil. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;No caso do Lula a esperança foi depositada porque ele era um trabalhador e tal. Mas de trabalhador ele só tinha o partido, pois há muito tempo ele não sabia o que era isso. A menos é claro que se considere campanha política como trabalho. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;No caso do Obama, essa confiança vem apenas devido ao fato dele ser negro. É extremamente simpático ver um presidente negro em um país que teve coisas realmente fétidas como a KKK, mas o fato é que assim como a cor da pele não determina uma pessoa ser mau carater, também não determina que ela seja bom carater. E nesse caso acho que independente de negro ou branco, ele é mais um imperialista safado. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Sinceramente espero estar enganado, mas acho difícil. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;O apoio dado pela mídia burguesa a tal candidato já seria motivo suficiente para alimentar tais desconfianças, mas fui além e pesquisei. Faça o mesmo. Pesquise. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Do amigo &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Fabio da Silva Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Guilhermé:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Assim como nas duas vezes em q votei no Lula, não vou tecer tremendos elogios ao Obama. Conheço a política do partido democrata estadunidense, mas não concordo com sua opinião.Existe uma força exercidas sobre grupos oprimidos pela vitória num pleito dessa importância, que vão além da personalidade do político, desconhecê-las é dar alimento ao preconceito. E sua adjetivação lula-negro, refletiu isso. Séculos, milênios não se mudam numa eleição, não tenho essa ilusão. Mas vc demonstra que não tem a mínima noção do impacto social da eleição de um retirante aqui ou de um negro lá. Não entrei, nem vou entrar nesse curto espaço nas minúcias de políticas públicas daqui ou acolá. Acredito em simbolismos e na sua força. Obama eleito é maior que o governo que ele cumprirá, assim como o Lula no Brasil. A comemoração não pelo Obama, mas pela sociedade estadunidense ter votado num negro em volume gigantesco, contra um general branco "herói de guerra". Assim como o povo brasileiro eleger um nordestino, como votação recorde num estado reacionário como o fluminense e manter-se com aceitação inédita. O que se comemora não é o político, é o eleitor vencendo preconceitos, no caso estadunidense, a segregação legalizada até pouquíssimo tempo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Existe razão no seu discurso, não nego, mas não toda, e existe mais do que politicagem na política. Por isso que a acho apaixonante.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Discutemos mais!
Ah, maneira a parada da Cleptocracia.
Abraços.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Fabio:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Guilhermé&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Acho na verdade que ambos temos razão, só que estamos apreciando a questão de ângulos diferentes. Senti que gerou um mal entendido a questão do Lula negro, mas a comparação que quis fazer é a da questao exatamente do símbolo. Afinal, quem irá impor as regras não é o símbolo, mas sim o homem. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Não acredito que a diferença regional ou racial possa definir o carater de um homem que terá tamanho poder e nem qualquer outro. Por isso digo que mais importante que ver a etinia ou classe social, temos de ver o conteúdo. Pois se esse simbolo se tranformar em algo maléfico, será muito mais enfraquecedor para toda a luta travada até então que qualquer outra coisa. O próprio PT estaria em melhor posição se o Lula não tivesse a oportunidade de se mostrar tão vazelina quanto agora. O partido perdeu toda a força.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Veja bem, eu não sou PT, nem nada do tipo. Estou só analizando os fatos. Assim como não estava torcendo para aquele general facista ganhar nos EUA. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Acho só que vergonhas como o caso OJ Simpson não devem voltar a se repetir, pois o cara foi absolvido por terem transformado um crime em problema racial. T&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;emos de separar bem os fatos para não termos o efeito contrário ao pretendido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Com certeza a vitória do Obama foi a menos pior, mas vamos aguardar para ver seu comportamento daqui por diante. Espero que ele me faça uma surpresa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Dei uma olhada no seu blog e achei legal. De uma olhada nos meus.
É sempre um prazer trocar idéias com cabeças pensantes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Guilhermé: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;É isso aí meu camarada, como eu falei, o animador não é o conteúdo político do Obama e sim a sacudida no povo estadunidense. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;É claro que essa manifestação popular traz distorções propagandísticas, mas ainda sim, é um grande sinal de que a própria sociedade não está satisfeita com os rumos que seus líderes deram à nação. Isso gera uma pressão social importante sobre o governante. Diferentemente daqui nos EUA as instituições da sociedade civil têm força histórica. Da mesma forma, em 2002, parte da sociedade brasileira, elegeu o fim da era FHC mais do que o próprio Lula. Isso é sintomático. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Acredito na sociedade não nos políticos, apesar de não os execrar totalmente. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Não generalizemos, existem bons quadros... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Vou dar uma passada nos teus blogs sim, e é claro meterei meu bedelho. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Abraço. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Fabio: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Eu entendi sua colocação &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;só devemos ter cuidado com os exageros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Mostrar ele como Luther King do jeito que a Globo fez por exemplo é o mesmo que comparar a Princesa Izabel com Zumbi &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Guilhermé: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Por essas e outras que eu vendi minha televisão... hahaha &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;.........................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É claro que fui até o blog do Fábio e ele tinha postado um texto consoante a sua linha de raciocínio e num apêndice citou o debate que rolou no Filipeta... Deixei meu comentário, é óbvio, e ele respondeu, claro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Obs.: Transcrevi apenas a parte dos comentários sobre o tema, a parte sobre maconha deliciem-se no blog punk do meu camarada Cajú, digo, Neco tabosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O debate no Filipeta da Massa – &lt;a href="http://filipetadamassa.blogspot.com/2008/11/maconha-e-polticos-norte-americanos.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://filipetadamassa.blogspot.com/2008/11/message-for-obama-uzi978.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;As postagens do INVERSO&amp;amp;AOCONTRARIO – &lt;a href="http://inversoeaocontrario.blogspot.com/2008/11/o-interior-de-obama.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://inversoeaocontrario.blogspot.com/2008/11/o-interior-de-obama-1-comentrio-mostrar.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;E para quem interessar, &lt;a href="http://guilhermescalzilli.blogspot.com/2008/11/as-vitrias-de-barack-obama-muito-j-foi.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt; um texto interessante do blog do Guilherme Scalzilli. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6053782411941647108?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6053782411941647108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6053782411941647108' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6053782411941647108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6053782411941647108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/poltica-alm-do-poltico-debate-sobre-o.html' title='Política Além do Político - Debate sobre o dimensionamento do resultado da eleição presidencial estadunidense'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1734660276377253973</id><published>2008-11-10T10:54:00.003-04:00</published><updated>2008-11-10T11:11:37.926-04:00</updated><title type='text'>A Polêmica nos Olhos de Quem a Vê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A 3ª edição do Jornal “O Globo” na madrugada do dia 05 de novembro último trouxe uma manchete simples noticiando a eleição do presidente estadunidense que recebeu elogios pela sua simplicidade e objetividade e curiosa singularidade. A manchete era a seguinte: &lt;strong&gt;“Presidente Barack Hussein Obama”. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Os elogios ao folhetim fluminense repousam no enfoque dado ao nome do meio do presidente eleito dos EUA e toda a carga política simbólica para a sociedade estadunidense que representa as origens mulçumana e africana dos nomes do eleito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Obviamente nem todo mundo concordou com essa visão, tecendo longas críticas alegando racismo e conotação preconceituosa e tendenciosa do &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; ao trazer na manchete também o nome do meio do presidente, atitude inédita nos jornais do mundo todo no pós-eleição. Li comentários de jornalistas alegando que a manchete do Estado de São Paulo – &lt;strong&gt;“EUA elegem Barack Obama, o primeiro presidente negro.”&lt;/strong&gt; - teria sido muito melhor, pois destacava a questão do negro na Casa Branca, dando mais clareza ao leitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ora, i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;sso é uma imbecilidade, e chama o leitor de ignorante. QUEM NÃO CONSEGUIRIA NOTAR NA CAPA DE QUALQUER JORNAL DO MUNDO O FATO DO OBAMA SER NEGRO?!! No entanto, o que poucos sabem é que ele tem origem mulçumana e se converteu ao cristianismo por opção. Reduzir o simbolismo da eleição ao caráter racial é uma representação racista. Seja por costume ou por estratégia de campanha, o nome do meio do candidato democrata somente foi pronunciado pelos adversários, e mesmo assim com certo receio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Entendo forte e oportuna a manchete, não imputa ao presidente estadunidense eleito nenhum estigma, pelo contrário deixa a cargo do leitor interpretar o simbolismo de sua eleição da forma que entenda adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Única crítica que acho relevante foi ao fato de ambas as publicações destacarem o candidato estadunidense eleito como simplesmente “Presidente” sem qualquer menção ao país pelo qual foi eleito. Seria um sintoma da submissão hemisférica? Ou uma proposital omissão em reconhecimento ao imperialismo estadunidense, aforando ao estadunidense o status de presidente do mundo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Outras manchetes de capa do dia sobre a eleição estadunidense: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Folha de S.Paulo - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;“EUA ELEGEM OBAMA”; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Correio Braziliense - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;“Partido de Obama tem vitória histórica”; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Estado de Minas - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;“América tem um sonho”; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A Tarde - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;“Obama é eleito presidente dos EUA”; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Correio do Povo - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;“Obama é eleito presidente dos EUA”; Zero Hora - “Obama é o presidente”; The New York Times (EUA) - “Obama eleito presidente e barreira racial cai”; The Washington Post (EUA) - “Escolhas duras e desafios seguem triunfo”; The Times (Reino Unido) - "Este é o nosso tempo"; The Guardian (Reino Unido) - “Este é o presidente Obama”; Le Monde (França) - “Voto histórico nos Estados Unidos”; China Daily (China) - “Democrata Obama vence a Presidência”; El País (Espanha) - “Obama presidente”; Clarín (Argentina) - “Histórico: EUA elege um presidente negro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A quem interessar, um dos pólos sobre a discussão foi no sítio Comunique-se, &lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;amp;p2=idnot%3D49376%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D125295468841%26fnt%3Dfntnl"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1734660276377253973?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1734660276377253973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1734660276377253973' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1734660276377253973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1734660276377253973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/polmica-nos-olhos-de-quem-v.html' title='A Polêmica nos Olhos de Quem a Vê'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2080316732952551298</id><published>2008-11-06T08:09:00.005-04:00</published><updated>2008-11-07T11:25:47.862-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Meu Bom Humor de Cada Dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Hoje acordei de bom humor, o que infelizmente não me garante o resto do dia cultivando-o, e é nesse estágio que me encontro agora, como se enfrenta-se um luto. Não me refiro ao luto de um ente querido, mas do luto pelo meu bom humor... Nessa quarta-feira chuvosa de novembro, amanheci como quase sempre, música na cabeça, o sorriso das meninas da padaria, pão quente, leitura em harmonia com a constante observação dos movimentos humanos no metrô. Acordar de bom humor é minha regra, costumo dizer que os dias começam sempre perfeitos, um belo sol, uma linda chuva, a nebulosa cinza do &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt;, mas as pessoas os vão estragando ao longo; e ao final muitas vezes o que me resta é a dor de cabeça, os dentes trincados, o passo pesado acelerado, o pescoço estalando e o vermelho dos olhos furiosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Como manter o bom humor? Ainda não aprendi, dizem que ele se exercita, ou se finge até instalá-lo como se de fato existisse em si. Companhias, pensamentos, músicas, opiniões, escritas ou ditas, decisões, brigas, frustrações, decepções; eventos diários que subvertem a ordem do dia e elegem o mau humor como protagonista. Penso se este seria o exercício mais difícil, o de vencer a rotina, a rotina de iniciar o dia sorrindo e terminar agredindo os próprios dentes. Mais um “bom dia”, menos um “boa noite”. Novos humanos no metro de volta, sem leitura, sem movimentos, apenas a ansiedade de voltar à reclusão e à alienação televisiva... Não obrigado. Decido por tomar o trem do metropolitano em sentido contrário, rotina interrompida, vou regar meu bom humor na solitude coletiva da sala de cinema numa quarta-feira á noite. Meu livro ou revista da vez, um café, e os estranhos que em comum a mim só têm a necessidade de não repetir pelo menos dessa vez, o dia de ontem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O filme? Importa? Ainda não sei, nada que me exercite minha raiva, ou acelere o giro já alto da cabeça, quem sabe um com aquela mensagem banal sobre quão simples é a vida. Tem um filme estadunidense em cartaz, família, triangulo amoroso, humor, e... Juliette Binoche, taí um sorriso que eu gostaria de ver hoje... Só a lembrança de &lt;em&gt;Chocolate&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Chocolat&lt;/em&gt;, 2000) já é um convite urgente, quem sabe dá tempo, e se não der... já me valeu essa mensagem, a bela lembrança...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2080316732952551298?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2080316732952551298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2080316732952551298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2080316732952551298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2080316732952551298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/11/meu-bom-humor-de-cada-dia.html' title='Meu Bom Humor de Cada Dia'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8433271861833237594</id><published>2008-10-31T12:27:00.005-04:00</published><updated>2008-10-31T12:36:00.065-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lições dos Poetas'/><title type='text'>Lição do Poeta III - Eu Ouço Música</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;EU OUÇO MÚSICA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Eu ouço música como quem apanha chuva:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;resignado e triste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;de saber que existe um mundo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;do Outro Mundo...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Eu ouço música como quem está morto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;e sente já um profundo desconforto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;de me verem ainda neste mundo de cá...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Perdoai, maestros,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;meu estranho ar!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Eu ouço música como um anjo doente&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;que não pode voar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mario Quintana, &lt;em&gt;Apontamentos de História Sobrenatural&lt;/em&gt;, Editora Globo, 1976)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esse foi o primeiro poema que realmente me disse alguma coisa, e o primeiro com o qual me identifiquei, escrito pelo poeta que me mostrou que poesia também pode ser escrita na minha língua. A minha ligação com o poema vem da comunhão com a frustração do poeta diante da música. Música que, a meu ver, é a expressão maior de algo que não podemos entender: a óbvia magia do intangível. A música é alheia a lógicas, pois transforma seres praticamente inaptos a emocionar em profícuos criadores de melodias acachapantes, nascentes de rios inebriantes. A música conduz a vida, brinca com as emoções como se delas fosse senhora. A música é o tratamento que meu corpo precisa, é a fonte em que minha alma se embebeda, se afoga e renasce. Não é possível explicar a música porque esta pertence aos sentidos, e não à razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os canais pelos quais a música se expressa estão alheios à previsão ou mesmo à ciência; é escolha dela, e a nós cabe apenas refastelar-nos, resignados de sermos abençoados momentaneamente, pois teremos que retornar aos nossos barulhos diários, desafinados e caóticos. Nós, meros ouvintes, estamos atados aos canais que a música elegeu, sem meritocracia ou justeza, apenas pela sua bela sorte... Produzir música é um privilégio. Porém, da apreciação pode-se extrair por vezes a inspiração dela emanada, coisa que na maioria das vezes o próprio intérprete não consegue, ou pelo menos não intentou - pelo menos não com as complexidades dos seus admiradores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A frustração que o poeta nos traz não é o momento inicial, nem mesmo o momento final da minha relação com a música. É aquele segundo momento, aquele que se segue ao encantamento da descoberta da música pelos sentidos humanos. É a frustração em descobrir que não lhe foi concedida a benesse do talento musical. Momento que você descobre que está condenado ao amor platônico pelo intangível, por culpa da alea da sua forma humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daí, acontece aquilo que nos torna únicos na superfície terrestre: a adaptação, a capacidade de transformar uma limitação em uma nova forma de agir. Assim como o surdo que aprende a apreciar a música pela vibração dos instrumentos, o inábil musicalmente aprende a apreciá-la com tamanha paixão, dando-lhe significado tal que talvez o próprio compositor não vislumbrou ao criá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou um apaixonado por música. A música é pro meu espírito o tesão que o sexo é pro meu corpo. Triste aquele que nunca sentiu a melodia na vibração de dois corpos em elevada sintonia. A música é capaz de transitar por tantas vertentes carnais e espirituais que não sou capaz de descrevê-las. O sexo, a paixão, a raiva, a fúria, a tristeza, melancolia, regozijo... A música torna as reticências limitadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja letrada ou não, a música é resposta para o momento, é o estopim; pode não ter fim nela mesma, mas é capaz de despertar poderes antes não pensados: basta que o receptor da melodia abra sua mente e corpo para se conectar ao plano que a música nos abre. Não há nada mais sincero que a emoção pela música, não que eu tenha vivenciado. A sinceridade da música não está em quem a executa, não concede a prerrogativa de tradutor ao executor. A música é por si só intraduzível e por isso, talvez, ao mesmo tempo universal, pois como o branco que todas as cores contém, a musica comporta a interpretação da qual carece quem a escuta e assim como a poesia, ela &lt;em&gt;“não se entrega a quem a define”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Cuidado&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;Caderno H&lt;/em&gt; - Mario Quintana, Editora do Globo, 1973).

Dizem que a letra limita a música; eu digo que a letra é a contribuição da razão ao arcabouço emocional pelo qual circula a melodia. A letra pode, sim, limitar a interpretação da música, mas é o que a torna mais humana, pessoal; é a que permite que mero imperfeito, como eu, possa reproduzi-la de forma capenga e incômoda aos que presenciam tal reprodução, mas que num momento de transe, permite a lembrança, o despertar da melodia no momento que me for preciso senti-la. A música é a lembrança da minha vida, da minha infância, da minha adolescência, do acesso a maturidade, do cultivo à inconseqüência adolescente. Neste particular, me vem a resposta do porque do Rock n’ Roll ter tanto poder sobre minhas emoções. É simples: o rock tem sua gênesis na puberdade adolescente, enquanto outros “estilos” musicais buscam a maturidade, seja na postura ou na melodia, o rock trilha a rota inversa e exercita a regressão à adolescência inata, transformando o roqueiro num eterno e incorrigível adolescente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poeta ensina a melancolia de não poder tocar a música, tateá-la, mas também nos chama a contemplá-la como uma deusa perfeita que desperta em nós emoções platônicas mais belas. Não estou morto, mas se a morada da deusa é em outro mundo, que ela me entorpeça até lá, pois como diria o próprio “poetinha”: &lt;em&gt;“&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="80563943"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Se as coisas são inatingíveis... ora!/não é motivo para não quere-las.../Que tristes os caminhos, se não fora/a mágica presença das estrêlas!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Das Utopias&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;Espelho Mágico&lt;/em&gt;, Editora do Globo, 1951).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Deixo aqui de antemão minha emputecência com blogueiros, cronistas, donos de sítios pela internet e afins que citam e transcrevem trechos de pensamentos, textos ou poemas, até inteiros, e não os creditam adequadamente. Não indicam nem o nome do livro de onde se extraiu a citação. Mesmo que você não o tenha extraído de lá, se você quer despertar o interesse no assunto, deve indicar a bibliografia adequadamente. Não sabe, pesquisa, PORRA!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8433271861833237594?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8433271861833237594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8433271861833237594' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8433271861833237594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8433271861833237594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/lio-do-poeta-iii-eu-ouo-msica.html' title='Lição do Poeta III - Eu Ouço Música'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5625672104064118325</id><published>2008-10-27T14:13:00.002-04:00</published><updated>2008-10-27T14:32:34.810-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sugestões de Leitura'/><title type='text'>Sugestão de Leitura II - Carta Capital</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Seguindo com esse abandonado marcador, trago como sugestão de leitura mais um periódico, agora semanal, a revista Carta Capital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Publicação de esquerda que se prontifica constantemente a se posicionar em questões relevantes do país, pregando sempre a transparência da linha editorial. Carta Capital é factual, trabalha no universo semanal buscando sempre uma visão ampla de acontecimentos aparentemente isolados e por muitas vezes ocultados pela grande imprensa. Nesse contexto foi a primeira publicação a denunciar as relações do poder público com o banqueiro Daniel Dantas e suas promiscuidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A independência e visão crítica despejada sobre a grande imprensa faz da Carta Capital, sob a batuta do jornalista Mino Carta, uma alternativa à esquerda aos periódicos de ética falida como a revista Veja. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A Carta Capital transita pelos caminhos do poder tocando em questões relegadas ao esquecimento na rotina dos noticiários. Carta Capital pende à linguagem empresarial, econômica e à rotina do poder, mergulhando na burocracia e no mercado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Além da rotina de poder a Carta Capital também possui seções de cultura, tecnologias e curiosidades, mantendo a carga crítica, mas amenizando de certa forma o peso daquela rotina.

&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp"&gt;AQUI&lt;/a&gt; o site da revista pra quem quiser conhecer um pouco da revista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5625672104064118325?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5625672104064118325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5625672104064118325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5625672104064118325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5625672104064118325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/sugesto-de-leitura-ii-carta-capital.html' title='Sugestão de Leitura II - Carta Capital'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8713643276271720731</id><published>2008-10-23T13:03:00.003-04:00</published><updated>2008-11-26T15:33:28.025-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debates pela Rede'/><title type='text'>Eleições 2008 VIII - Taí, me convençam!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Alguém pode me citar 1 argumento que me faça votar no Gabeira, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Isso é um desafio. Qualquer pessoa que conseguir me dar um argumento que seja plausível para que domingo eu vote no Gabeira, por favor, se apresente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nas últimas semanas venho sendo importunado por pessoas que pregam o voto no Gabeira, mas nenhuma delas me apresenta m argumento que sustente sua propaganda. Assistindo programas eleitorais no últimos dias, e não me surpreendi ao descobrir que o programa do Gabeira é mais vazio e insosso que o do seu adversário. Podem apostar que eu procurei. Internet, televisão, rádio, panfletário, em nenhum desses veículos consegui encontrar nada que qualifique Fernando Gabeira para o cargo de Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Então, me enchi de procurar, agora se quiser meu voto que venham buscar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mas não me venham com menos pior, ou moralismos imbecis. Quero propostas, quero histórico não renegado, quero um projeto real que seja passível do meu referendo eleitoral. E Se vierem argumentar em favor do Eduardo Paes, fique à vontade, mas nele não voto de jeito nenhum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Está posto o desafio, mas sejam coerentes porque eu responderei cada um dos argumentos... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8713643276271720731?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8713643276271720731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8713643276271720731' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8713643276271720731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8713643276271720731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/eleies-2008-viii-ta-me-convenam.html' title='Eleições 2008 VIII - Taí, me convençam!'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-589678485483246699</id><published>2008-10-18T11:14:00.004-04:00</published><updated>2008-10-18T11:23:54.905-04:00</updated><title type='text'>Novidades no Blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como devem ter percebido, pelo menos quem já tinha vindo aqui antes, o blog tá com alguns elementos novos. Tomei vergonha na cara e dediquei 10 minutos do meu sábado fazendo isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro algumas formatações anteriores foram pro inferno, o que vai me dar um trabalho da porra! O famoso "se fode aí" típico das inovações tecnológicas ¬¬ ... Mas isso resolvo depois...

Como nunca gosto dessas paradas, ainda não decidi se vai ficar assim mesmo ou se vou mexer em tudo de novo... Por enquanto vai ser isso aí. Fiquem à vontade pra comentar, que eu ficarei totalmente à vontade para ignorá-los.... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-589678485483246699?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/589678485483246699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=589678485483246699' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/589678485483246699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/589678485483246699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/novidades-no-blog.html' title='Novidades no Blog'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3319813745484045766</id><published>2008-10-17T10:39:00.004-04:00</published><updated>2008-10-17T10:43:56.932-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rádio Resistência'/><title type='text'>Rádio Resistência – RC RadioFuckers para os íntimos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A topeira reclamou, então se fode aí!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aliando tesão por música e minha pretensiosa vontade de perturbar o próximo, resolvi criar essa aba tosca aqui no blog, onde pretendo divulgar, criticar, avacalhar, esculachar e até elogiar músicas e bandas que me dê vontade de tanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A idéia central é divulgar bandas nacionais que correm atrás, às margens da jabazeira da mídia gorda. É claro que vou falar das gringas, mesmo porque os locais ainda estão algumas décadas atrasados na produção de rock n’ roll. Sem xenofobismo cuzão! E é claro que vou falar de bandas do mainstream, sem a famosa síndrome do underground, porque não é só merda que aparece na mídia gorda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Agora não esperem qualidade nos comentários, porque não sou músico, sou curioso, tarado por música o que já me habilita a falar o que eu quiser sobre ela, já que é de fãs seqüelados como eu que o rock de qualidade sobrevive – bom, essa última parte é uma das mais imbecis mentiras que eu já contei na minha vida, mas que se foda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eu espero sinceramente dar minha contribuição social para tornar os fãs de rock cada vez menos dorme-sujos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Senão aqui no blog, possivelmente quando migrar para o sítio do projeto Categóricos, o que eu espero que ocorra o quanto antes, vou disponibilizar aqui algumas trocas de idéias com os caras das bandas criticadas, ou pelo menos com algum membro delas que não seja mais seqüelado que eu e não fique de babaquice ao ouvir uma crítica ruim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra finalizar, como diria Venâncio Cirilo: &lt;em&gt;“O jovem sambista se apruma como adulto, enquanto o velho rockeiro será sempre um adolescente incorrigível!”&lt;/em&gt; Um brinde à puberdade e Keep On Rocking The Free World!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ah, e NÃO, ainda não vou postar porra de música nenhuma agora, não deu pra perceber que esse texto é só a introdução da aba, Mané!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3319813745484045766?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3319813745484045766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3319813745484045766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3319813745484045766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3319813745484045766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/rdio-resistncia-rc-radiofuckers-para-os.html' title='Rádio Resistência – RC RadioFuckers para os íntimos!'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-9109689801548937371</id><published>2008-10-10T14:57:00.010-04:00</published><updated>2008-10-13T09:07:11.251-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>O Racional do Murro na Parede</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cada um tem sua maneira de extravasar frustrações, despejar a raiva incontida, dar cabo de sua emputecência... Eu soco parede. Soco meRmo. Não olho ou miro, não me ajeito ou busco o melhor ângulo e a forma mais adequada de esmurrar a parede, eu apenas soco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não tenho muita habilidade com a ignorância voluntária alheia. Eu lido bem com burrice, até com a falta de conhecimento ou informação, mas a ignorância voluntária é algo com o qual não se pode argumentar. É uma barreira intransponível de imbecilidade. Por isso quando esbarro com a impossibilidade mental de transmitir uma mensagem, por mais lógica e óbvia que ela possa parecer, eu me enfureço e esmurro a parede. O murro nesses casos é provocado por algum argumento que o próprio indivíduo que a proferiu não tem noção do impacto que causa em mim, e por isso a explosão é imediata, como se eu tentasse fulminar aquele pensamento antes que o vento o leve, esmagá-lo como um inseto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Existe quem se assuste ou fique chocado com esse tipo de explosão, a chama de irascível, mas não tem nada a ver com impulso violento contra o ignorante em questão (ou não). Trata-se única e exclusivamente da forma que meu corpo encontrou de aliviar uma fúria incontida que, se reprimida, pode resultar em danos colaterais. Aqui uso o termo dano colateral com o sentido dado pelo atual Presidente Estadunidense George Walker Bush, de impelir dor a quem não tem nada a ver com a história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O(s) murro(s) na parede, no singular ou plural, dependendo do nível de emputecência, não distingue textura ou material de que é construída a parede. Acho até que isso pode ser fator de choque, porque sem me ater ao detalhe já esmurrei parede de chapisco, o que se torna extremamente desagradável quando o corpo começa a resfriar da raiva. O soco na parede não é sinal proeminente de natureza violenta na minha personalidade (não que ela não exista), é apenas um recurso físico que assume o protagonismo em uma discussão verbal ou até mesmo escrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não me vanglorio deste impulso radical, apesar de gostar dele, porque se ele alivia minha raiva, me faz bem, mesmo sabendo que ele dá oportunidade de desvio do assunto ou mesmo fuga da discussão. Mas infelizmente ainda não alcancei (e sinceramente, nem pretendo alcançar) a elevação espiritual necessária para conter a raiva e transmutá-la em energia positiva e blá-blá-blá (o resto deve estar num livro do Paulo Coelho).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Existe também a possibilidade dessa atitude de impulso trazer benefícios, como, por exemplo, a cultura do medo. O soco na parede, apesar de na realidade não ter um nexo imediato, eu disse imediato, como uma possível agressão física ao interlocutor, ela provoca o medo instantâneo, ou um susto, que abre a porta para incutir o medo no próximo. Seja qual for a envergadura ou o gênero do interlocutor, é instintivo o susto ou medo da atitude inesperada. Uma discussão fada ao insucesso, onde o irredutível ignorante está confortavelmente acomodado, emerge à posição de se tentar, nem que seja por medo, prestar atenção na mensagem, porque nesse momento a discussão atinge um nível extremado e qualquer movimento radial pode desencadear conseqüências graves. O indivíduo com medo reage diferente, assimila de forma diferente a discussão e se coloca em posição de contemporizar algo que talvez não lhe parecesse sério a ponto de gerar uma agressão física, mesmo que em objeto inanimados. No meu caso, o murro na parede me recoloca em nível racional, largando o instinto estampado na parede. Essa estampa é a concretização da hipótese não cogitada, a da agressão, que passa de hipótese remota à possibilidade real e concreta, mesmo que na imensa maioria seja ilusória. É claro que isso pode ter conseqüências ruis, pois pode ser uma via de mão dupla ao provocar a reação newtoniana do interlocutor. Nesse caso ter descarregado meu impulso raivoso me deixa vulnerável. Aí, o estrago está feito, e como dizem por aí, a porrada come sério. Cabe a mim arcar com as conseqüências, do que nunca me furtei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mesmo racionalizando meus genes pré-históricos, ainda não alcancei a etapa evolutiva na qual eu assimile meus socos na parede como defeito, e como dizem que reconhecer um defeito é primeiro passo para superá-lo, continuo na estaca zero... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-9109689801548937371?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/9109689801548937371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=9109689801548937371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/9109689801548937371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/9109689801548937371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/o-racional-do-murro-na-parede.html' title='O Racional do Murro na Parede'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1589705094710802264</id><published>2008-10-10T14:43:00.005-04:00</published><updated>2008-10-10T14:55:02.932-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Categóricos'/><title type='text'>Da Puberdade Política</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Faz algumas semanas que eu sugeri ao grupo do projeto Categóricos que fizéssemos um exercício (?), nada de muito complexo. Sugeri apenas que cada um trouxesse às reuniões um livro que tivesse sido importante na sua formação, que tenha realmente influenciado sua trajetória, a formação do seu pensamento, para que trocássemos entre nós, assim todos leríamos essa literatura que passou a ser parte da essência de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Além do conhecimento sobre o próximo, esse exercício serve como embrião de um elo de confiança, pois, emprestar livro é um ato de demonstração de confiança e atender a essa expectativa pode ajudar a nos tornar menos estranhos uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A maioria concordou, uns mais que outros, então tivemos algumas reações interessantes. O André Loureiro, por exemplo, levou uns 14 livros e não conseguia se decidir por um, só acalmou sob a promessa de repetirmos o exercício com novos livros (depois eu que sou o seqüelado). O Nóbrega (também André) teve uma reação meio avessa ao comum, adorou emprestar o livro, mas resistiu em pegar um emprestado, em vão, levou um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Os autores foram os mais variados, Fernando Sabino (André Nóbrega), Edgar Alan Poe (Elke Gibson), Frei Betto (Leandro Uchôas) e Che Guevara (André Loureiro). Ainda faltam dois livros, Renato Jr. e Julio Siqueira, que devem trazer nesse sábado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É claro que em princípio cada um escolheu para levar o livro mais próximo do seu gosto. Mas a idéia é que lêssemos também aqueles fora do nosso gosto usual... Vamos ver se rola, não há pressa... Vou trazer meu comentário sobre eles, conforme os for lendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra constar, eu peguei o livro trazido pelo Leandro Uchôas, A Mosca Azul, do Frei Betto, livro que traz as impressões do autor sobre o poder, fazendo um paralelo com sua relação com o Presidente Lula desde os tempos sindicais até sua passagem pelo centro de poder da república durante o primeiro mandato do presidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eu particularmente tive muita dificuldade para escolher um livro que se encaixasse no perfil que eu mesmo havia pensado para o exercício, mas acabei me decidindo facilmente, mais pela espessura do livro do que por seu conteúdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Logo vieram à cabeça três livros, o primeiro foi O Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro, que talvez tenha sido o livro que mais me enriqueceu, que realmente abriu minha mente pra formação e as mazelas da minha pátria, por ter como foco o que ela tem de mais rico e empolgante, seu povo. O segundo livro, de ficção, Tuareg, de Alberto Vazquez-Figueroa. Apesar de não ser muito afeito a ficção, Tuareg um livro que me marcou muito, pois relata hábitos e costumes dos nômades do deserto árabe, e o conflito com a colonização ocidental na região. O terceiro diz respeito a um conhecimento mais metafísico talvez, não sei se é a palavra adequada, mas é um livro que chegou as minhas mãos indiretamente e que despretensiosamente me deu uma aula sobre a origens de conceitos humanos e a formação do conhecimento, inclusive religioso. Não sou religioso, apesar de ter religião, e a influência do livro vai até o alcance do sobrenatural, o que não desmerece sua qualidade. O livro se chama A Semente Que Contém a Arvore – O Egito Místico, chave iniciática para o aperfeiçoamento do homem, de Jamal Ibrahim Elias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Descartei o primeiro pela espessura, o terceiro não foi possível por tê-lo presenteado à Branca, então, restou o segundo, mas não menos importante, pelo qual o Julio se interessou e carregou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aí vem a pergunta: Ô seqüelado, se você de cara sacou três livros, cadê a porra da dificuldade da qual você tava choramingando? Explico:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Quando fiz a sugestão do exercício, intencionei algo como um despertar para a leitura, aquele estalo, aquele livro que talvez o conteúdo não fosse o mais rico, mas que de alguma forma nos trouxe o tesão pelo conhecimento, que nos tenha feito não só olhar, mas pensar à nossa volta. E em verdade nenhum desses livros teve esse poder sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;São livros, como quase todos os livros que li, que trouxeram conhecimento, ampliaram minha visão, removeram antolhos, ou pelo menos os afastaram mais um pouco, mas não geraram o tesão pelo conhecimento em si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Isso me perturbou de certa forma, e acabei concluindo que não era o conteúdo que não se encaixava no perfil que eu havia pensado e sim a forma. Não existe pra mim esse tal livro iniciático, porque a linguagem que me pôs em movimento não foi a literatura, apesar de cultivar o hábito com muito prazer e tê-lo como o principal meio para adquirir conhecimento, esse tesão quem despertou em mim foi a música, mais especificamente e quase exclusivamente, o Rock n’ Roll.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Foi a música que me trouxe a vontade de melhorar, de me transformar em uma agente social, de crescer e olhar em volta, pensar no que está a minha volta, me tronar um ser político. Foi a música que me trouxe a indignação essencial a qualquer um que se julgue parte de uma comunidade. Por isso apesar de minha a sugestão a mim não foi muito funcional, digamos assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Através das canções de rock que surgiram de um determinado cenário nacional e internacional, agressivas, poéticas, cruas, cruéis, suaves, apaixonadas, que passou a transbordar em mim o desejo de ganhar asas, conquistar o mundo, e dividi-lo em partes iguais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Rock Nacional fomentado pela geração da segunda metade da década de 1980 e início dos anos de 1990, foi a minha principal influência, trazendo algumas canções que me despertaram a visão social, a indignação, o tesão pela política em mim. A crueza instrumental superada em muito pela qualidade das melodias, das letras e pelo tesão que elas carregavam. O convívio harmonioso de temas como política e amor em sátiras, poesias e até narrativas, as tornou de fácil absorção pra minha tosca mente adolescente. Um fenômeno humano que se assemelha à puberdade, talvez uma puberdade intelectual ou política (em sentido amplo), mas que não necessariamente surgem em épocas coincidentes, no meu caso surgiram. – Eu repito “tesão” demais, né? É, foda-se! Tesão nunca é demais.... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ultraje a Rigor, Picassos Falsos, Uns e Outros, Zero, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawai, etc. Posso passar horas comentando uma por uma das bandas e canções que me tiraram do chão, sem que essa tarefa fosse árdua ou cansativa, mas não o farei, pelo menos não agora, quem sabe esse texto inaugure um novo marcador, paralelo ao “Lição do Poeta” trazendo algumas letras que realmente me deixam enfurecido, no bom sentido, o tesudo, claro. – acho que ando lendo muito Glauco Mattoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Da mesma forma que eu tenho essa relação de tesão pela música, no meu caso, platônico, outros tem pelo cinema, pelas artes plásticas, cênicas e outras formas de expressão que os arrebatam (gosto dessa palavra, que em inglês seria overwhelming, umas das poucas palavras que dão ao inglês alguma riqueza lingüística).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Certo é que apesar de construtivo, o exercício ficou limitado a uma expressão de conhecimento, a um canal de influência, o que o tornou capenga. Amanhã terá a próxima reunião do grupo, a décima, quem sabe não ampliamos o exercício, ou ao invés de novos livros, a próxima rodada seja de outra expressão artística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1589705094710802264?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1589705094710802264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1589705094710802264' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1589705094710802264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1589705094710802264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/da-puberdade-poltica.html' title='Da Puberdade Política'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3308601833979229337</id><published>2008-10-09T13:32:00.005-04:00</published><updated>2008-10-09T13:42:40.218-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições VII - Agonizando e Sorrindo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Estava eu a procura de informação sobre minha candidata derrotada à vereadora - não consigo acessar seu sítio desde o dia 06/10 - e resolvi dar um pulo no site do diretório municipal do PT, partido ao qual sou filiado desde 2004, se não me engano, mas no qual voto desde minha primeira eleição em 1996. Então, algo que eu já imaginava estava noticiado em destaque no site: &lt;em&gt;“PT apóia PAES.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Simplesmente não tenho o que dizer... Ou melhor, tenho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Presidente declarar apoio aos candidatos da base aliada é algo natural, a questão nacional é o foco do palácio do planalto, cabe aos partidos através de seus diretórios locais a luz das necessidades locais, histórico pessoal e cenário político, definirem a quem direcionar seu apoio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Triste empreitada petista nessas eleições municipais... Após dar as costas à única candidatura viável de esquerda e assim afundá-la, o Partido dos Trabalhadores vê-se agora dando às mãos a uma das figuras mais tristes e insossas da política carioca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mais coerente, ou menos hipócrita, seria a independência partidária no segundo turno, com a liberação de seus de seus quadros para que se aproximem do candidato que julgue mais próximo de suas convicções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aos olhos petistas se definiam duas possibilidades, a primeira com Eduardo Paes numa coalização de direita capitaneada pelo Governador Sérgio Cabral aliado e puxa-saco mor do Presidente Lula; a segunda, Fernando Gabeira, ex-militante do partido, que participou de sua fundação, mas que tem como aliados dois dos principais partidos da oposição federal (PPS e PSDB).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ambas as candidaturas são de direita, com fundo liberal e compromissos evidentes com a privatização do espaço público e ao incremento da crescente marginalização das comunidades carentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A história recente deveria ser um aviso ao PT Fluminense, seja pela coligação em 2002 com Anthony Garotinho, que ruiu nos 6 primeiros meses de governo, seja pelo atual governo estadual que relegou seus quadros a escalões coadjuvantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Coerente foi o ex-candidato Alessandro Molon (mais uma vez digo que não tenho nada contra a seu respeito, de quem recebi somente críticas elogiosas) que se absteve de participar da “comemoração” obtusa promovida no anúncio do apoio petista ao candidato do PMDB.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Tais posturas dissipam a militância e afastam os eleitores. Sempre defendi que em política o diálogo é essencial, mesmo dentre frentes ideológicas opostas, mas nesse caso o distanciamento eleitoral é ponto nevrálgico para que a postura crítica (positiva ou negativa) tenha o peso e o valor necessário às políticas públicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Penso eu que o PT se rendeu a Paes não só por força da coalizão federal, mas porque, tendo eleito apenas 3 vereadores e se afastado do PC do B, se viu enfraquecido na Câmara Municipal... Triste definhamento carioca do partido que mais cresceu no país nestas eleições municipais, e que demonstra força para superar escândalos recentes e continuar lutando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3308601833979229337?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3308601833979229337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3308601833979229337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3308601833979229337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3308601833979229337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/eleies-vii-agonizando-e-sorrindo.html' title='Eleições VII - Agonizando e Sorrindo'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3054359475507558465</id><published>2008-10-08T15:45:00.004-04:00</published><updated>2008-10-08T15:50:55.390-04:00</updated><title type='text'>Resposta da Charada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A resposta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Entregaria as chaves do carro para o seu melhor amigo levar a senhora para o hospital e ficaria no ponto com a garota, afinal de contas é a garota dos seus sonhos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa charada faz parte do filme “16 Quadras”, em que o personagem Eddie Bunker, ex-presidiário interpretado pelo ator e rapper Mos-Def, deixa uma charada no ar durante o filme, que só é solucionada pelo personagem do Bruce Willis, policial Jack Mosley, no final do filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O filme não é grande coisa e a charada não tem qualquer importância nele, servindo apenas para marcar de certa forma um ponto humano comum entre os dois protagonistas, mas achei interessante trazê-la pro blog. Quem sabe um traço cego de romantismo... vai saber...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3054359475507558465?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3054359475507558465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3054359475507558465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3054359475507558465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3054359475507558465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/resposta-da-charada.html' title='Resposta da Charada'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2079354792230741883</id><published>2008-10-08T14:51:00.011-04:00</published><updated>2008-10-27T14:27:50.517-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 VI - Errar é humano, Persistir no erro... é Político?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;As eleições do Balneário Decadente mais uma vez decepcionam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do país, possivelmente a mais bonita e heterogênea, no entanto, é totalmente desprovida de qualquer tipo de conteúdo político, arraigada em preconceitos e volatilidades que vêm gradativamente aprofundando suas mazelas sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Durante o primeiro turno dessas eleições estive ausente, e por isso peço desculpas, mas apesar de quase não escrever e pouco atuar no convencimento alheio, estudei os candidatos da maneira que me foi possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Busquei nas páginas da rede dos 5 principais candidatos à prefeitura do Balneário Decadente – Alessandro Molon, Chico Alencar, Eduardo Paes, Fernando Gabeira e Jandira Feghali (em ordem alfabética) - seus conteúdos programáticos afim de sopesá-los. A intenção era trazê-los para o blog, mas não foi possível por fatores que não lhes interessa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A pesquisa que eu fiz me trouxe o primeiro fato de destaque, dos 5 candidatos pesquisados, apenas dois não possuíam conteúdo programático definido. Os demais disponibilizavam em seus sítios arquivos em PDF, com matérias pontuais, uns mais completos que outros, mas todos com conteúdio hábil à discussão política. O tal conteúdo que tanto apregoam em época de eleição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Qual foi minha surpresa quando neste último domingo (04/10), os dois candidatos mais votados foram Eduardo Paes e Fernando Gabeira, justamente os que não possuíam programa de governo definido. Seus sítios traziam apenas meros discursos superficiais em sua página inicial. O al chamamento para a "mudança", que na maioria das vezes não faz qualquer sentido, diante do fato de que, em sua imensa maioria, os candidatos não conhecem a realidade atual, para saber o que mudar, quiçá como mudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Rio de Janeiro começa a escrever mais uma triste página de sua história política...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A esquerda desfacelada, opaca, inerte, que ao sinal da existência de uma candidatura com reais possibilidades de mudança política (se boa ou ruim, só a história saberia dizer), se fraciona, desperdiçando mais uma oportunidade histórica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Quando falo em esquerda aceno inclusive para o candidato do PSDB, Fernando Gabeira, que tem em sua campanha o claro ímpeto de autopromoção, visto que aliou-se com o que há de pior na política nacional, que é o PSDB fluminense. Gabeira não é alternativa porque ascende politicamente renegando a base política na qual cresceu, aliando-se aos agentes que atuaram nas últimas décadas na trágica história política carioca. A combinação do folclore em torno de seu nome, a máquina partidária do PSDB e o índice de rejeição do Crivella alavancaram sua canditatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Apesar da minha total antipatia ao liberalismo tucano, reconheço que o partido possui bons quadros, mas no Estado do Rio de Janeiro o PSDB é comandado pela família Zito (liderada pelo prefeito eleito de Caxias, suspeito de envolvimento com grupos criminosos).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Gabeira traz em sua chapa o ex-vice-governador Luis Paulo que sucedeu Marcelo Alencar, talvez o pior governador antes dos 8 anos da família Garotinho, senão pior que os dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gabeira tem que agradecer também à imprensa carioca que em nenhum momento levantou os porquês da sua aliança com o PSDB, trazendo sempre a imagem de político de esquerda, imagem esta abandonada pelo próprio candidato. A imprensa carioca em nenhum momento apresentou a candidatura de Jandira Feghali como alternativa ao candidato Marcelo Crivella, destacando uma suposta ascensão do candidato tucano... nesse caso fica a questão, &lt;strong&gt;a ascensão veio antes ou depois de noticiada?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A &lt;em&gt;esquerda light&lt;/em&gt; como apregoa a imprensa fluminense ao se referir ao candidato da coligação PV-PSDB-PPS (cadê o partido de esquerda?!!!) traz como carro chefe de sua campanha, além do moralismo vago, a proposta, também vaga, de “choque de gestão”. Esta proposta tem como mentor o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, especulador financeiro por formação (discípulo de George Soros).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Conhecido no meio financeiro com &lt;em&gt;strike&lt;/em&gt;, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos, Armínio Fraga é um dos maiores financiadores e, provavelmente, o principal arrecadador da campanha eleitoral de Gabeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Candidato folclórico, Gabeira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt; pouco realizou de fato nos últimos 20 anos na política, aproveitando-se sempre de momentos midiáticos para se promover. Tinha como mérito manter sempre em voga a questão da descriminalização da cultura canábica, mas como já comentei aqui, mas essa bandeira ele renegou durante o primeiro turno. Quando indaguei alguns amigos, colegas e conhecidos sobre os motivos de votar nele, as únicas respostas que recebi foram a do voto útil e a alegação dele "parecer um cara sério”. Não é suficiente para ganhar meu voto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Do outro lado encontra-se o candidato do PFL Eduardo Paes. PFL? É, PFL! Mas tem outros partidos no currículo: PV (1993 – Gabeira era do PV na época também), PFL (1996). PTB (1999), de novo PFL (2001), PSDB (2003) e por fim PMDB (2007), agora com a promessa, cumprida, de ser o candidato à prefeito do Governador Sérgio Cabral Filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes é exatamente a continuação do que o Rio de Janeiro vem vivendo em âmbito municipal. A sua patética peregrinação por partidos que lhe dêem oportunidade de voltar ao poder executivo, pela primeira vez eleito, possivelmente será recompensada este ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes foi subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá durante o primeiro mandato de César Maia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Após sua passagem pelo cargo, a Barra continuou sem tratamento de água, esgoto; com acelerado assoreamento da Lagoa da Barra; especulação e crescimento imobiliário desregulado; poluição das praias; profundos problemas de habitação popular com a favelização no mesmo ritmo do crescimento da construção civil. Destaque aqui para a favela Rio das Pedras, pioneira nas famosas milícias cariocas, lá conhecida como polícia mineira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Quanto às milícias vale lembrar &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=DXY7DRa2PXA&amp;amp;feature=related"&gt;entrevista ao RJTV em 2006&lt;/a&gt;, no qual Paes afirma que as milícias trouxeram paz à Jacarepaguá. Na época, o então candidato candidato ao Governo do Estado pelo PSDB chegou a ser apelido pelos jornalistas de “Dudu das Milícias”. Deve ser por isso que figura em todos os materiais de campanha de Carminha Jerominho, candidata atualmente encarcerada por envolvimento com essa não tão nova vertente do crime organizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes é o típico político sem qualquer carisma ou discurso político que vem fermentando dentro da cultura política vazia do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não satisfeito em ter sido algoz de comunidades pobres, “limpando” o terreno para a construção civil, com reparação pífia, ou reparação nenhuma, a moradores com mais de 20, 30 anos no local.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes depois de subprefeito foi ainda secretário de meio ambiente do Governo César Maia, quando promoveu remoção de comunidade de pescadores da Lagoa da Barra para criação de área de preservação ambiental, dirigindo inclusive um dos tratores – hoje na área estão instalados o Shopping Barra Point e a não menor sede da Unimed. Ah, e as praias nem preciso dizer como andam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Voltou ao executivo como Secretário de Estado de Esportes do atual Governo Cabral Filho para terminar o serviço de “limpeza” da Barra da Tijuca/Jacarepaguá sob a bandeira do Pan Americano do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nesse ponto cumpre lembrar que as irregularidades são tamanhas que até agora, quase 1 ano e meio após o fim dos jogos, o TCE não se manifestou sobre as contas dos jogos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes também responde a diversos processos de improbidade administratica e crimes eleitorais, e foi um dos últimos candidatos a ter sua candidatura homologada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eduardo Paes hoje é mais um peão no tabuleiro de xadrez montado pelo atual Governador Sérgio Cabral que visa criar uma hegemonia no estado, para alavancar-se à esfera federal. Por enquanto não teve muito sucesso nessa empreitada nosso buldogueano governador, mas a capital pode ser um grande trunfo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sua contradição política vence de lavada a do seu oponente, pois antes de assumir a secretaria de esportes do estado como deputado federal tucano foi um dos maiores agressores do Governo Lula, com ataques pessoais ao Presidente, desvirtuando sempre que possível a discussão política para a tentativa de minar a popularidade do Presidente visando as eleições de 2006. Chegou a chamar o Governo Lula de “quadrilha”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esse é o cenário carioca... Se eu vou votar em algum dos dois? Provavelmente não. Em princípio, quem sabe por princípio, anularei meu voto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Voto útil foi algo do qual me arrependi por duas vezes, não pretendo repetir o mesmo erro pela terceira vez...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Em tempo, falando em político folclórico, brinquei na penúltima postagem sobre as eleições que após renegar sua histórica luta pró cultura cánábica, só faltava ao Gabeira abandonar sua sunga de crochê. Pois é, nesta terça-feira na capa do jornal O Globo vejo uma desnecessária foto dele na piscina, qual foi meu espanto ao descobrir que ele abdicou da sunguinha de crochê por algo mais "conservador"? Nenhum... ¬¬&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2079354792230741883?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2079354792230741883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2079354792230741883' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2079354792230741883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2079354792230741883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/eleies-2008-v.html' title='Eleições 2008 VI - Errar é humano, Persistir no erro... é Político?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5943819319747216050</id><published>2008-10-02T14:47:00.004-04:00</published><updated>2008-10-27T14:25:50.511-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 V - Listas de Réus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Muito se falou e ainda se fala sobre a divulgação de listas de candidatos a prefeito e vereadores que são réus em processos judiciais. A primeira lista foi a divulgada pela Associação de Magistrados do Brasil que divulgou lista de políticos processados pelo Ministério Público, ou seja, em ações proposta em defesa do interesse público. Mais recentemente foi divulgada pelo sítio Congresso em Foco lista de candidatos a prefeito que respondem por processos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O debate sobre a validade destas listas giram em torno do fato de se tratar de ações ainda em curso, sem julgamento definitivo, e, portanto, as listas criariam uma presunção de culpa desses políticos o que seria inconstitucional. Por sua vez a corrente que apóia a divulgação das listas alega que as informações são públicas de livre acesso a qualquer cidadão, e estas listas simplesmente seriam um serviço a sociedade, facilitando o acesso do eleitor a estas informações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Entendo eu, que estas listas são extremamente válidas, a uma porque a possibilidade de ver sua imagem vinculada a estas listas vai gerar uma inusitada pressão sobre o judiciário pela celeridade desses processos, ao invés da já conhecida morosidade incentivada pelos próprios políticos para evitar eventual condenação. O argumento de presunção de culpa é frágil, pois, como comentei acima, as informações sobre processos judiciais, salvo algumas exceções legais, são públicas e a consulta dos processos pelo cidadão é livre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Uma analogia simples é possível de ser feita com o ato de compra de imóveis. A compra e venda definitiva de imóveis, feita através de escritura pública, onde se exige a apresentação de diversas certidões sobre a situação jurídica do vendedor, entre elas certidões sobre ações judiciais (criminais, cíveis, etc.). A razão desta exigência é simplesmente o resguardo das partes, principalmente o comprador, que passa a ter ciência das ações em curso em que o vendedor é réu, podendo analisar se isso acarretaria algum risco futuro ao negócio. Caso haja alguma ação contra o vendedor e mesmo assim o comprador insistir no negócio, fica constando na escritura a ciência do comprador da situação jurídica do vendedor. Ou seja, a existência de ações judiciais contra o vendedor não impede a realização do negócio, ou atesta sua inidoneidade, mas ter conhecimento deste cenário é direito do comprador, para decidir com plena consciência dos riscos do negócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O mesmo princípio pode ser aplicado para o processo eleitoral, e até mesmo para que a sociedade exija de seu candidato, esclarecimentos a respeito da sua atuação social que vai muito além da mera campanha eleitoreira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Por outro lado, entendo que a nomenclatura de listas dessa natureza devem ser claras, refletindo seu caráter informativo. Títulos como lista suja, ou ficha suja, ou qualquer termo que remeta à situações jurídicas definitivas, devem ser evitados para justamente não dar margem à tentativa de desviar o conteúdo do serviço e com razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A Constituição é clara e justa ao afirmar que ninguém pode ser privado de qualquer direito ou considerado culpado sem que haja condenação definitiva a respeito. Portanto, saber das conseqüências jurídicas da atuação dos candidatos é direito do eleitor, facilitado pelas listas divulgadas pela a AMB e o Congresso em Foco, porém, aproximar a existência de processos administrativos ou judiciais às efetivas condenações definitivas, é uma conduta que atenta contra o estado de direito e revela ainda o ranço moralizante hipócrita que ao invés de cair junto com o véu da cúpula petista em 2005, vem recrudescendo ainda mais em função disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cabe aqui um parêntese para destacar que as listas mencionadas são bastante cuidadosas. A lista da AMB restringe-se a questões de ordem pública, interesse social, e a lista do Congresso em Foco, apesar de ser mais ampla fornece espaço aos candidatos de esclarecerem o objeto das ações listadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.amb.com.br/?secao=listacandidatos"&gt;Lista AMB&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=24732"&gt;Lista do Congresso em Foco&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5943819319747216050?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5943819319747216050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5943819319747216050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5943819319747216050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5943819319747216050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/10/eleies-2008-iv-listas-de-rus.html' title='Eleições 2008 V - Listas de Réus'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7058939250003183030</id><published>2008-09-24T10:57:00.002-04:00</published><updated>2008-09-24T11:00:36.111-04:00</updated><title type='text'>Charada...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Imagine que você está de carro numa estrada, no meio do nada, e um furacão de proporções gigantescas estivesse vindo em sua direção. De repente, num ponto de ônibus, você avista três pessoas: uma senhora idosa e doente, que precisa ir urgentemente a um hospital, o seu melhor amigo(a), que já salvou sua vida uma vez, e a mulher (homem) de seus sonhos. No carro só cabe mais uma pessoa, além de você. Quem você salvaria?
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A resposta eu posto depois... ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7058939250003183030?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7058939250003183030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7058939250003183030' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7058939250003183030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7058939250003183030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/charada.html' title='Charada...'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6034200704150423082</id><published>2008-09-24T10:51:00.003-04:00</published><updated>2008-10-02T16:55:08.237-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pílulas Etílicas'/><title type='text'>Pílulas Etílicas II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;"Expressões ambivalentes são importantíssimas em momentos em que fazer sentido é essencialmente desnecessário." Venâncio Cirilo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6034200704150423082?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6034200704150423082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6034200704150423082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6034200704150423082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6034200704150423082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/plulas-etlicas-ii.html' title='Pílulas Etílicas II'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-8145879000283694190</id><published>2008-09-19T14:45:00.006-04:00</published><updated>2009-02-11T14:35:30.945-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Video'/><title type='text'>Notaveis Meninas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ontem fui assistir ao filme A Culpa é do Fidel, sensacional filme da cineasta francesa Julie Gavras, filha do cineasta greco-francês Costa-Gavras, que mostra a mudança cultural sofrida por uma menina na França de 1971, e sua adaptação e absorção destas mudanças, fazendo um paralelo à ascensão e queda de Salvador Allende no Chile em 11 de setembro de 1973, e governos De Gaulle, França e franquista na Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esse filme me remeteu a um vídeo que revi não faz muito tempo do discurso da menina Severn Suziki, canadense que na época tinha apenas 12 anos de idade, no plenário da ECO 92 no Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Resolvi então abrir um novo marcador para divulgar vídeos que eu entenda com algum conteúdo relevante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A idéia é que se torne um marcador sobre o audiovisual em geral, com alguns textos sobre a área, mas por enquanto que sejam os vídeos que me marcaram de alguma forma, o primeiro*:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vimeo.com/1583578"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=" server="vimeo.com&amp;amp;show_title=" show_byline="1&amp;amp;show_portrait=" color="&amp;amp;fullscreen=" width="400" height="300" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;
&lt;a href="http://vimeo.com/1583578"&gt;Uma mensagem que se mantem atual.&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user556805"&gt;Herbert&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O vimeo é um sítio de armazenamento e disponibilização de vídeos nos molde do youtube, só que trabalha com vídeo em HD (Alta Definição), diferente do site do Google.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Conheci este site através do Julio, cineasta e integrante do projeto Categóricos. Não é nenhum protesto contra o Youtube, apenas uma oportunidade de divulgar mais este veículo de acesso a vídeos e imagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-8145879000283694190?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/8145879000283694190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=8145879000283694190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8145879000283694190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/8145879000283694190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/notaveis-meninas.html' title='Notaveis Meninas'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-7340273312139294188</id><published>2008-09-16T15:30:00.009-04:00</published><updated>2008-10-27T14:30:44.285-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 IV - Gabeira Careta?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ah, a hipocrisia dos políticos! Certas coisas já não me surpreendem mais, uma delas é a volubilidade dos políticos. A colcha de retalhos da vez chama-se Fernando Gabeira, candidato a prefeito do Balneário Decadente pelo PV (+PSDB+PPS).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Figura curiosa. Já foi &lt;em&gt;companheiro&lt;/em&gt; (dizem que nem tanto), petista, ajudou a fundar o Partido Verde, candidatou-se à Presidência da República (1989), abandonou o barco e voltou pro PT. Desfiliou-se mais uma vez na onda do povo do PSOL, mas ficou um tempo sem legenda, e como filho pródigo, volta ao PV, para astear a bandeira de paladino da moralidade política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ter dado um esculacho no Severino Cavalcanti em plena sessão da Câmara dos Deputados tem sido seu maior filão nesta campanha, mas, na boa, esculachar o Severino e prometer derrubá-lo, é o mesmo que chutar mendigo bêbado e dizer que vai tornar a vida dele miserável...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O que vejo como mais curioso desta figura é que após pipocar entre o PT e o PV por décadas, ele retornou à verdolândia, aparentemente porque filiar-se ao PSDB seria cara-de-pau demais. Não satisfeito em fazer pacto com a tucanagem fluminense (Zito e Cia), ele comete a aberração de declarar não ser, hoje, a favor da legalização da maconha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Porra, além dos maconheiros quem mais vai votar no Gabeira? Só mesmo a gangue da tanguinha de crochê de Ipanema. Ah sim, o Caetano Veloso declarou voto pra ele, mas aí...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Por certo Gabeira na “maturidade política”, mais uma vez radicalizou, trocou o apoio à expropriação de bancos de outrora, pelo apoio destes à sua campanha, que registrou recentemente doações de Armínio Fraga (Ex-Banco Garantia e Soros Fund Management), Walter Moreira Salles Jr. (Unibanco) e Francisco Mussnich (advogado e cunhado de Daniel Dantas)*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra quem não renega a cultura canábica como o candidato acima e não pede para que esqueçam o que escreveu, recomendo o blog do meu amigo de pernambuco, baiano e maconheiro Neco Tabosa, Filipeta da Massa, &lt;a href="http://filipetadamassa.blogspot.com/2008/08/o-foco-agora-no-legalizao-fernando.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt; o link da postagem sobre o Gabeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://filipetadamassa.blogspot.com/2008/08/o-foco-agora-no-legalizao-fernando.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*Fonte: Revista Carta Capital nº 513 - 17 de setembro de 2008.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-7340273312139294188?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/7340273312139294188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=7340273312139294188' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7340273312139294188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/7340273312139294188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/eleies-2008-iv-gabeira-careta.html' title='Eleições 2008 IV - Gabeira Careta?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3774342037560657396</id><published>2008-09-16T14:24:00.007-04:00</published><updated>2008-10-27T14:32:02.101-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 III - No Meio do Caminho Tinha o PT</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;As eleições municipais deste ano vão coroar mais uma perda de oportunidade histórica pela esquerda fluminense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Antes do início da campanha eleitoral, e até do anuncio oficial dos candidatos e coligações partidárias, pesquisas eleitorais polarizavam a disputa entre 3 (três) candidatos que representavam vertentes políticas distintas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A direita teria como força o pequeno fascista Eduardo Paes, impulsionado pela máquina estatal patrocinada pela imagem plastificada do Governador Sérgio Cabral, que vem promovendo uma das maiores explorações da máquina pública já vista em nosso estado. O populismo clerical, corrente que vem cada vez ganhando força no país, é representado pela estranha figura do ex-bispo e Senador Marcelo Crivella (PRB); e a frágil esquerda carioca teria como carro chefe a Deputada Jandira Feghali, do PC do B.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Desde o início das pesquisas eleitorais, já se delineava que a disputa principal seria para saber quem disputaria o segundo turno com o Senador Crivella, que seria vencido no segundo turno, visto que possui o maior índice de rejeição entre todos os candidatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Inicialmente a candidata do PC do B, despontava em segundo lugar, mas sua candidatura e as pesquisas eleitorais pressupunham que ela encabeçasse uma esquerda unida, junto ao PSB e principalmente ao PT, e até quem sabe também da costela deste, o PSOL. Mas a realidade não alcançou a teoria e o PT que sempre pregou a união da esquerda, dessa vez encolheu em sua arrogância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eu realmente cheguei a ficar animada com a possibilidade de ter uma mulher médica na prefeitura aqui do balneário decadente, e principalmente por ser representante do partido que sobreviveu na clandestinidade durante 20 anos de regime de exceção. O simbolismo de ter uma prefeita do PC do B é de uma força que o PT do Rio de Janeiro não alcançou, ou despeitou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sacrificada na última eleição para o Senado Federal em 2006 pela impotência da candidatura de Vladimir Palmeira (PT) ao Governo do Estado, Jandira viu sua vaga ir parar nas mãos do embalsamado Francisco Dornelles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ao escolher apresentar candidatura própria o PT entregou a disputa de bandeja ao neofascista Eduardo Paes, que de cria do Cezar Maia (DEMO) passou a menina dos olhos do imperialista Sérgio Cabral, e a esquerda carioca perde mais uma oportunidade de reconstruir sua história, decadente desde o fim dos anos brizolistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A candidatura do insosso Alessandro Molon e até a “independência” do PDT é o reflexo da falta de visão política coletiva e de um projeto real de mudança da esquerda carioca e fluminense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos últimos 10 anos o PT fluminense sofreu reiteradas censuras na escolha dos candidatos à cargos executivos, mesmo após escolher em prévias democráticas seus candidatos, lhe era imposto candidato que interessava a cúpula do partido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bati palmas ao escolherem Wladimir Palmeira para ser o primeiro candidato após o fim das amarras da paulicéia desvairada, mesmo sabendo que não havia chance de vitória, pois se o objetivo principal era a ressuscitar a militância em torno de um grande nome local do partido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, nestas eleições, quando o PC do B - partido que ao longo das últimas décadas reforçou suas fileiras de campanha em coligações - apresenta uma candidata forte, com histórico de luta junto a movimentos sociais, e com aceitação de grande parte da militância, o PT lhe dá as costas, isolando-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Triste é a face do PT fluminense, triste é sua arrogância política. O discurso de união da esquerda só funcionou enquanto o candidato vinha dos quadros do PT. Faltou-lhes humildade e solidariedade. Preferiu o PT plantar uma possível candidatura do Molon ao Senado Federal daqui a dois anos, do que entrar na luta junto ao seu parceiro histórico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei os termos, e nem se houve tratativa de uma coligação entre PT e PC do B, certo é que a estrela do PT no Rio não brilha mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jandira Feghali é minha candidata à prefeitura da capital de um dos estados mais reacionários do país, e ainda acredito que simbolismos quebrem paradigmas e extirpem preconceitos.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=715"&gt;AQUI&lt;/a&gt; a última pesquisa para prefeito do Rio de Janeiro feita pelo Data Folha, onde o Eduardo Paes já polariza com Crivella um provável segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3774342037560657396?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3774342037560657396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3774342037560657396' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3774342037560657396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3774342037560657396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/eleies-2008-iii-no-meio-do-caminho.html' title='Eleições 2008 III - No Meio do Caminho Tinha o PT'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-3476325060508934835</id><published>2008-09-04T18:06:00.003-04:00</published><updated>2008-09-04T18:24:48.883-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Categóricos'/><title type='text'>Projeto Categóricos II – Primeiras Impressões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;No dia 22/08 rolou a segunda reunião dos "Categóricos". Esta teve lugar no Planeta do Chopp, bar em frente a UERJ em Vila Isabel, e reuniu 4 integrantes, além do blogueiro sequelado aqui, AJJ Loureiro, André Nóbrega e Leandro Uchoas (jornalista).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Além de discussões sobre a estrutura do site, foi apresentado por cada integrante do grupo um texto sobre o que entende que seja o projeto. Eu não escrevi porra nenhuma, só que como o Andrézinho (AJJ) já sabia que isso poderia acontecer, imprimiu minha primeira postagem sobre o projeto aqui do blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sugeri que todos escrevessem esses textos na primeira reunião, para que fossem publicados no perfil de cada um no site (ou sítio). A idéia é que o leitor/visitante do sítio tenha noção do que representa aquele projeto pra cada um dos integrantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Obviamente é necessária uma apresentação comum do projeto, mas a visão pessoal de cada integrante do projeto é também uma forma de dar ao leitor a noção da idéia de diversidade e coexistência no ambiente crítico e criativo proposto para e pelo sítio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Teorias a parte, gostei do que li, por ter dado uma noção da linguagem praticada por cada um. A questão da linguagem é muito importante na formação da identidade dos participantes e isso ainda será bastante abordado, tanto aqui como nas discussões do grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Os textos foram bastante heterogêneos, da crônica à morfologia. O ponto comum entre eles foi o destaque às pessoas, e não aos temas a serem abordados. Como a maioria de nós se conheceu através do grupo, esse destaque soou mais como espectativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É claro que são primeiras impressões, o que é importante, mas longe de ser definitivo. Dentro dessas primeiras impressões, a mim sobressaiu uma das características do projeto que vem se revelando aos poucos, que é a inversão da lógica usual, do foco em uma construção específica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aqui faço gancho para a terceira reunião, em 29/08, que teve lugar num café no paço imperial e depois migrou para um barzinho em frente a ALERJ (é claro). Dessa vez sem o André Nobrega, mas reforçado pelo Renato Jr.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nesta reunião, assim com nas anteriores, observei que o foco do projeto não está atado a um objetivo específico, e sim as pessoas que o compõe, buscando agregar potenciais que isolados não teriam possibilidade de dar vazão a produção, seja ela qual for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Engraçado que o meu receio em não enquadrar meu perfil no objetivo dos demais participantes não se resolveu no papo de diversidade, mas sim quando me dei conta que o foco não é uma construção comum e sim construir, utilizar esse mecanismo para gerar o que nos der tesão, em associação ou independentes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Foi interessante observar que aos poucos isso tem se tornado senso comum, sem que tenha havido tal discussão, uma conscientização natural. As idéias díspares foram surgindo e ao invés de conflitar com a idéia de cada um para o que seria o grupo, entraran na discussão e foram digeridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O formato do site reflete bem isso. O sítio, que inicialmente me parecia o projeto em si, vai se revelando apenas a ferramenta para articulação de idéias e sua canalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mais uma vez, são apenas impressões iniciais, então, deixa rolar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra finalizar, esclareço que as postagens sobre o grupo não serão relatos das discussões, mas impressões sobre a evolução do grupo em si. As idéias ou posições surgidas das discussões serão citadas, ou não, em postagem sobre os temas, se e quando eu as fizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A próxima reunião rola dia 06/09, sábado – depois da praiana, se o sol firmar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-3476325060508934835?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/3476325060508934835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=3476325060508934835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3476325060508934835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/3476325060508934835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/09/projeto-categricos-ii-primeiras.html' title='Projeto Categóricos II – Primeiras Impressões'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-2805253160531827544</id><published>2008-08-20T17:58:00.006-04:00</published><updated>2008-08-29T09:47:59.725-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Categóricos'/><title type='text'>Projeto Categóricos - Quebrando a Inércia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Bom, isso aqui está rendendo, continua com seus fiéis (ou não) 7 leitores, mas tá rendendo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Há cerca de um mês meu decano amigo Andrezinho - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;André Luis AJJ Loureiro, jornalista, roteirista, diretor, escritor, etc. - me convidou pra participar de um grupo de discussão que ele e um colega da faculdade de cinema, André Nóbrega, estavam re-formando chamado “CATEGÓRICOS”. Sinceramente o nome me apeteceu muito não, mas é a cara do Andrezinho, então tá responsa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Segundo o Andrezinho, o grupo busca enriquecer discussões sobre temas relevantes nas mais diversas áreas, e com base nestas discussões construir um sítio na internet para divulgação dessas discussões e de materiais próprios dos participantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Achei a idéia muito interessante, principalmente partindo desde já do objetivo de materializar as discussões no sítio e expandir a discussão para a rende mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Na última 5ª feira (13/08) rolou a primeira reunião na cafeteria do Espaço de Cinema em Botafogo - lugar reprovado porque, apesar de ter café, não tem sinal pro celular ¬¬. Embrionária e com alguns desfalques, a reunião serviu pra quebrar a inércia, e já deu pra sentir que o projeto vai ser no mínimo interessante. Para se ter idéia da confusão que o Andrezinho tá armando, participou da reunião, André Luiz AJJ Loureiro (jornalista e roteirista); André Nóbrega (cineasta), Renato Júnior (filósofo); Gaba (Gabriel) Loureiro (arquiteto) e eu (advogado).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A reunião não avançou em grandes discussões, foi mais uma apresentação dos participante e coleta de primeiras impressões sobre o projeto do sítio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Em princípio, o sítio será um mosaico de espaços individuais com conteúdo próprio de cada elemento do grupo e uma área comum com as discussões semanais, participação de colaboradores e etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Particularmente tenho dificuldade de encontrar um lugar para a minha participação no site, explico por quê:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nas rodas discussão não tenho dificuldade em me inserir, pelo contrário curto o confronto de idéias, mas a primeira reunião revelou a ambição dos demais participantes em utilizar o espaço virtual também como meio de divulgação de trabalhos profissionais, aí é que ficou esquisito pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sou um resmungador que encontrou aqui no blog um refúgio pra desopilar a agressividade das idéias e indignações do dia a dia. O sítio como uma proposta profissional não só no sentido coletivo, mas também individual vai demandar algumas restrições aos meus textos. Apesar de ter um senso mínimo de responsabilidade ao divulgar meus textos em espaço público, não encaro o blog com ambições profissionais e, portanto, ao escrever não vislumbro futuros conflitos de interesses que algumas opiniões possam causar em determinado estágio de profissionalização do projeto, exceto algo que tenha reflexo direto a minha atividade profissional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não sou hipócrita em dizer que este blog é apenas um hobbie, porque me comprometo com as idéias que publico e tenho sim a real intenção de ser lido e provocar pelo menos um desconforto mental em quem lê, mas tampouco é um projeto profissional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Por isso, ainda acho que o convite deva ser maturado pelo grupo para que no futuro eu não me torne um entrave na ambição profissional deles. O Andrezinho disse que eu estou errado, que justamente o caráter amador dos meus textos é que vai ser enriquecedor pro site, mas isso vai se definindo aos poucos, e pelo grupo. O certo é q a primeira impressão foi boa e com certeza o mediador vai ter muito trabalho para conter o ímpeto dos debatedores, ou melhor, administrá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Resistência Carioca está rendendo, só espero não entornar o caldo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pronto, “cumprida a exigência mínima” de um clichê por texto, finalizo dizendo que sexta-feira agora tem outra reunião, depois comento aqui o que rolou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-2805253160531827544?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/2805253160531827544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=2805253160531827544' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2805253160531827544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/2805253160531827544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/projeto-categricos-quebrando-inrcia.html' title='Projeto Categóricos - Quebrando a Inércia'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-276537534819541293</id><published>2008-08-15T13:40:00.004-04:00</published><updated>2008-08-29T09:46:53.796-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 II - Confirmação dos Candidatos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Complementando a informação da postagem I da série sobre as eleições municipais deste ano e usando isso como desculpa, na mais pura cara-dura, para manter o tema vivo no blog sem ter que postar algo com mais conteúdo, esta semana foi divulgado pelo TRE-RJ que todos os candidatos que se inscreveram para o pleito de 03/10 tiveram suas candidaturas homologadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Se alguém reparou nas notas da postagem, alguns candidatos com reais chances de eleição ainda não haviam sido aprovados pelo TRE, como é o caso do candidato Eduardo Paes (PMDB) que tinha sobre ele questão de conflito de datas de descompatibilizãção do cargo de Secretário de Estado de Esportes do atual governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-276537534819541293?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/276537534819541293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=276537534819541293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/276537534819541293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/276537534819541293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/eleies-2008-ii-confirmao-dos-candidatos.html' title='Eleições 2008 II - Confirmação dos Candidatos'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-5499987914502286735</id><published>2008-08-15T13:21:00.006-04:00</published><updated>2008-08-29T09:45:59.889-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olimpíadas Pequim 2008'/><title type='text'>Olimpíadas Pequim 2008 III - Dos Filhos Teus Que Não Fogem à Luta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eu não pensei em escrever tão cedo sobre as olimpíadas que estão sendo realizadas do outro lado do planeta, mas como dizem os especialistas, os jogos olímpicos vão além da competição, aí começam a se deleitar no espírito olímpico, o saco enche e mudo de canal, viro a página, mudo a estação, o que seja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nunca fui muito fã do termo, pois assim como todo o termo que apela ao emocional humano acaba sendo super-explorado, enchendo a porra do saco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Então não vou falar no espírito olímpico, vou falar no lado humano dos jogos. O esporte é um meio de inclusão, mesmo que os patrocinadores e organizadores se esforcem para minimizar esta essência do esporte, na busca nem sempre ética por resultados e lucros. O esporte carrega o ingrediente de paixão, superação, o mais puro e carnal TESÃO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;E como já disse aqui uma vez (e repetirei outras tantas), TODO TESÃO É ENCANTADOR! A realização de atletas em superação pessoal é a mágica do esporte, mas o que encanta é a peso que um atleta brasileiro carrega consigo, o que nos conecta a um conceito do desporto como agente de mudança social. Aqui digo atleta brasileiro, mas poderia ser angolano, argentino, chileno, venezuelano, mexicano...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É claro que impressiona, empolgam os resultados fenomenais, como os alcançados pelo estadunidense Michael Phelps, no entanto, o super medalhista fica em segundo plano quando se defronta com a humildade e a superação, por exemplo, de um judoca que da periferia paulista atravessou o mundo, derrubou adversários, foi derrubado, se reergueu e venceu, mesmo não conseguindo medalha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não disse que foi derrubado de novo porque não o foi, ele não recebeu medalha chinesa, mas não foi derrotado, o valor da luta deste judoca não é diferente da luta diária de todos nós (bem mais de “todos” do que de “nós” – essa também não é nova). É símbolo de honra e patriotismo. No caso do atleta desamparado, o esporte além de testar nossos limites físicos e mentais, coloca nosso corpo como alavanca de superação a todas as adversidades externas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O desportista nacional – aqui me refiro aqueles que se comprometem na busca de resultados competitivos - olímpico ou não, não deve ser visto como mera luta pura do indivíduo isolado contra seu adversário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O desportista de alto rendimento demanda a transformação do corpo em energia além da sua própria crença inicial e para isso demanda estrutura técnica e pessoal para que possa ser extraído o conceito limitador do desempenho atlético, porém para o atleta que busca o alto rendimento no Brasil esta luta contra ao adversário, e sim a assunção de privações para superar as limitações impostas pelo meio em que vive, alcançar o status de “competitivo” e a partir daí iniciar a luta para superar competidores de alto rendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O atleta que assume este desafio enfrenta a injusta responsabilidade de alçar toda sua equipe, família, amigos e todos aqueles que contribuíram de alguma forma para fosse aceito pela comunidade olímpica, a um resultado que lhes dê as honras que merecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Que fique claro que a medalha alcançada por estes atletas desamparados (de investimento em estrutura e financiamento) não é um prêmio pela vitória na luta decisiva e sim o simbolismo da luta que já lhe era merecido por vencer tantas adversidades até aquele momento, prêmio este que ele merecia já quando resolveu encarar o desafio de ir a uma olimpíada do outro lado do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É claro que buscam medalhas e reconhecimento pessoal, mas só um atleta que carrega tanta responsabilidade nas costas como os atletas amadores brasileiros, tem o direito de se satisfazer com a conquista de um lugar que lhe é culturalmente negado desde sempre e independente do resultado saber que seu orgulho venceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Continuo me irritando com as matérias sobre o “espírito olímpico”, mas não deixo de me emocionar quando vejo um ciclista competindo com sigo mesmo, carregando pedra no rim, quando leio sobre o quase esquecido atleta de taekwondo Diogo Silva que, mesmo sendo medalhista de ouro nos últimos Jogos Panamericanos, não foi à olimpíada por culpa de política na sua federação, quando vejo uma mãe emocionada ao sentir a angústia na voz do filho Eduardo Santos, judoca brasileiro peso médio, quando olho um atleta brasileiro e o vejo alheio aos seus pares estrangeiros, pois pra ele sua pátria vai além daqueles jogos e aquela disputa é a mesma enfrentada diuturnamente pelo seu povo contra a força opressora velada desta própria pátria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Um atleta brasileiro amador, como a grande maioria dos atletas da delegação brasileira, não pensa na medalha como objetivo máximo para o seu país é irrelevante, a medalha é objetivo máximo pessoal. O objetivo máximo de representação da pátria por eles já foi alcançado, venceram seu próprio país e o conquistaram, mostrando o valor que tem seu povo. Por mais que tentem aliená-lo e obrigá-lo a aceitar uma posição subserviente na casta social secular, ele vai lutar e vai vencer. Se os meios para lutar são cada vez mais estreitos ele será cada vez mais esguio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O judoca Eduardo dos Santos pode não vencer para os que entendem o pódio como única representação da vitória, mas venceu pelo sorriso e pelo choro, que é dele e reflete o sentimento de ter ido além do que lhe era permitido pela sociedade em que vive.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não preciso escutar um discurso político-patriota do judoca Eduardo Santos, nem de suas desculpas, e sei que estas também não são pra mim. O patriotismo dele está estampado no choro de sua mãe e pela responsabilidade que ele mesmo se impôs de honrar seus pais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A lista de injustiças, superações e redenções, de atletas inominados, esquecidos e abandonados é infindável, é revoltante! A memória do esporte tem preço na camisa que o Pelé usou sei lá quando, sei lá pra que, mas é miserável no dia seguinte à cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos. O esporte é apenas uma face da realidade nacional. Assim como os atletas, provavelmente escreverei sobre os pesquisadores, artistas e demais a gentes sociais que são esmagados pelo poder político e econômico, impedindo o desenvolvimento humano do país. Assunto recorrente e irrecorrível que se repetirá à exaustão enquanto eu estiver por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Entendam o episódio do judoca negro e periférico como um caso de amor à família, ou como metáfora representativa de todos os atletas e brasileiros que lutam todos os dias contra seu próprio país em defesa de seu patriotismo, ou ainda como uma simples interpretação ufanista, pouco importa, mesmo assim me permito reconhecer no judoca Eduardo Santos, mas um filho teu que não foge à luta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-5499987914502286735?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/5499987914502286735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=5499987914502286735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5499987914502286735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/5499987914502286735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/olimpadas-pequim-2008-iii-dos-filhos.html' title='Olimpíadas Pequim 2008 III - Dos Filhos Teus Que Não Fogem à Luta'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6045414951346160045</id><published>2008-08-12T16:41:00.004-04:00</published><updated>2008-08-29T09:45:59.889-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olimpíadas Pequim 2008'/><title type='text'>Olimpíadas Pequim 2008 II - Equipe Apátrida?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mantendo o tema olímpico, me chamou atenção a peculiar solução encontrada pela CBF – Confederação Brasileira de Futebol para a vedação da utilização de símbolos de federações nacionais nos uniformes dos atletas imposta pelo COI – Comitê Olímpico Internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entendo que pela marca e pelo contrato que possui com patrocinadores e fornecedores de material esportivo - no caso a estadunidense Nike - a CBF não queria ostentar no uniforme de sua equipe o símbolo do COB, mas qual seria o critério para o lado esquerdo do peito dos atletas não possuir nenhum símbolo nacional que os identifique?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois é, a camisa da equipe de futebol masculino brasileiro tem como único símbolo a marca do fabricante de material esportivo do lado direito do peito, de novo, da estadunidense Nike.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será que o fornecedor também vetou que o time da CBF ostentasse o símbolo máximo do país que esta diz representar, ou ficaria caro demais prender umas bandeirinhas do Brasil no lado esquerdo do peito dos atletas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra mim nem a CBF nem a NIKE quiseram correr o risco de “lançar” um modelo que, devidamente pirateado, claro, teria mais sucesso que o modelo com o escudo da CBF.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a imprensa que como por mágica é unânime em não tecer qualquer comentário a respeito da equipe apátrida. Menção seja feita à Rede Globo que, com sua conhecida lógica obtusa, dedicou quase um bloco inteiro do Jornal Nacional a decantar odes poéticas e depoimentos emocionados de jogadores e comentaristas a respeito da orfandade canarinha pela ausência do escudo cebeefeano. Um deles, o atacante Anderson, bate no peito para dizer que a “seleção” é 5 estrelas. É sim, no campeonato da FIFA, porque no torneio do COI é apenas mera frustração reincidente. Outro atleta, o volante Hernandes, se emociona ao dizer do orgulho que tem pelo escudo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seria engraçado se não fosse triste a ignorância do jogador brasileiro. São jovens (20 anos e média), mas já com contas correntes parrudas o suficiente para adquirirem um pouco de cultura. Eu acho até irônico, demonstrando que a equipe da CBF mais do que nunca se distancia do sei país de origem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6045414951346160045?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6045414951346160045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6045414951346160045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6045414951346160045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6045414951346160045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/olimpadas-pequim-2008-ii-equipe-aptrida.html' title='Olimpíadas Pequim 2008 II - Equipe Apátrida?'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-6905469086266478996</id><published>2008-08-12T16:16:00.002-04:00</published><updated>2008-08-29T09:46:14.635-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olimpíadas Pequim 2008'/><title type='text'>Olimpíadas Pequim 2008 I - Investimento X Resultado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Enquanto a política partidária continua com suas cenas e cenários repetidos e sem qualquer criatividade, apesar de continuar acompanhando seu desenrolar, me permito ficar um pouco alheio a comentários sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Fora a política, o tema recorrente nos noticiários atualmente são os Jogos Olímpicos de Verão (gostei do termo) em curso na capital chinesa, Pequim ou Beijing.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Escolhido o tema, resta saber a abordagem a ser usada. Abordar a questão humanitária envolvendo o espírito olímpico e a contradição deste espírito diante da política opressora do país sede, ou comentar a patética atuação do COB – Comitê Olímpico Brasileiro na estruturação e incentivo aos esportes olímpicos nestes últimos 8 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A segunda opção me parece mais atraente no momento...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Segundo a Secretaria de Alto Rendimento do Ministério do Esporte entre 2001 e 2006 foram destinados através da Lei Agnelo/Piva e da Lei de Incentivo ao Esporte cerca de 400 milhões de reais para o desenvolvimento de esportes olímpicos, mas especificamente ao COB. Estes recursos ainda são complementados por investimentos diretos, também milionários, de empresas estatais como, por exemplo: Eletrobrás (basquete), Correios (esportes aquáticos), Infraero (judô), Caixa Econômica Federal (ginástica e atletismo), Banco do Brasil (vôlei e vôlei de praia) e Petrobras (handebol, tênis e o próprio Comitê Olímpico).*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;No entanto, com raras exceções o esporte nacional continua a míngua de investimento técnico e refém de estruturas medíocres e dirigentes no mínimo irresponsáveis, encabeçados pelo “sofisticado” Presidente Vitalício do COB, Carlos Arthur Nuzman.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mesmo com a remessa monumental de dinheiro feita pelo Governo Federal ao COB, o Brasil continua dependendo do surgimento de eventual fora de série que além de talento, ou venha de berço, ou seja, um obstinado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não é à toa que o Brasil tem bons desempenhos em esportes historicamente praticados por jovens de classe média e que demandam pequenas estruturas como a Natação, Judô e etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Judô é o maior exemplo, o esporte que mais conquistou medalhas em olimpíadas (contando as 3 de bronze conquistadas em Pequim) se sustenta da difusão centenária do esporte na formação de jovens de classe média em academias e escolas. Esporte individual que não demanda grandes investimentos para sua prática, e por ter sua base formada por jovens de classe média as despesas de viagens acabam sendo cobertas pelos próprios atletas e suas famílias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A questão do Judô é tão emblemática que pela ausência de uma estrutura de alto rendimento fica sempre a um passo de se tornar destaque mundial. O algo a mais que o ergueria ao patamar de potência no esporte é sempre esperança para a próxima olimpíada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Na outra ponta está o atletismo, esporte muito difundido em projetos sociais não consegue destaques olímpicos consistentes, porque para alcançar o alto rendimento nas modalidades de atletismo, o atleta necessita de um acompanhamento minucioso que vai desde alimentação, passando por trabalhos musculares específicos até à pesquisa aerodinâmica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra não esquecer de esportes coletivos, que tal o Handebol? O Handebol é um dos esportes mais praticados nas escolas de ensino médio, e que possui o mesmo potencial humano de esportes como o Vôlei e o Basquete. No entanto, por incompetência das federações e do próprio COB, está sempre quase empatando com equipes do segundo escalão mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cabe ainda destacar a Natação, que teve seus maiores nomes produzidos nas piscinas de universidades americanas; os aristocratas Iatismo e Hipismo; o Remo que apesar de muito difundido é praticado de forma precária nos clubes nacionais. Isso pra citar só alguns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A questão do investimento no esporte de alto rendimento vem à tona no conflito dos discursos praticados pelo Ministério dos Esportes e do patético Presidente do COB. O primeiro com propriedade de quem investiu como nenhum outro governo no esporte cobra resultados em forma de medalha para estampar o investimento feito, o segundo se diz preparando o esporte para daqui a 4 – 8 anos, mas não apresenta qualquer evolução neste último ciclo olímpico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A questão é aonde foi parar todo esse investimento federal? De quem é a responsabilidade na destinação destes recursos e qual seriam as posturas a serem adotadas para realmente formar atletas profissionais de alto rendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Deixo claro aqui q não falo em investimento em projetos sociais que utilizando o esporte como meio de inclusão social e sim de investimento direto em atletas de alto rendimento, nos moldes da ginástica olímpica com a formação de seleção permanente e estrutura de ponta e equipe técnica de alto nível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Outra faceta desta falência desportivas são as próprias federações desportivas que perpetuam verdadeiros clãs familiares no poder se tornando motivo de êxodo de atletas dissidentes, como a federação de Basquete, de Taekuondo, Judô, Tênis, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A questão da federação, assim como no COB se assemelha a questão do Sistema S de ensino (SENAC, SESI, SESC, etc.) onde instituições privadas recebem vultuosos recursos públicos mas se arvoram intangíveis pela fiscalização estatal. A própria CBF não escapa desta questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A imprensa vem focando a questão numa queda de braço entre o Governo Federal e o COB, quando na verdade o que chama atenção é a administração ridícula do COB e a má destinação dos investimentos públicos, refletida principalmente na total ausência de articulação política entre o órgão máximo do desporto olímpico nacional e as federações das modalidades olímpicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cabe sim discutir uma forma de atuação fiscalizadora do Governo Federal junto ao COB para cobrar o retorno do investimento pesado feito no setor, e se for o caso a descentralização destes recursos com a criação de mecanismos de atuação do Ministério do Esporte diretamente junto ás federações desportivas, com a participação ativa do Ministério Público (Federal e Estadual) para inibir e fiscalizar eventuais desvios de conduta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Concordo com o Secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, o nadador medalhista olímpico (bronze em 1980) Djan Madruga, quando ele afirma que espera resultado das equipes que receberam investimentos, no mínimo equiparados aos alcançados nos jogos de Atenas em 2004.*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Munir as equipes de responsabilidades é reflexo de profissionalização do esporte e uma forma de trazer o atleta ao processo político, conscientizando-o dos investimentos destinados a sua modalidade para que ele possa exigir a aplicação profissional dos mesmos, se tornando agente de fiscalização e construção da estrutura que tem como objetivo final o seu próprio alto rendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;(&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;)fonte: Revista Carta Capital de 30/07/2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-6905469086266478996?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/6905469086266478996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=6905469086266478996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6905469086266478996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/6905469086266478996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/olimpadas-pequim-2008-i.html' title='Olimpíadas Pequim 2008 I - Investimento X Resultado'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-4810324085074322269</id><published>2008-08-11T17:15:00.009-04:00</published><updated>2010-02-01T09:19:44.947-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Dos Parênteses e Coadjuvantes</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Eu disse na postagem anterior que iria iniciar um série de comentários sobre os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, só que diante do cenário triste que revela o horizonte eleitoral aqui no Balneário Decadente, o assunto não tem me dado tesão suficiente pra escrever ainda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Se a política carioca não me dá tesão pra comentar, recorro a mesa de um bar (clichê!) para desenvolver um tema novo, pois esta é mais produtiva que minhas elocubrações mentais isoladas. No meio do caos de comentário etílicos o tema sobre o qual eu tentava desenvolver um discurso acaba se distraindo em algum comentário aleatório, abrindo parênteses que dão azo a um tema paralelo ainda mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não poucas vezes, considero os parênteses muito mais divertidos que o texto principal...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Costumo me ater aos parênteses com freqüência. Me fixo em certa informação marginal, e pra ela transfiro o eixo do giro da minha mente... Uma pena que em 90% das vezes a viagem patrocinada pelos parênteses se perca antes mesmo de alcançar algum tipo de conclusão que realmente faça sentido. Mas mesmo perdidos, os parênteses plantam a informação ou a “viagem” no subconsciente, e acaba por ressurgir eventualmente inserida em outro contexto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Pra mim os parênteses funcionam como aquele núcleo coadjuvante dos filmes, livros ou programas de televisão, que acabam roubando a cena, e ganhando mais notoriedade do que os protagonistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Inúmeros filmes podem ilustrar o brilho dos coadjuvantes. Na infância, nos filmes d'Os Trapalhões, assim que começavam as brigas entre os mocinhos e os bandidos, as cenas da dupla Mussum-Zacarias arracavam mais risos que os golpes plásticos da dupla Didi-Dedé. Ou mais recentemente o filme “Um Lugar Chamado Noting Hill” onde o ator principal não possuía qualquer carisma, enquanto seu exótico companheiro conquistou a platéia, depois do sorriso da Julia Roberts, é óbvio. Na literatura juvenil, Huckberry Finn, que de amigo "sujismundo" do pentelho aristocrata Tom Sawyer, se tornou protagonista de grandes aventuras em título de Julio Verne. Posso aqui listar inúmeros seres toscos e/ou charmosos que marcaram mais do que seus colegas protagonistas, mas aí cada um se diverte com a lembrança que preferir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;
Na informalidade dos textos aqui do blog me permito sempre abrir, mas nem sempre fechar, parênteses para inserir uma associação aparentemente sem nexo, fazer uma ironia, um sarcasmo, ou mesmo um comentário "avacalhativo" sobre o que me der vontade, inclusive a mim mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Me divertem os parênteses por serem os retoques indispensável para a composição de uma bela obra. Por outro lado, com eles tenho muito cuidado, talvez não muito, admito, porque assim como aconteceu com esse texto, o assunto começa sobre um tema e acaba desvirtuado pelos parênteses nos quais muitas vezes me perco e acabo não achando o caminho de volta ao tema principal.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então para evitar o risco dar destaque demais ao coadjuvante e descobrir a limitação do personagem (ou do intérprete – o que me lembra um gari-gago-socialista interpretado pelo ator Murilo Benício, que depois do divertido personagem coadjuvante se revelou um sofrível protagonista), como tantos assassínios perpetrados pela exploração desmedida de coadjuvantes, encerro esse texto que na verdade foi apenas mais um parêntese aberto no blog.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-4810324085074322269?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/4810324085074322269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=4810324085074322269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4810324085074322269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/4810324085074322269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/ds-parnteses-e-coadjuvantes.html' title='Dos Parênteses e Coadjuvantes'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-737935973045285785</id><published>2008-08-05T16:57:00.006-04:00</published><updated>2008-08-29T09:46:43.586-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Municipais 2008'/><title type='text'>Eleições 2008 I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Eleições Municipais – Mas Que Merda, Hein?!”&lt;/em&gt; este deveria ser o título desta postagem, tendo em vista o cenário político que se desfralda (com destaque pra fralda) no Balneário Decadente. Então, antes que eu me intoxicasse com meu próprio veneno, vou destilá-lo através do meu teclado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As eleições municipais são menosprezadas por muitos, pelo fato serem consideradas esfera política menor da república, mas de fato a municipalidade é o campo ideal para o estudo e implementação de políticas públicas visando mudanças estruturais e o desenvolvimento humano. Educação infantil e ciclo básico (0 à 14 anos), saúde comunitária, clínica e preventiva, transporte público e a bizarra guarda municipal são políticas públicas de ação imediata dos municípios. A criação do Ministério das Cidades abriu a possibilidade de investimento direto e articulação política entre a União e os municípios visando a reorganização do espaço urbano, a projeção de seu crescimento sustentável, e a viabilização da inclusão das comunidade pobres no processo de reforma urbana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqui no Rio de Janeiro, onde não existe qualquer projeto real de reforma urbana (se é que alguém já ouviu falar nesse conceito), a campanha eleitoral é desolável... Não bastasse a escassez de representatividade de qualidade, os erros políticos de legendas importantes na composição das coligações podem decretar o desperdício de uma oportunidade histórica de, pelo menos, mudança do eixo do poder (bushística essa, hein?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A esquerda que se isola e individualiza, no momento em que deveria se agrupar em torno de um nome com reais possibilidades de vitória. A afronta do princípio constitucional do estado laico. A ressurreição de camaleões políticos como paladinos da moralidade. Carrascos de comunidades carentes. Padrinhos de construtoras. Estas são algumas das faces do embate político dos próximos meses na capital do estado que teve como último grande político, um gaúcho que involuntariamente gerou no ventre de seu partido os mais nefastos políticos do balneário decadente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa postagem abre a discussão eleitoral no blog e o início das minhas considerações sobre os principais candidatos à Prefeitura do Balneário Decadente e seus programas de governo. Por ora vou apenas listar em ordem alfabética os candidatos para que vocês tenham noção inicial do drama que vai ser votar esse ano*: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alessadro Molon (PT); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antonio Carlos** (PCO); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eduardo Paes** (Unidos Pelo Rio - PMDB, PP, PSL e PTB); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eduardo Serra (PCB); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fernando Gabeira (Frente Carioca - PV, PSDB e PPS); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Filipe Pereira** (Rio Esperança - PSC e PRP); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chico Alencar (Frente Rio Socialista - PSOL e PSTU); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jandira Feghali (Mudança Pra Valer - PC do B, PSB, PTN e PHS); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Marcelo Crivella (Vamos Arrumar o Rio - PRB, PSDC, PRTB e PR); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Paulo Ramos (PDT); &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Solange Amaral** (Experiência e Sensibilidade Pra Mudar o Rio - DEM, PTC e PMN) e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vinicius Cordeiro** (PT do B).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*a lista em ordem alfabética foi extraída do site do TRE-RJ – &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tre-rj.gov.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.tre-rj.gov.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;**candidatos com a candidatura ainda pendente de julgamento pelo TRE-RJ.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-737935973045285785?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/737935973045285785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=737935973045285785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/737935973045285785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/737935973045285785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/eleies-2008-i.html' title='Eleições 2008 I'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905127.post-1257706152403396633</id><published>2008-08-03T18:37:00.003-04:00</published><updated>2008-09-23T13:20:36.384-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Móbiles'/><title type='text'>Todo Tesão é Encantador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após algumas semanas férteis, hoje me vejo com um belo problema: Escassez de tempo e excesso de assuntos. Admiro os cronistas por isso, diante da complexidade de temas cotidianos condensam em prosa ritmada as críticas e o humor dentro da coerência própria de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho minha coerência, até certo ritmo, mas tenho mais dúvidas que certezas. Essas dúvidas vêem do excesso de informação e da complexidade do conhecimento necessário para entendê-la, e daí dar azo ao raciocínio crítico e construir de forma concisa e atrativa a exposição dessas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha criatividade e inspiração até permite me articular em textos, mas nunca completos, nunca o espaço ou minha é suficiente para refletir tudo o que minha mente processa, assim descubro que não sou literatura. Não sou literatura, mas dechavo (do carioquês, dechavar = esconder) isso com o tesão em divagar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou um falador, falo a esmo sobre os assuntos que me provocarem e que conseguirem sobreviver ao curto e esburacado caminho da mente à fala, ou o teclado no caso. O que me provoca são assuntos não as pessoas. Não interessa o tema, qualquer discussão é passiva de gerar uma opinião, com base na articulação lógica de premissas gerais. Só é preciso atenção na absorção do tema e o impulso “criativo” (entre aspas, porque não crio porra nenhuma) para dar forma a uma tese que consiste em... não interessa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não interessa o teor da opinião, o falador apenas se atém à eloqüência do argumento. Frases ou pensamentos soltos, se colhidos no ponto e arregimentados de forma lógica e concisa com base em premissas gerais revelam uma equação, e conseqüente conclusão, até certo ponto sólida, desde que apresentadas com tesão, porque todo tesão é encantador!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;TODO TESÃO É ENCANTADOR!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sou literatura porque não crio, divago, contextualizo, encadeio, surto e agrido com veia lógica e quase sempre concluo de forma óbvia, limpando o argumento das terminologias cansativas e muitas vezes ininteligíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Normalmente evito a terceira via, a via central, a posição conciliatória porque esta revela apenas a fuga da discussão, pura babaquice... ou não. Não sou interlocutor, nem tenho tamanha pretensão, provavelmente por falta de talento pra tanto. Busco o extremo capenga, o extremo que não revoluciona, apenas quebra o paradigma, ou remove o eixo da discussão buscando o elemento de mudança, mas nunca se arvorando tal elemento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não me considero literatura, mas tão pouco inútil. A minha busca em dar eloqüência ao tema desmerecido, em princípio opaco e frágil, se aproxima de um movimento filosófico por seu teor de desconstrutivo. Gosto de transformá-lo (o tema) em motivo de comoção e indignação sem cair numa vertente propagandista de qualquer vértice político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Minha não literatura é simbólica, pois tenta dar destaque ao que é relegado ao esquecimento e torná-lo vibrante na mente de quem lê. Mas minha retórica está viciada porque não atinge quem não quer ouvir. Acredito que provoque quem não conhece, mas nunca instiga quem não quer saber, o que é um defeito, pois são estes que mais se enganam na retórica banal e plastificada na propaganda tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sou literatura, um dia espero ser marginal, quem sabe um dia literatura marginal como tantos que admiro. Quem sabe às margens da literatura eu possa cuspir meus marimbondos e de tempos em tempos acertar uma ferroada na bunda das mentes moribundas (rima triste e involuntária, mas fica, foda-se).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chato eu sempre fui, retórico e argumentativo também, mas agora sou letras gravadas na rede, não sou um grito (porque de oprimido e excluído tenho quase nada), mas um resmungo alto e perturbado, não digo ‘basta’ ou ‘chega’, mando à merda meRmo, ligo o ‘foda-se’! O ‘foda-se’ liberta, como diz o humorista... Liberta, mas não constrói. Por isso ligo o ‘foda-se’ para que me liberte do engessamento do cotidiano de todos nós, mais de nós do que de todos, e me traga a esta tela negra para que escorram sobre o teclado os pensamentos, argumentos, idéias e assim alivie o giro alto da minha cabeça seqüelada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sou literatura, mas tô aí resmungando alto... resistindo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora, porque eu escrevi isso tudo? Vai saber...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905127-1257706152403396633?l=resistenciacarioca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/feeds/1257706152403396633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905127&amp;postID=1257706152403396633' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1257706152403396633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905127/posts/default/1257706152403396633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resistenciacarioca.blogspot.com/2008/08/todo-teso-encantador.html' title='Todo Tesão é Encantador'/><author><name>Guilhermé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09108705404994976268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_OmlOR2dO72w/SLf5GfgevpI/AAAAAAAAACM/b7vUanuUR1E/S220/Maraca.bmp'/>
